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Menino não pode brincar com o pintinho

Esse antialérgico que estou tomando vem me proporcionando experiências bizarras.
A última veio em forma de sonhos. Foram 2. Vou contá-los da maneira mais objetiva, apesar de ser quase irresistível fazer piadas. Um aconteceu no começo da semana passada.

Sonho 1: estávamos eu e a Bia Bonduki na frente do Teatro Laboratório da USP usando roupas confortáveis e bonitas (não lembro exatamente quais). Alguém chamava a gente pra uma sala pra “aquecer”.  A gente agia naturalmente, ia pra sala e começava a se aquecer.
A gente estava se preparando pra apresentar a peça “O Disfarce do Ovo”. Não me lembro do resto, provavelmente porque acordei.

O 2º aconteceu de ontem pra hoje.
Sonho 2: estávamos eu, Gabriela Cordaro, Bia Cruz e Verônica Veloso (não sei se a Paulina também estava) em uma calçada, me parecia ser da Fradique Coutinho, entre a Teodoro Sampaio e a Artur de Azevedo. Elas entravam e saíam de uma garagem dessas que tem porta de subir e descer puxando, levando móveis pequenos – acho que isso queria dizer que a peça “O Disfarce do Ovo” seria apresentada na garagem.
Aí eu disse: “Vocês não sabem com o que eu sonhei! Eu sonhei que eu e a Bia, não a Bia, uma outra Bia, estávamos na frente do…”
Aí nessa hora acho que a própria Bia ou a Gabi levantava, meio que ignorando minha história, e ia fazer outra coisa.
Eu ficava meio assim-assim mas continuava: “Então, a gente tava na frente do Teatro Laboratório e…”
Aí a Verô interrompia e chamava uma das 2: “Ôh, fulana, não esquece de não sei o quê”.
Eu ficava quieto, bem irritado. Aí a Verô me olhava. Falei: “Bom, o sonho era que eu e a Bia Bonduki estávamos fazendo a peça no Teatro Laboratório, achei que era engraçado mas parece que vocês não estão interessadas, tudo bem”.
A Verô se interessava nessa hora e dizia: “Ah, é? Essa peça?” meio rindo com o olho bem arregalado, e eu respondia com um resmungo qualquer, bem criança birrenta. Ela dizia: “Deve ser um sinal”, eu respondia: “Credo, sai pra lá” com um gesto com uma das mãos, jogando-a pro alto.

E aí acordei, quase que com a sensação de recalque do sonho (hahaha).
O mais estranho é que eu não sei se eu tive o 1º sonho mesmo, ou se foi o 2º sonho que me convenceu que eu tive o 1º.

Mas menino não pode brincar com o pintinho.
E claro, pelo menos no sonho foi incrível ver a Bia Bonduki mordida pelo bichinho do teatro.

Disfarça no Sesc!

E aproveita pra ir no meu aniversário – lá no Glória na sexta! Beijos!

o ovo interrompido

Amigos,
A temporada de O Disfarce do Ovo, após algumas tentativas de diálogo, foi interrompida pelo Centro de Preservação Cultural da USP – Casa de Dona Yayá.
Faremos duas últimas apresentações no espaço dia 19 de dezembro. As sessões serão às 19 e às 21 h.
Teremos poucos lugares para cada apresentação.
Os espectadores que já estavam nas listas de reserva ou que haviam deixado seus nomes para voltarem à peça, pois estavam presentes em apresentações canceladas por motivo de chuva, terão preferência na lista do dia 19. Pedimos apenas que confirmem presença e horário pretendido.
Façam suas reservas e confirmações pelo tel. 7674-4062.
O argumento para tal cancelamento foi de que o Coletivo Teatro Dodecafônico teria descumprido regras do Termo de Compromisso firmado com a casa.
Nós, do Coletivo Teatro Dodecafônico, afirmamos que não causamos nenhum dano ao patrimônio público tombado da Casa de D. Yayá (regra central do Termo firmado), ao contrário, ressaltamos a preservação arquitetônica da Casa, utilizando a arquitetura como locação para o experimento cênico, sem escamoteá-la.
Para mais informações acesse nosso blog: http://teatrododecafonico.blogspot.com/
Teatro Dodecafônico
O Disfarce do Ovo – uma reação à Clarice Lispector
Únicas apresentações dia 19 de dezembro
1° sessão – 19 h
2° sessão – 21 h
Na Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353
(em caso de chuva não haverá apresentação)
Reservas: 7674-4062

Te dedico a nação chinesa

Ei, você. O Coletivo Teatro Dodecafônico, do qual sou parte, vai reestrear O disfarce do ovo nesse sábado. Você não viu. Então vá ver.

flyer-disfarce-ovo

Agora sim!

A versão do flyer com o meu nome. Tinham esquecido no anterior! HAHA

E o figurino está pronto!

(ou praticamente pronto – só falta a barra!)

Fazer figurino de teatro é difícil. Esse foi um pouco mais complicado, porque tinha um pouco de dinheiro e as meninas optaram por produzir mesmo. Imagina: eu, jornalista, desenhando roupinha? Bom, aos trancos e barrancos e com a ajuda abençoada da Monayna e do Mario na produção (Casa de Quem crew!), o lance rolou bem e eu fiquei bem feliz com o resultado!
É engraçado fazer figurino porque você não pode pensar só na montação, ainda mais nas peças com a Verô na direção, que geralmente tem muito movimento. Funcionabilidade total. E o pior é que eu queria dois macacões – e macacão, meu bem, é a peça mais complicada que tem. Se o cavalo está muito pra baixo, fica feio quando a pessoa levanta a perna; se o cavalo está muito justo, pode rasgar quando a pessoa fica de cócoras. Um drama. ENFIM, eu acho que ficou bem bonito, bem o que eu queria, diferente e ao mesmo tempo afastado da ideia de mulherzinha que uma peça de Clarice Lispector pode sugerir. Não tem rosa, não tem saia, não tem vestido, não tem babado, e ao mesmo tempo tem uma feminilidade e é divertido sem ser lúdico demais.

Mas vocês que me dizem, né? Corre pra comprar porque vai acabar rápido: são poucos lugares, já que a peça só comporta uns 20, 25 espectadores por apresentação!