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Ode ao Pink Violence Movie

No meu TCC Como manda o figurino eu fiz um capítulo específico sobre as Mega-vestidas para matar – personagens cinematográficas que são mulheres vingativas. Nesse balaio de gato coloquei A noiva estava de preto (de François Truffaut, 1968), Female Prisoner #701: Scorpion (de Shunya Ito, 1972), Kill Bill: vol. 1 (de Quentin Tarantino, 2003) e Lady Vingança (de Park Chan Wook, 2005) – eu ia colocar o Thriller – en grym film, de 1974, mas não deu tempo. O Fer ainda vai me emprestar esse, né, Fer?

Mas tudo isso para dizer que eu descobri recentemente que na verdade esse tipo de filme tem um nome. O Pink Violence Movie é, em sua essência, um filme japonês que de certa forma corresponde a pornochanchada brasileira, no sentido de ter sido uma decorrência da concorrência do cinema e da TV na década de 60 e da crise da indústria cinematográfica. Ambos são gêneros de apelo extremamente popular que hoje em dia podem ser encarados por outro prisma e, voilá, viram cult movies.

O Pink Violence sempre tem uma mulher no papel principal, e ela geralmente é violenta – e, no fim das contas, ela sempre está a fim de se vingar de alguém, ou da vida, que é muito má. É normal que haja cena de estupro e maldades contra essa anti-heroína. Mas a anti-heroína sempre é estilosééérrima e poderoséééérrima. Ela pode ter um bando ou parar na cadeia, onde tem que enfrentar gente invejosa e inimiga – e muitas vezes ela acaba se deparando com lésbicas, e aí rola mais uma cena básica de sexo, né, pessoal?
OU SEJA – o Pink Violence é tipo a nossa vida, mas com mais sangue e assassinato. Fora que é pink! THINK PINK!

Fiquei apaixonado em saber que esses filmes todos tem um NOMINHO. Depois dos japoneses (e do Truffaut que pensou nisso antes numa versão bem soft), o povo todo descobriu que era muito legal fazer filmes com mulheres que se metem em encrencas e ficam seminuas em várias situações e surgiram Pink Movies de outros lugares – mas eu continuo achando os japoneses, até agora, os ++. E

u já tinha lido sobre o assunto mas muito por cima, não sabia que as pessoas levavam tão a sério – tem grupos fanáticos e tudo! Resultado é que eu tô procurando assistir a todos os que eu ainda não vi e me divertindo pencas.
Incluindo na listinha que eu dei, podemos colocar entre os que já assisti o Lady Snowblood (de 1973, fantástico de lindo) e o Lili – a estrela do crime (de 1988, uma versão meio abrasileirada dos Pink Violence Movies, dirigida pelo marido da Paula Toller, acredita?!).

O meu preferido (ainda) é Female Prisoner #701: Scorpion. Mas decidi que vou falar de um a um aqui, vai ser divertido – mesmo porque já tenho o texto do TCC, é só incrementar. Aguardem!

Nami, a Scorpion
Chega mais que eu te corto, FDP!