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“todos os cremes

estão hot”.

se a gente tivesse uma banda, se chamaria OOOI & OS CREMES.

Aliás, pras amigas

Jana, Mari, (e eu?), love ya.

Não é ressaca.

A Bia foi embora há vinte minutos.

Odeio despedidas. Elas te fazem lembrar que no fundo, todo mundo é sozinho e acaba sozinho (e, claro, morre sozinho). O tanto de naturalidade com que ela veio morar comigo foi proporcional ao tanto de desconforto quando ela disse “Jooorrrge. Tô indo, então”. O quarto dela agora está só com os móveis nus, bem vazio. Ela me deixou uma carta hoje de madrugada em cima do despertador que li quando cheguei bêbado do Bar Secreto, uma carta fofa que eu não consegui responder a altura. Ela sabe que eu li porque meu despertador tocou.
Chorei convulsivamente depois dela ir embora durante dez minutos, depois de conseguir segurar durante quatro (o tempo que me custou ligar pra Mari e pedir pra ela vir aqui me fazer companhia). Agora eu preciso segurar o choro novamente porque o encanador está fazendo o conserto no banheiro e não quero pagar esse mico (ele provavelmente já notou o meu nariz fungando mas deve achar que estou gripado).

Estou tristíssimo. E nem sei porque estou escrevendo isso aqui.

Mas é uma boa desculpa para reler o livro que eu mais gosto do mundo e colocar um trecho aqui.

“Pela primeira vez estava tocando com as mãos e vendo com os meus olhos como o mundo era imenso e a escuridão profunda e o fascínio infinito e a solidão de tudo aquilo.
– Por que vocês me convidaram? – perguntei.
– Pensamos que a coisa não estivesse fácil pra você – respondeu ele devagar, olhando-me com douçura. – Sua avó sempre foi boa pra mim, e temos tanto espaço sobrando… Você vai ter que deixar aquela casa, não é?
– Bem, o senhorio foi gentil e disse que posso ir com calma, mas…
– Então venha morar conosco – disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo.”

Trecho de Kitchen, de Banana Yoshimoto

Boa viagem, Bia.

Cinema do CIC – INCRÍVEL


Cinema do CIC – INCRÍVEL

Originally uploaded by Djoh

Esse é o cinema de Floripa que eu fui e falei que era o máximo. Ó a Mari e o Raul sentadinhos!

Curti – mandei msg, dez tópicos

1. Comi ostra todo dia. Sim, era uma meta da viagem. Aliás, comi em lugares deliciosos. Comer foi o que eu mais fiz. Adoro comer na praia, peixe é fresquinho e tal.

2. Choveu pencas – NÃO RIA.

3. Fiz o meu joelho ficar ridicularmente bicolor: metade branco metade vermelho.

4. Assisti Vicky Cristina Marcelona em um cinema incrível. O cinema mais incrível que eu já fui. Fotos em breve.

5. Raul & Mari são ótimas pessoas, merci pela companhia. Dona Ruth, merci também, a sua casa é linda!

6. Os garçons são as pessoas mais interessantes de Florianópolis.

7. Mulher bêbada é uma benção. Mulher dançando agrega valor.

8. A: Por que a gente existe?
B: Não sei, aconteceu. Agora o jeito é fazer algo com isso.

9. Li o livro da Leila Diniz que acabou de ser lançado pela Companhia das Letras. Vontade de viver perto do mar para sempre – mas um taxista manezinho disse: “ENJOA”. Li também Frango com ameixas e os quadrinhos sobre Tina Modotti. Ambos incríveis, comento mais depois.

10. Fui no museu lá em Floripa. A exposição me inspirou MUITO. Sem brincadeira. Mais detalhes, também, depois.

Beijos, vou trabalhar. Fim-de-semana começa Fashion Rio, tá sabeno?

Somos lindos e estamos indo pra Floripa

Natal na Mari TV – 25/12/08

É hora de revisão de 2008!

Lembra que em dezembro de 2007 eu fiz uma revisão do ano? Não, né? Mas eu lembro que eu fiz. haha

Fiquei com vontade de fazer uma de 2008!

2008 foi ano de:

. Perceber que o jornalismo de moda é antes de mais nada jornalismo. E que nós somos peões, por mais que nossos jabás sejam mais bonitos que os dos colegas. Perceber também que dá mais audiência falar de coisa barata e bacana do que falar de coisa cara e inalcançável – e além da audiência, é muito mais legal!
Jornalismo é uma profissão bizarríssima. A gente reclama de plantão, reclama de cansaço, reclama de pouco dinheiro… mas no fundo a gente ama e só sabe fazer isso.

. Trabalhar com REGINA GUERREIRO! Vish!

. Ficar AINDA MAIS IRRITADO com meu peso e depois chegar à conclusão de que isso é uma besteira. Quero continuar comendo, e muito, e bem. Eu descobri que gosto de comer tanto, mas tanto, que até fiz um blog esse ano por causa disso (o blog está largadinho nesses últimos tempos, a gente sabe, mas vai voltar, prometo)! Como salada pra caralho, almoço direitinho. Ou seja, sou saudável. E tomo cerveja pra caralho também. Então, que se foda.

. Assistir a filmes franceses compulsivamente.

. Morar sozinho! Já era hora, não? Aprendi que dá trabalho mas que se você desencanar às vezes a casa não cai – e a multa da conta atrasada é foda, mas não é o fim do mundo. Eu tenho que agradecer a Bia, que é uma fofa e cuida muito mais da casa que eu. O Teatro da Vida está tranqüilo, em paz e precisando trocar o rejunte do banheiro, mas tudo bem!

. Mudar de emprego. Dá saudades do Chic, sim. Mas na verdade eu já estava com saudades do Chic quando eu estava no Chic, no primeiro semestre.
Quem entendeu, entendeu.
O Abril.com significa muitas outras coisas. E significa que às vezes… o seu hype pode vir em dinheiro, mesmo!!! Surpreendente!

. Descobrir que sexo casual, ao contrário do que minha educação católica insistia em gritar na minha cabeça, é ótimo. Faz bem pra pele. Reanima. E o melhor de tudo é que o participante do seu sexo casual não precisa ser nada, só precisa saber fazer sexo! Ele pode ser feinho, bizarro, completamente nada a ver com você.
Mas pense: já foi difícil eu me convencer que traição não era o fim do mundo. Sexo casual, então… demorou tudo isso. Daqui uns anos eu viro sadomasoquista! Mentira, não viro, não.

. Descobrir mais do que nunca que a Liberdade é a minha segunda casa.

. Me apaixonar por uma pessoa certa. E por VÁRIAS pessoas erradas. Se é que esse conceito de certo e errado ainda vale na PÓISH-MODERRNIDADHI, né, minha gente?

. Encontrar MAIS AMIGOS AINDA! Eu ainda não entendi como consigo ter tantos amigos. Deve ser meu lado geminiano. Quem me conhece muito bem – acho que a pessoa que melhor pode falar disso além de mim é a Tata – sabe que eu tenho “fases de amizade”. Pode ter três meses que eu me sinto superbem com uma pessoa, e falo com ela praticamente todo dia e sei tudo da vida dela. Aí, de repente, bate alguma coisa e eu já não consigo mais ser tão ligado àquela pessoa. Depois de umas semanas ou uns meses, eu posso voltar a ficar superunido a essa pessoa. Acho que é uma questão de fases de vida, mesmo, porque nem todo mundo tem o mesmo ritmo e está a fim das mesmas coisas, dos mesmos programas e dos mesmos papos. Normal. Tem gente que não lida bem com isso – eu mesmo não lido bem, às vezes, quando eu sou o amigo “deixado”. Mas procuro entender, juro.
Fora isso: Mari & Raul + Jana, vocês são lindos.
E existem outras possibilidades amizísticas prontas para estourar em 2009! (antes que a brigue comigo!)

. Me apaixonar de vez por Brasília e de me apaixonar por BH, que devo confessar que não gostava muito. Também foi o ano de relativizar o Rio de vez – não gosto tanto. Talvez tenha perdido o encanto. É bacana, mas não me anima ir para lá como me animava antes. E “re”conheci Fortaleza – e foi muito bom!

. Entender mais alguns amigos. Entender menos outros.

. Beber muito. Dar muita risada. Passar por situações esquisitas. Ser feliz.

Fui feliz em 2008! E 2009, o que nos espera? Nas cenas dos próximos capítulos…

MAGIA CIGANA!
MAMBO CALIENTE!
UM NOVO MOMENTO PARA O TEATRO DA VIDA, SERÁ?
ENCONTROS E DESPEDIDAS?
MAIS CERVEJA, MAIS VARZEAMENTOS!
BEIJOS, ABRAÇOS, SEXO?
$$$?

AMOR?

Conclusões de ontem

– Telefonia, cartão de créditos e prestação de serviços em geral são uma bosta;
– Não vivo para amar, mas respeito quem o faz – hum, naquelas;
– Depois de considerar Ouro Preto, Petrópolis (?) e Belém (?!) como possíveis destinos, nós chegamos a conclusão que Florianópolis é a melhor opção – e acredite, inclusive financeiramente.

Expressões perdidas

Elas ficaram em algum lugar escondido do meu HD. Tami fez questão de desenterrar uma e, no embalo, comecei a lembrar de outras.

. Dinda, mano! (a que a Tami lembrou – sempre está ligado a “tô precisando de $” ou “quanto $!” ou “não vou porque tá faltando $”)
. Trapas (eu continuo usando de vez em quando – é difícil explicar o real significado, mas funciona mais ou menos como um substituto de “trash” um pouco mais leve, sendo que às vezes o “muito trapas” fica mais forte do que “muito trash”… não fez sentido, né?)
. Tô abusado (é tipo “tô enjoado”, “tô de saco cheio”. saiu do meu vocabulário no começo dos 2000. existe a variação “que abuso!” e “que abusivo!”)
. A-dorê! (essa a Talita inclusive desenterrou numa piada ontem sobre o show do DJ Yoda. inclusive uma piada muito sem graça: “o show foi uma lula – a-dorê!”. mas a história da expressão quando eu usava, acho, começou assim, com essa referência à lula mesmo – então, TRAPAS POR TRAPAS, é isso aí. “a-dorê!” é uma variação de “adoro!”, expressão bem bicha mesmo para demonstrar o quanto você gosta de alguma coisa e que caiu em desuso quando o “incrível!” pegou)
. Será? (eu adorava essa. as pessoas diziam algo bem absurdo, tipo “ah, cara, mas você pegaria aquele cara fácil!” e eu respondia: “será?” querendo dizer “NOT!”. cheguei a escrever “será?” na manga de uma camiseta de tanto que eu gostava)
. Sei. (o “sei” é mais ou menos da mesma família do “será?”. alguém dizia “cara, a Marta é uma safada porque traiu o Suplicy e ainda usa o nome dele, não vou votar nela por causa disso” e eu respondia “SEI”. que era algo do tipo “fala sério, filhinho, você é ridículo”. Acho que tem uma poesia do Ricardo, que eu me lembre de cabeça – o livro está na casa da minha mãe – que diz “eu digo sei até dizer chega”. é esse “sei”)
. Eu sei, inclusive lá em Valinhos [insira história bem bizarra aqui] (quando alguém diz algo bem bizarrinho, você completa com uma história muito mais bizarra que aconteceu em uma Valinhos  do mundo paralelo. vamos supor: alguém diz “nossa, cara, dizem que nunca nasceram tantos irmãos xipófagos quanto no ano de 2008”, e você comenta “ah, eu sei, mas lá em Valinhos dizem que existem três xipófagos para cada negro”. a história geralmente tende a aumentar se a pessoa entrar na dança e responder: “pois é, inclusive a filha da Dona Carmem da vendinha teve trigêmeos xipófagos e um deles hoje dizem que é ator em Bollywood, é o primeiro galã de Bollywood que veio de Valinhos se a gente não contar aquele que era transexual”)
. Risos (by Bruna Beber, pelo menos foi com ela que aprendi. veio do MSN, quando você escreve “risos” para dizer que está rindo. aí foi se desenvolvendo: começou com “aí eu fui na festa do meu ex-namorado. [pausa]risos”. desenvolveu-se para adjetivo: “aí eu fui numa festa risos lá na Vila Madalena”)
. Tem coisa que eu gosto, tem coisa que eu não gosto, depende da coisa (vem do filme Domésticas. é dita, normalmente, para justificar um gosto. como gosto não tem justificativa, a gente diz isso e pronto, acabou a discussão)
. Nunca fui tão humilhado em toda minha vida (pode ser usada quando um garçom não te atende direito, quando você tem que pagar caro numa balada, quando alguém aparece com uma roupa muito mais incrível que a sua etc.)
. Perdi minha inocência (ela surgiu quando um amigo meu – não vou citar nomes para não causar constrangimento – costumava nos levar de carro para ver os michês do Trianon. tinha um com a jeba toda para fora, que tinha um aspecto nojentusco. aí um dos presentes disse, se escondendo atrás da alça da bolsa que carregava: “perdi toda minha inocência”. pegou instantaneamente, sempre que alguém falava alguma coisa sexual cabeluda – não só literalmente, mas também literalmente)

Tem as que não caíram em desuso apesar de um pouco antigas.
. Sou uma palmeira ao sabor do vento. (você fala essa esticando os braços para cima e mexendo-os levemente, ao sabor do vento. ela é dita para deixar claro o quanto a pessoa que acabou de falar o constrangeu, ou o quanto o assunto é constrangedor, tanto faz. tipo “ai, gente, mas sei lá, eu já fiquei com um anão e ele tinha pau grande, que que tem?”. bom, “eu sou uma palmeira ao sabor do vento”. ou “cara, será que a fulana voltou com a beltrana? tá todo mundo achando isso”. bom, eu definitivamente “sou uma palmeira ao sabor do vento”)
. Bacana, bacana. (essa é ótima, prima da “sou uma palmeira ao sabor do vento”. alguém fala alguma coisa bem nada a ver e você diz “bacana, [pausa] bacana…”, como se fosse realmente bacana. exemplo: “eu adorei o último filme iraniano daquela seção do corujão”. “ah, é? bacana, bacana…”. Pode ser facilmente substituído por “legal, legal”) 

As novas também são bacanas:

. A vida segue. (auto-explicativa, certo? geralmente é usada quando alguém acaba de contar um caso bem cabeludo. essa eu aprendi com a Mari TV)
. Entendi. (eu falo muito essa, geralmente para mostrar que eu não sei o que dizer e que talvez seja melhor mudar de assunto porque talvez eu não esteja interessado. Exemplo: “O show do Gogol Bordello foi curto!” e eu respondo “Entendi”. Viu? Não faz o menor sentido, e a pessoa percebe que eu não estou escutando)
. Dicas. Coisinhas. (vem do Terça Insana, o Alexandre diz muito e eu peguei. surge naturalmente e sem motivo. “fui falar umas coisas para ele. dicas. coisinhas”)

Devo ter esquecido de milhares de outras, alguém se lembra?

Um post em homenagem às filas

Olha que fofo:

Diga aí, Mari!