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Acontece que

Sempre fui meio brigado com o MEIO da moda em si – mais do que com o assunto.
Ontem, conversei com o meu guru (AKA Paula ou Ariane, vocês escolhem) e, para variar, reclamei. “Ah, porque é muita gente rasa, muita gente com valores rasos, muita gente que acha importante outras coisas que EU não acho…” etc etc etc. Ariane me contou que no meio dela – ela é professora formada em Letras – também existe um vício: o da baixa auto-estima. Você PRECISA ser assim – e se começar a demonstrar muita felicidade… começa a ser mal-falada! “Ah, você viu? Ela foi para Ubatuba… e está toda toda com esse brinco novo!”.

Ou seja, todo o meio tem suas peculiaridades e picuinhas. Normal.

Só que hoje Lu Bugni mandou um email para Ivi e Charles que, de tão piegas, mereceu ser dividido comigo também. Nele, ela conta que precisa agradecer ao “deus fashion” porque foi por causa dele que somos (todos nós quatro) amigos – isso no caso dela para nós, porque eu e Ivi nos conhecemos antes de virar esses fashionistas de merda que somos. E Charles eu e Ivi conhecemos no Chic.
Explico: Lu cobria moda para o Diário do Grande ABC e ia para o Fashion Rio. Ela pensava enquanto estava na van dos jornalistas: “nenhum fashionista vai querer ser meu amigo”.  Charles, provavelmente reparando no tamanho dos atributos de Lu, foi lá todo-todo e disse “oi, eu sou o Charles”.
E foi assim!

Considero a Lu muito mais minha amiga do que muita gente do meio. Porque não é uma questão exatamente de interesses em comum, mas de clima. O nosso clima é mais parecido. A gente está mais para o Empanadas do que para o Dry – não que eu me orgulhe disso, é apenas um fato.

That means… tudo é relativo mesmo. A moda pode ser legal e te trazer coisas boas, como o desfile do Ronaldo Fraga, a Lu Bugni ou uma festa em que você bebe tudo o que consegue ingerir gratuitamente.

Fila A, fila B – resoluções finais

Primeiro, um vídeo que para mim resume toda a lenda da fila A.

Segundo, uma constatação. Fila A é chato. Só não é chato se você senta do lado de Regina Guerreiro, ou Paulo Martinez, ou Alcino Leite Neto. Tem mais gente legal na fila A, mas não quando eles estão sentados lá.

Terceiro, uma cena: uma mulherzinha sentou no lugar de Laïs Pearson na primeira fila de Samuel Cirnansck. Tadinha, desavisada. Para quem não sabe, dona Laïs, 81 anos, é história viva de moda nacional. Ela já foi professora antes de existir a Anhembi Morumbi, e é jornalista das mais antigas de moda brasileira. Dona Laïs sentou-se na fila B, disse “fica aí, querida”, e falou a frase que resume tudo o que eu acho que os jornalistas de moda em geral deveriam pensar.

“Podendo enxergar e tendo material para trabalhar, tudo bem”.

Ofereci meu lugar pra ela – eu estava na fila A. Ela também não quis. Dona Laïs desfilou para Ronaldo Fraga.

Quarto, uma frase: jornalismo de moda não se faz da fila A. Jornalismo de moda pode sentar na fila A, mas não se faz de lá.
Lembre-se disso. Eu vou procurar me lembrar sempre.

Pergunta para a Gloria

Ou “eu perguntaria se ainda trabalhasse com ela”
Ou ainda “Carol Vasone também não sabia e também se perguntou”

Fui no evento do MorumbiShopping hoje – lançamento da segunda caixa dos livros de moda brasileira da CosacNaify, que aliás é muito bacana assim como a primeira. Essa segunda tem Lenny, Marcelo Sommer, Reinaldo Lourenço, André Lima e Clô Orozco (a primeira tinha Walter Rodrigues, Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch, Gloria Coelho e Lino Villaventura).
Os estilistas estavam lá autografando os livros.

Mas espera.
Não é o autor que devia autografar? Ou o objeto de estudo do livro?

Juro, fiquei sem saber. E no fim comprei o livro mas não pedi autógrafo nenhum.

Fernanda, o Caminho Dourado te adora

Já entrevistei ela uma vez, para o Chic.
Agora, mais uma vez…

Aqui!

Os clipes são ótimos. Um deles eu descobri por causa do Vitor – merci, nêgo!


Acho que a Fernanda ama esse vestido, ela já apareceu em fotos de divulgação com ele!

E, claro, eu vou para BH, estou decididíssimo. E morrendo de inveja que a Fernanda fica trocando e-mail com a Maki! AAAH!

Vem comigo:

saiu o line-up do SPFW! Vamos comentar?

A Fashion Wicked começa na terça e BEM BACANA, tem Osklen, Patricia Viera, 2nd Floor, Forum, Fábia e Do Estilista. Legal – se eu fosse CINCO PESSOAS, assistiria todos.

Tá, o segundo dia é bem OK – fora o desfile de biquíni da Cia Marítima às 21h15. Já começou a palhaçada. Quarenta looks de moda praia às 21h15 – que obviamente significa 22h15 – QUEM GÜENTA???

O terceiro dia a gente já estará meio irritado, mas vai ter o desfile da Huis Clos para ficarmos mais zen. Maria Bonita também é nesse dia.

Quarto dia tem uma Anabela Baldaque para me estressar. Desculpa, gente, o último desfile foi ruim. Ela continua tentando?! Afinal, onde ela vende??? Tá, fui meio maldoso, mas sinceramente não entendo, é tipo brasileiro desfilando em Nova York sem ter ponto de venda. Para quê? Pelo menos tem a volta d’OESTUDIO. Eu gosto pencas deles. Obs.: Cavalera às 15h, provavelmente não será externo, né?

Quinto dia: Isabela Capeto às 11h – os desfiles matutinos dela sempre são fofos, eu gosto. Miguel Vieira eu não vou comentar – é tipo Anabela Baldaque parte 2. Tem Ronaldo Fraga (eee) e… Rosa Chá masculino? Quê?

AÍ CHEGA O DOMINGO. NO DOMINGO, MINHA GENTE, ELES DEVEM ESTAR ZOANDO COM A NOSSA CARA.
Pedro Lourenço às 9h. Eu disse NOVE. Em seguida tem a mãe, Dona Gloria, às 10h30. Eu gosto dos dois. Mas precisava de um desfile às 9h da manhã quando a gente tem GISELE NA COLCCI NO MESMO DIA ÀS 21H???

Tudo errado!!!

E o último dia não importa, eu vou ter morrido mesmo.

Chill out

Vou falar tudo de uma vez para não precisar mais falar depois!
O SPFW foi BEM legal, eu me empolguei bastante e acho que essa temporada gerou imagens instigantes. Amei Osklen, Ronaldo Fraga, Fabia Bercsek, Do Estilista, Giselle Nasser, V.Rom.

DoEstilista
Do Estilista: esse Marcelo é fogo, hein? Haha
A foto é do Charles Naseh / Chic.

Não vi Cavalera nem Priscilla Darolt, acho que se eu tivesse visto ambos tinha gostado (pelo telão não deu tanto efeito). Tanto Ronaldo quanto Osklen eu tive que ver do telão, também, mas Ronaldo eu fui no backstage antes e vi as roupas de pertinho. E Osklen foi tão absurdo que eu adorei mesmo pelo telão.
Explico para quem não conhece: é muito difícil assistir a todos os desfiles se você trabalha com internet. Tem um monte de coisa para fazer a toda hora, às vezes não dá para parar tudo para ver um desfile. No Chic, a gente divide quem vai fazer cada crítica logo no começo da temporada – mesmo para dar uma estudada nas coleções anteriores das marcas, fazer pré-apuração etc. Então quando a crítica não é minha eu tento ir mesmo assim, mas às vezes, infelizmente, não rola.

Esses eventos de moda também servem para conhecer mais pessoas, são bem bacanas nesse sentido.
(como eu sou discreto, vou falar só isso sobre esse assunto hahaha)

Claro que outros desfiles foram interessantes também. Só quis falar dos meus prediletos porque se for falar de todos, também, eu faço uma revista e arrumo anunciante, né?!

Agora, sobre as outras duas partes da trinca:
Regina Guerreiro – “Você tem uma pegada no texto que é difícil as pessoas terem”.
Costanza Pascolato – “Olha, faz tempo que estou pra te falar isso… seus textos estão cada vez melhores, viu?”

Se quando a Lelê me parou para me elogiar no Milo eu já fiquei todo cagado e enfartado (lembra?), agora vocês podem me visitar na UTI com horário marcado, OK?

E antes que perguntem: a Erika não me elogiou. Nem a Lilian. hahahahahaha

Para não perder o costume dos links: faço das palavras de Gabi as minhas.

No Ziguezague: foi muito legal participar. Eu até anotei algumas coisas das discussões, mas não sei onde enfiei! Sei que rolou Freud, rolou discurso da antropologia para dizer que “masculinidades” e “feminilidades” na verdade são construções sociais e não partem de algo natural-instintivo, como a gente costuma imaginar… Bem cabeçudo, do tipo que eu gosto, mesmo. HEH

E vocês viram a crítica da Adriane?! Fui pego de surpresa, quando entrei hoje vi que ela que tinha assinado a crítica do Ronaldo Fraga! E ficou incrível, adorei!

Agora eu vou tentar encontrar a disposição que deve estar muquifada em alguma gaveta do armário para ir à locadora alugar Godard ou Truffaut. Não é de nojentice, não, é necessidade de se sentir mais inteligente.

Vale o quanto pesa?

O único problema da coleção Moda Brasileira, da CosacNaify, é o preço. Os livros não são vendidos separadamento e a caixa custa R$ 189. OK, se você tem R$ 189 no bolso, vale a pena, mas o ideal seria poder comprar um livro por vez e ir formando a coleção. O que não seria bom, nesse caso, é que provavelmente o exemplar do Alexandre Herchcovitch seria muito mais vendido do que os outros – por ele já ter um nome mais forte na mídia, mesmo, mais do que por ser o melhor exemplar dos cinco.
Fora isso, já li o do Walter Rodrigues e estou lendo o do Ronaldo Fraga. Digo logo que são muito bons: a qualidade é impecável. Algumas pessoas podem reclamar por achar a quantidade de texto muito pequena, mas de qualquer forma eles são muitíssimo bem escritos, cheios de informação pertinente. E as imagens são realmente lindas.

Parece que o plano da editora é lançar mais uma leva de cinco. Que eu saiba, Clô Orozco está entre os próximos estilistas homenageados. ÓUN. Quem você acha que também deveria estar? Meus palpites: Reinaldo Lourenço, Oskar Metsavaht, Marcelo Sommer, Amir Slama.
E não dá para esquecer Andrea Saletto, Mara Mac, esse povo da moda carioca ficou meio esquecido, né? Aliás, um livro sobre gente como George Henri e Gregorio Faganello seriam incríveis! Coisa mais histórica mesmo.
E Clodovil?!
Dener eu sei que está sendo feito pela Cosac, já, e acredito que não vai fazer parte dessa coleção nesse formato – deve virar algo maior.

Bom, quem quiser garantir seu exemplar dessa primeira caixa, compre aqui, pelo próprio site da editora.