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Pra ausência dele não há solução, pra todas as outras questões existe o Google

Longe dele,
e quando o pensamento não está nele,
e quando não estou no ioga obrigado a esvaziar a minha mente,
perguntas impossíveis pipocam pela minha testa e braço e mão e perna e virilha e pé e

Existem baleias em Santorini?
A Laika ficou triste quando se viu sozinha no meio das estrelas ou nem ligou?
Que fruto dá no Jequitibá?
Qual é a origem do nome de Anaïs Nin?
Quem é da Índia e é ateu acha o Ganesha fofo ou estranho?
Buñuel encontrou alguém tão loira quanto Catherine Deneuve em sua estadia no México?
Como os saguis dormem, sentados ou deitados?
Tem algum lugar no mundo em que, em algum momento, o céu fica verde?
Kate Moss já tem cabelo branco?
Existe rinite congênita?
Já houve algum suicida que morreu feliz?
Tem canário de estimação em Tóquio?
Quando a gente não sabe contar qual é a diferença entre 5 mil e 5 milhões?
Bebês apreciam o cheiro de lírios?
Petit pois cai bem em gente empoada?
A jaca é ácida quando ainda não amadureceu?
Onde fica Santorini?

Aí eu paro de fingir que tenho insônia,
penso nele
e durmo.

(Santorini fica na Grécia)

Fui só eu que reparei?

A 1ª capa de Kate Moss na Vogue UK, 1993.

Dá uma olhadinha na chamada ao lado do rostinho dela.
“Sex, drugs and science: their future together”

Essa Vogue UK é bem Visionaire, hein?

Para ver todas as 30 capas de Kate pra Vogue UK, vai no Blog LP!

Cadê a apuração, pessoal?

Tinha um display GRANDE falando da Topshop vindo para o Brasil na loja da 284.
Tinha anúncio nas TVs dizendo TOPSHOP COMING SOON, KATE MOSS LOVES TOPSHOP COMING SOON dentro da loja da 284.

E ninguém ainda deu a notícia, só o Abril.com! Tô chocado! Gente, jornalismo também é observar e procurar notícia. A assessoria de imprensa fez seu papel, porque não era interesse dela que saísse notas sobre a Topshop agora – já que a notícia é a abertura da loja da 284. Agora… cadê a apuração?

A Interview saiu!

Meow!

O blog Fashionista é muito legal e colocou a entrevista com Kate Moss transcrita! Vale a pena ler, é divertida!

GO: What have you learned about the English?
KM: They like to drink.
GO: Americans?
KM: They’re a bit square.
GO: The French?
KM: They’re rude.
GO: The Russians?
KM: They’re sexy.
GO: Italians?
KM: Bisexual.

Tem como não amar essa mulher? Fiz até uma notinha boba no Abril.com, de tanto amor.
(mentira, é pra dar audiência mesmo)

Muito antes de Kate Moss ser Kate Moss

Nós tínhamos Christiane F.

E diz que ela voltou a usar drogas aos 46 anos de idade!
BAFO!
Chris, estamos com você.

O Chic ajuda as pessoas

“D

escobri, pelo site do chic, que eu tenho mais peitos que a kate moss e fiquei feliz”.

Depoimento sincero de Flavia

Leia o Chic você também.

 

A gente amou

O blog da Alê Garattoni! É ótimo, chama It Girls e fala… das It Girls, claro.
It Girls é um assunto complicado porque existem unanimidades, tipo Kate Moss, mas de resto cada um tem a sua.
A da Ana Laura, por exemplo, é a Anna Karina.
A minha é a Mary-Kate Olsen.
E, sei lá, dependendo tem gente com Patti Smith como It Girl (se bem que ela já está mais para It Grandma).

E eu tenho It Girls do momento, também. Tô super curtindo a M.I.A. com disco novo, a Irina Lazareanu (que eu quero ouvir o disco novo de qualquer jeito) e a Charlotte Gainsbourg (que eu ainda não ouvi o último disco, falha nossa, mas assisti a um trailer de um dos últimos filmes e lembrei porque sou apaixonado por ela).
A gente também tem It Girls vida real, né? A minha última foi a Vic, que é ultra It Girl sempre, planejando uma vingança contra o professor que bombou ela na optativa da PUC.

E você, qual é a sua It Girl do momento?

Pessoas que eu conheço, livros que ainda não li

LivroDaCec�lia

Agora, um pouco de literatura nessa vida: anteontem foi lançamento do livro da Cecília Gianetti na Mercearia. Conheci a Cecília no Rio, em uma de minhas viagens para lá nesse ano (acho que na verdade foi em dezembro do ano passado, pensando bem…), e uma das coisas mais legais foi que:

– Ela foi quem apareceu primeiro no meu aniversário no bar lá do Rio e ficamos conversando para caramba. Foi aí que eu percebi que ela era bem legal – e assistia BBB.
– Ela me deu um CD pirata de funk carioca de aniversário, nesse mesmo dia! Foi fofo! Você PRECISA OUVIR o funk da escova progressiva.

Bom, estava para comprar o livro da Cecília faz tempo. Lugares que eu não conheço, pessoas que eu nunca vi, que estou começando a ler (e provavelmente devo acabar em pouco tempo, ele tem capítulos curtos e te pega mesmo, você acaba ficando ansioso e lê tudo de uma vez), tem um certo realismo fantástico que se justifica e não soa datado pelo simples motivo que… não existe surreal mais surreal do que a nossa realidade atual. Quem acha que o mundo está normal não tem um pingo de bom senso. Então a todo momento a Cecília joga com o surreal – e por que o surreal deveria ser considerado anormal hoje?
Na verdade eu vejo uma ligação forte entre o livro e o Jogos do Olhar, o coletivo dirigido pela Verônica que está criando a peça cujo figurino estará sob minha responsa. Acho que, em tons e estilos diferentes, ambos estão falando mais ou menos da mesma coisa. E ler o livro está colaborando muito para eu ver o processo e o tema do Jogos do Olhar com mais clareza.
Bom: R$ 27,90 no Submarino.

Mas o que eu queria dizer é que, logo depois do livro da Cecília, eu vou me jogar no… terceiro e quarto livros de Ricardo Domeneck.
Ah, sim, meu bem, eu já os tenho bem aqui comigo. É para poucos hehehe. O terceiro está pronto e deve sair pela CosacNaify em breve, chama-se Sons: Arranjo: Garganta. O quarto ainda é um work in progress e não tem nome, sou tão chic que estou lendo antes de ficar pronto, tá? Ainda não dá para saber se algum dos textos do arquivo vai ficar mesmo, ou se vai mudar tudo.

Engraçado é que Rick disse que eu não ia gostar muito do terceiro. Eu dei uma olhada e achei umas coisas bem interessantes, acho que vou gostar sim.
Talvez eu tenha sido sugestionado só porque um dos poemas chama Kate Moss.

Eu amo Vivi, e eu quero ser o Fred

Estou num momento superapaixonado por Vivienne Westwood. Uma espécie de biografia dela, aliás, é o que estou lendo atualmente. É esse aqui: Fashion and perversity, and the sixties laid bare. O livro é de Fred Vermorel.
Fred também escreveu Addicted to love, sobre Kate Moss – que eu queria, e a Secret Story of Kate Bush (& the strange art of pop) – que eu NECESSITO MUITO, deve ser do caralho! Kate Bush é AMOR, o resto é bobagem.

O povo não costuma gostar muito do Vermorel escreve porque ele é muito, digamos assim… íntimo e pessoal. Ele fala dele no meio do livro sem o menor pudor (no caso de Vivienne, ele era amigo do irmão dela e de Malcolm McLaren, então faz sentido), e começa a fazer umas digressões de repente, que eu particularmente gosto. O que também me atrai é o fato de ele ser um acadêmico e escrever assim. Ou seja – eu quero ser o Fred Vermorel, né, pessoal? Já deu para perceber?

Agora tô doido para comprar esse livro sobre a Kate Bush. Droga. Alguém tem um cartão de crédito para me emprestar?

Voltando, sobre Vivienne, a última coleção dela, apresentada semana passada em Paris, pra variar foi ótima. Eu gosto porque ela é uma daqueles estilistas que possuem um universo de criação e caminham por ele. Acho que isso é uma das coisas que poderiam aproximar a moda da arte, essa apropriação/criação de um universo próprio. Quero dizer: assim como Andy Warhol tinha um universo próprio de estilo, estética e temática, e assim como o Fellini tinha um “universo felliniano”, acho que a Vivienne (e outros) também tem essa pegada. 

Chega de papo, veja no Style. E aproveite para ver algumas coleções passadas, tem os links em uma barra embaixo da crítica.