Arquivo da tag: Woody Allen

seus filmes prediletos do woody, clint, kubrick, sofia coppola e almodovar?

woody – Annie Hall; clint – não tem, não gosto muito; kubrick – fico entre Laranja mecânica e O iluminado; sofia – Encontros e desencontros; almodovar – difícil escolher, mas acho que Kika.

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Oh, Woody

Tina, Leila, María Elena

Finalmente o post tão prometido.

Não se fazem mais mulheres fortes e admiráveis como antigamente. Hoje a gente tem o quê?
Madonna – já nas tabelas.
Amy Winehouse – risos.
No Brasil a coisa fica ainda mais complicada. Camila Pitanga? Marisa Monte?

Estou me referindo a mulheres que revolucionam. Que nos fazem repensar os papéis.

Tina e Leila possuem, nisso, muito em comum.

Tina Modotti já foi atriz, fotógrafa e acabou se tornando uma comunista ferrenha. Morreu em conseqüências esquisitas, em um táxi, em 1942. Tina era fodona: dizem que era uma mulher lindíssima, enlouquecia os homens, provocava ciúme nas mulheres. Posava nua para um de seus amantes – naquela época, pense só. Dizem que um retrato seu alcançou valor recorde em uma casa de leilão. Dizem que quem o arrematou foi… Madonna.
Dizem também que foi ela quem apresentou Frida Kahlo para Diego Rivera. Responsa, né?

Tina era tão malucamente foda que, ao falecer, ganhou poema de Pablo Neruda em sua lápide.
Tina Modotti, hermana, no duermes, no, no duermes.

tina-modotti-bandolier-corn
Bandolier, corn, guitar, de Tina Modotti, 1927. Uma das minhas fotos preferidas dela, apesar de dizerem que o que Tina gostava mais de fotografar eram pessoas.

Veja mais algumas fotos lindas de Tina Modotti. E leia Modotti: uma mulher do século XX, quadrinhos de Ángel de la Calle publicado pela Conrad Editora que é uma das coisas mais fodas. O cara tem o tema tão intrínseco em sua vida (“É um projeto de vida”, me lembra, mais uma frase poderosa saindo da boca de Verônica Veloso) que consegue passar isso para a obra. Você percebe que tudo é autêntico e feito, acima de tudo, com autenticidade, dedicação, amor. Lindo demais.

Ya pasarán un día por tu pequeña tumba
antes de que las rosas de ayer se desbaraten,
ya pasarán a ver, los de un día, mañana,
dónde está ardiendo tu silencio.

Se Leila era tão maravilhosa, mulherão admirável como Tina, a impressão que eu tenho é que a brasileira era mais solar. Também tinha idéias de esquerda mas, antes, parece-se mais com a Tina que viveu no México e fez sua revolução pessoal, com mais ação e menos discurso.

Tina, nessa época, usava calça comprida e vivia com um homem com quem não era casada. Era artista, prafrentex. Leila falava palavrão quando queria, tomava cachaça quando queria, ia para cama com quem queria mas acima de tudo exercia a felicidade. Não fazia as coisas para chocar, fazia as coisas que a deixavam feliz.

Leila Diniz é protagonista de um dos meus filmes preferidos do cinema, e um dos filmes que me fizeram gostar de cinema nacional: Todas as mulheres do mundo. Por causa dele Domingos de Oliveira também se tornou um dos meus cineastas preferidos.

O filme está disponível INTEIRINHO no YouTube, mas eu recomendo comprar em DVD e rever uma vez por ano, para acreditar na humanidade, na beleza, no amor e no mar.


Participação de Leila em Os paqueras, de 1969, no papel… dela mesma! Repara que ela é o maior caroço: pede para experimentar tudo e sai com uma sacolinha! HAHAHA


Leila dança em um show de Dalva de Oliveira, que ela adorava. A atriz não era chique, não era elegante, não era fashionista. Mas eu dançaria com ela SEMPRE.

“Brigam Espanha e Holanda
pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas
que nele sabem voar.

Brigam Espanha e Holanda
pelos direitos do mar
porque não sabem que o mar
é de quem o sabe amar”.

A poesia é de Leila Diniz.

Pode ler o artigo da irmã de Leila, Lígia, chamado Leila Diniz: um feminino que se realizou. E corre para comprar Leila Diniz: uma revolução na praia, de Joaquim Ferreira dos Santos, da Companhia das Letras. É um livro lindo, bem escrito, esclarecedor para entender porque essa mulher revolucionou os costumes de sua época.

Finalmente, a María Elena de Penélope Cruz no filme de Woody Allen (a saber, Vicky Cristina Barcelona) por si só é uma proeza. Nenhum cineasta americano tinha conseguido fazer Penélope ficar realmente bonita, no seu auge, como Pedro Almodóvar. Allen conseguiu. E na verdade só a incluo aqui entre Tina e Leila porque María Elena é o arquétipo da artista instigante. Do tipo que mais nos interessa e do tipo que cada vez mais falta: a artista que vive sua arte. Que exerce sua arte plenamente.

Arte está virando trabalho de horário comercial.

Musas de 2009 – e uma lá de longe

Eu já tenho as minhas e vou, ainda, fazer um post sobre o assunto:
Tina Modotti, Leila Diniz e a María Elena de Woody Allen.

Mas uma musa vintage – e bem real – bateu na minha caixa de e-mails hoje.

Feliz ano novo, Jorginho querido!
 
Estive olhando umas fotos no fim do ano e me deparei
com vc na minha banheira, de touca e esfregão!
Senti tantas saudades daquela época, tantas saudades de passar uma tarde
inteirinha de papo pro ar com você!
Enfim… tenho vindo bastante para cá (São Paulo) e quero te ver… AGORA!
Quero saber de tudo, de seu livro, suas novidades, seu coração e tudo o mais!
 
Me liga!
Beijos mil,
Nora.

Para Nora eu estou disponível 24/7.
Eu sempre tive a impressão de que a Nora existe para nos inspirar.

Aprendendo com Woody Allen

“Na verdade não sei como as pessoas reagiram ao filme, porque faz anos que parei de conferir, mas se gostaram, ótimo. Se não gostaram, não me importa muito, não porque eu seja indiferente ou arrogante, mas porque aprendi tristemente que a aprovação deles não afeta a minha mortalidade. Se faço alguma coisa que sinto que não é muito boa e o público aceita, até entusiasmado, isso não atenua em nada minha sensação pessoal de fracasso. Por isso o segredo é trabalhar, se divertir com o processo, não ler a respeito de si mesmo, quando as pessoas estiverem falando de cinema mudar a conversa para esportes, política ou sexo, e continuar suando a camisa. Além do dinheiro – nós somos ultrabem pagos -, as chamadas gratificações são todas vaidade e tomam tempo do trabalho criativo. Mais, elas podem levar a ilusões de grandeza ou sensações errôneas de inferioridade”.

“Porque os prêmios são feitos para juntar poeira; eles não mudam a sua vida, não afetam a sua saúde de forma positiva, nem a sua longevidade ou a sua felicidade emocional. Os lugares que você quer consertar na sua vida, ou ajudar, o ajuste e o conforto que você precisa, não são tocados pelas grandes honras do mundo”.

“Ora, existe uma porção de gente que escolhe levar a vida de um jeito completamente autocentrado, homicida. Pensam assim: já que nada significa nada e eu posso me dar bem com assassinato, vou fazer isso. Mas pode-se também fazer a escolha de que estamos vivos, e outras pessoas estão vivas, e estamos juntos num bote salva-vidas e é preciso tentar e fazer o bote ser o mais decente possível para você e para todo mundo”.

Trechos de Conversas com Woody Allen, de Eric Lax, CosacNaify.

O Teatro da Vida acabou de trocar Woody Allen por cerveja

Woody, desculpa, deu preguiça. Mas é tudo culpa do Raul, que não gostou do filme e me contou o porquê.

Desanimê!

Ê, diazinho

O filme novo do Woody Allen estreou, Madonna faz anos, fala-se de uma tanga masculina fio dental com PÉROLAS na parte que fica enfiada no FIOFÓ

mas eu só quero saber mesmo da TINA, que diz que vai gravar inéditas para uma nova coletânea.

Tina. Obrigado. Meu coração ficou mais quentinho. Uma das músicas chama I’m ready! Eu também, Tina, eu também tô prontooo!!!