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Roberta Sá cantou pra mim

TÔ FALANDO!

Fomos assistir Roberta Sá

Ontem, lá em Moema.
Roberta começou a carreira no FAMA que eu sei – lembra? O Fama costumava ser mais divertido que Ídolos na minha opinião, apesar da falta de um júri carismático. O repertório me parecia mais desafiador, diversificado e bacana. Naquela primeira edição, que Roberta participou, também tinha Andrea Marquee, que eu adoro – portanto eu estava torcendo para a Andrea Marquee. Mas eu já simpatizava com a Roberta. Aí ela gravou dois discos e enfim, tá aí, uma das “novas cantoras”.

Na minha modesta opinião, eu acho o repertório dela muito desigual. Tem pelo menos três músicas que eu adoro, vídeos abaixo (mais uma vez desculpaí pela qualidade, eu não tenho uma megacâmera, beijos):


Mais alguém


Belo estranho dia de amanhã


Ah, se eu vou

Mas por exemplo: Fogo e gasolina tem uma letra clichê, o estilo não parece tão confortável à voz da cantora quanto um samba… não acontece. Comparando com as outras, é bem ruim – e no entanto é uma das escolhidas para o show. Outra que não me desce é No braseiro: acho ingênua, fala de “mazelas do povo” sem reflexão. Muita gente já fez isso de maneira muito mais inteligente e/ou bem sacada. Acho super vergonha alheia a parte que fala “felicidade é bom, eu quero paz, justiça, alegria” – parece um sub-Jorge-Ben em momento pouco inspirado. Fora o rapzinho que rola mais para o fim, citando trechos de música. Xaroooope.

No entanto, existem mil qualidades: Roberta é afinadíssima, tem presença de palco bem melhor que muitas outras cantoras (apesar de seu gestual, no começo do show, ser muito parecido com o de Marisa Monte a ponto de incomodar). Os arranjos às vezes são bem bacanas e às vezes caem num “vamos colocar um loop só para soar moderninho”, e a coisa acaba ficando meio pausterizada, pouco orgânica. Dá para curtir bem, de qualquer forma.

Agora, à roupa:


Vestidão Isabela Capeto. Essa parte rosa mais escura saía e a peça de transformava em um vestido longo bem menos volumoso, mas vistoso. No fim, ela ainda tirava mais uma parte dele, e ele virara um vestido curto – e no bis ela entra só com a saia curta do vestido e uma camisa listrada. As soluções são boas, mas como ela já é clarinha, eu teria feito em outra cor – ou branco com detalhes rosa mesmo, ou sei lá, um laranjão. O rosinha claro deixou ela “muito rosa” – não lembro quem disse isso, se foi a Laura ou o Alexandre!

Aliás: o make e o cabelón são obra de… VICTORIA! Siiiim!

Agora, para fechar com chave de ouro… um trechinho de música inédita de Roberta Sá, Agora sim: