Arquivo da tag: Molly Ringwald

Enquanto isso, em casa: sessão cinema

Bom, nervo doendo horrores, o jeito é ficar em casa. Assisti filminhos. Meninas malvadas é ótimo pra essas coisas, Clube dos cinco e A garota de rosa shoking são ideais pra esse tipo de situação – dos 3, só Meninas malvadas que eu ainda não tinha visto.
Lindsay Lohan não convence muito como a garota bacana, né? Ela é muito mais uma das meninas malvadas mesmo.
Agora, legal foi poder comparar o cinema de adolescente pra John Hughes com esse Meninas malvadas. Definitivamente, Hughes mandava BEM melhor. Clube dos cinco é obra prima, tipo faz você pensar até hoje, é angústia adolescente chata levada à sério, eu adoro. O bad boy na verdade é frágil, o nerd é na verdade bacana, a freak na verdade é uma gatinha que conquista o coração do esportista… Todo mundo tem mais de um lado, mais de dois. Personagens incríveis, todos despertam a empatia de quem assiste. Já A garota de rosa shoking inclui uma “guerra de classes” na história sem parecer panfletário nem bobinho. A preocupação da personagem de Molly é real, ela não está apenas fingindo-se de preocupada com a diferença entre o dinheiro que ela e o mocinho têm. O drama é paupável. Fora que o figurino é maravilhoso, né?

Meninas malvadas é divertidinho. Ensina como é ruim mentir e enganar os coleguinhas. Os de Hughes não ensinam, não são didáticos, são histórias interessantes e por isso talvez me pareçam bem melhores.
Ou talvez os tempos estejam mais babacas, mesmo.

John Hughes morreu

Estou tristíssimo.
É sério.

Porque no fundo que nunca quis ser a Jennifer Beals. Eu sempre quis ser a Molly Ringwald.

Amo Molly Ringwald + que dólar

Tudo que eu queria hoje era rever Gatinhas e gatões.

Mas tudo bem, eu me contento com qualquer comédia romântica com Drew Barrymore. Pode ser até ET.

Eu lembrei de Molly por causa desse post incrível do Bezzi com um vídeo homenageando John Hughes. FODA!!!

Noooossa, que drapeadooooo

Porque drapeado é o novo babado, né?

Queria dizer uma coisa: achei Louis Vuitton uma coisa Molly Ringwald periguete, adorei.
Mas continuo amando mesmo Nina Ricci.
Mas para dizer a verdade não vi tudo. Vida loka.

Queria dizer + uma coisa: drop out, se possível, não do sistema, mas das pequenas coisas. Vai dar tudo certo. No fim das contas, odeio gente sem alma hippie-cigana. Não, não odeio – eu simplesmente não me acostumo.

E queria dizer + uma, ainda, porque isso não sai da minha cabeça. Quando for fazer uma matéria sobre tendencinha, amiguinhos, não enganem seus leitores. Não usem como exemplo marcas que NÃO SÃO TRENDSETTERS. Porque simplesmente se as marcas não forem trendsetters, isso não é uma tendência. Tá? Achei que era óbvio mas… ops, acho que não.
(claro que para provar que o reggaesmo, o surrealismo, o punkismo de butique, a Molly Ringwald, o ciganismo, Flashdance, a Norma Kamali, o hippismo, Rainha da Sucata, o gótico, o Guns ‘n’ Roses ou a Mara Maravilha estão IN, vale simplesmente tudo)
Beijos, era isso.

Woman power: o que o ombro tem a ver com isso?

Ainda não consigo engolir essa ombreirona, esse ombro protuberante. O efeito visual pode ser bacana, mas não consigo imaginar minha irmã chegando no almoço de família com elas e eu pensar “olha, que look bacana”.

Nos anos 80, a mulher usava ombreira para ficar poderosa – na competição com os homens, principalmente no ambiente de trabalho, era de praxe o tailleurzinho acinturado com ombreirão. Dá uma imagem de mulher mais forte, assim como nos anos 40 – período de guerra, elas precisavam se impor e não ficar com cara de coitadinha.

As yuppies dos 80 curtiam – no A garota de rosa shocking, que a gente comentou faz pouco tempo por aqui, tem uma cena em que a amiga mais velha da Molly usa um paletó largão e ombreirão – e esse é o look CARETA YUPPIE dela. Ela se veste assim (e com um cabelo inacreditável, curtinho arrepiado e cheio de gel) porque está paquerando um yuppie e, claro, precisa se equiparar a ele – no fundo, o filme gira em torno dessa discussão de relacionamentos entre pessoas de grupos sociais diferentes.

Volta para ombreira em si: para mim, hoje, agora, tipo às 17h20 do dia 22 de agosto, é coisa de fashionista ou de tia véia sem noção. Vai chegar na C&A? Tenho minhas dúvidas. Dá uma olhadinha:


Ombreiras de André Lima / fotos da Elle

Não é que seja feio… é que… ai. Fica com cara de “tô pagando de stylist”, não fica?

Fiz uma materinha para Abril.com. Veja lá.

Por que os vídeos adolescentes de antes eram muito mais legais?


A garota de rosa shoking é o filme mais fashionista de Molly Ringwald.

A sua personagem, Andie, é pobrinha. Ela reforma suas roupas para ficar na moda – e eu particularmente acho o visual muito cool, apesar de ser apaixonado mesmo pela bota de Clube dos cinco. Enfim: em A garota de rosa shoking Molly se joga em badulaques, colares, brincos, estampas florais, rendas, chapeuzinhos… de preferência “tudo ao mesmo tempo agora”. O cabelo dela está mais ruivo que nunca, e o sapatinho fechado que ela usa is very verão 2009.
Lembro que comentei desse filme com a Alê e ela me disse que o vestido rosa nem era tão bom. Olha, eu curti pencas. A Bia achou a manga meio bizarra. Sei lá, eu achei que longuete sem cintura afunilando na barra é megacriativo – principalmente perto dos bolos de noiva de prom.


Blane, que é fã do look Lençóis Maranhenses, Andie e Duckie, o amiguinho estiloso dela

Sabe quem é a figurinista de A garota de rosa shocking? Qüende: Marilyn Vance, a mesma de Curtindo a vida adoidado, Clube dos cinco, Ruas de fogo, Os intocáveis (que rendeu a única indicação dela ao Oscar)… e UMA LINDA MULHER! Marilyn mora em nossos corações, ninguém coloca aquela bota gigante em Julia Roberts impunemente.

Eu tenho essa teoria de que todas as meninas queriam ser a Jennifer Beals de Flashdance, mas na verdade a realidade de Molly Ringwald estava muito mais próxima e paupável – graças ao mestre John Hughes, que está por trás de todos esses filmes adolescentes dos anos 80. Molly era o “cool possível”. Esse filme também é o que ela está mais “independente”: conversa com o pai sobre os meninos, trabalha fora, faz suas próprias roupas, é atormentada pelo bullying dos riquinhos da escola e mesmo assim sai por cima e cata o príncipe encantado.


O vestido do prom

Já a Alex de Flashdance cata o CHEFE. Calma, né, pessoal? She’s a maniac, a Molly é mais vida real.

Eu tenho duas palavras para você

Molly

Ringwald.

Ela é a “mamãe” de uma nova série de TV na ABC americana chamada The secret life of the american teenager, que a gente JÁ QUER VER TODAS AS HORAS DA VIDA só por causa de Molly, nossa maravilhosa Molly, que mora nos nossos coraçõezinhos.

Foi o Eduardo que me mandou esse link. Ela diz que o seu único arrependimento em relação ao Clube dos cinco foi não ter ficado com a bota Ralph Lauren que ela usa!
Eu também queria a bota, Molly! Aliás, todo mundo queria!
(para quem ainda não viu Clube dos cinco… como você conseguiu sobreviver até hoje?!)