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Porque eu gostei do CD novo da Marisa Monte

1º é bom deixar claro que eu sou do tipo de gente que ainda compra CD.

Depois é bom deixar claro que eu não sou fã que gosta de tudo que a Marisa Monte lança. Não gostei de Infinito Particular, por exemplo.

Mas O que você quer saber de verdade é lindo.
É hippie.
É simples.
É Roberto e Erasmo hippies (ou seja, Erasmo).
É um reencontro dela com várias coisas, mas não exatamente um reencontro igual.
É mais (Mais?) do mesmo, mas é mais.
É Raul Seixas em Aquela velha canção.
É muito popular e muito sério e muito verdadeiro, eu acho.

É cheio de verdades que eu quero saber.

Jorge, eu sei que vc adora Bob, estudou na PUC e se diz hippie! Y la ganja, te gustas? (pergunta meio ilícita, eu sei! mas hj acho que ja não tem mais problema em falar publicamente dessas coisas, ou tem? o q vc acha?). BJs, vc é um cara mega bacana viu?

HAHAHAHAHAHAHAHAHA Pois vc não vai acreditar se eu disser que tenho as bad trips mais horrorosas qndo fumo, né? Não posso fumar de jeito nenhum. Adoraria ser maconheiro mas não nasci pra isso! 😦 bjs bjs, obrigado pelo elogio 😉

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Gente, vamos na Hippie Fest?

Olha o release!!

Os 40 anos da Feira de Embu das Artes (31/1/1969) e os 40 anos do Festival de Woodstock (15-17/8/1969) serão comemorados na nossa cidade em grande estilo. No mesmo ano em que nasceu em Embu um dos principais movimentos artístico-culturais, reconhecido nacional e internacionalmente, acontecia o maior festival de música do planeta, reunindo cerca de meio milhão de pessoas em Bethel (NY). O evento, realizado em meio à guerra do Vietnã e de movimentos de protestos, também foi assimilado por nossos artistas e artesãos que lutavam pela consolidação de sua arte. Pela importância do fato, o governo municipal, em parceria com o restaurante bar e chopperia O Garimpo e a revista Poeira Zine, quer unir mais essa marca à história da cidade.
O Hippie Fest Embu das Artes será comandado por Kid Vinil e vai reviver o clima dos festivais hippies de rock ao ar livre, celebrando a paz e o amor, grandes símbolos no final da década de 60. Serão mais de oito horas de música de qualidade com Hi-Five (Creedence), Krucis (Ravi Shankar), Banda Kaduna (Santana), Danny Vicent e banda (Johnny Winter e Ten Years After) e Woodstock Band (The Band, Janis Joplin, The Who, Jimi Hendrix etc). O encerramento ficará por conta do grupo 14 BIS. Entre nesse clima e participe! A entrada é franca.

Hein? 14 BIS, genteee!!! Em Embu das Artes!!! É muito perfeito! Vou convidar a irmã da Jana pra ir comigo!
Eu só não entendi o Kid Vinil aí no meio. Ele é punk ou pós-punk ou hippie? Ou emo? Ou From UK? Ai, fiquei confuso.

Amor gitano no Bar Secreto

Vai ter amor cigano no Love Songs do Ad no Bar Secreto, 3ª feira.
Eu e Jana vamos mostrar todo o amor que a gente sente um pelo outro, pelo Paulo Martinez, por nossos amigos, pelo ciganismo e pelos boys que nos maltratam!
Não adianta tentar ir se não estiver na lista, porque o secreto é assim, vocês sabem, enfim, beijos – mas lembrem-se sempre que é melhor ser alguém de dia do que ser alguém na noite.

Aproveitando o gancho, queria discutir um pouco o dress code cigano. Teoricamente o ciganismo não tem exatamente um dress code, porque somos contra esse tipo de ditadura fashion (tipo Nina Lemos, apesar de Jana ser filha de hippie e eu ser filho de pequeno burguês e o máximo de militância que tive foi ir nas assembleias na PUC).

MAS TODAVIA CONTUDO existem algumas coisas que ciganos apreciam. Vamos à lista:

– Bota ou chinelo. A bota é necessariamente de caubói usada por fora da calça, ou de franjas (se bem que de franjas a gente tá achando pouco cigano), ou de tachas. Chinelo é havaiana: de couro fica hippie mas a gente aceita.
– Lenços. De preferência coloridos.
– Pérolas, correntes, colares, de preferência mais de um.
– Saias. Cascata de babados. Mas sem romantismo (não sei como, a Jana que consegue). Roupa esvoaçante anos 70 é o máximo. E maiô dourado é a glória.
– Jeans com jeans.
– É permitido o uso de roupas de grife, mas elas devem 1) ou serem douradas 2) ou serem prateadas 3) ou terem uma logomarca maior que 5 cm², de preferência metalizada.
– O cabelo precisa ser de lado, de preferência, ou descabelado.
– São bem vindas faixas no cabelo, brincões (um só, de um lado só), make dramático. Flores no cabelo são bacanas, mesmo depois da Siri do BBB.
– Adagas, punhais e facas fazem parte do imaginário do cigano, mas não os carregamos, porque eles não são permitidos em boates.

Acho que deu para entender um pouco, já. Uma de nossas peças preferidas do momento é jeans claro com boca larga. É? Não sei, é que eu e Jana compramos há pouco tempo sem combinar um com o outro.

Eu quero morar com eles!

Olha a abertura?! Que bizarra!

LOKA LOKA LOKA LOKA LOKA, MUITO LOOOKA
(alguém devia regravar isso. tipo Os Princesa. risos)

Noooossa, que drapeadooooo

Porque drapeado é o novo babado, né?

Queria dizer uma coisa: achei Louis Vuitton uma coisa Molly Ringwald periguete, adorei.
Mas continuo amando mesmo Nina Ricci.
Mas para dizer a verdade não vi tudo. Vida loka.

Queria dizer + uma coisa: drop out, se possível, não do sistema, mas das pequenas coisas. Vai dar tudo certo. No fim das contas, odeio gente sem alma hippie-cigana. Não, não odeio – eu simplesmente não me acostumo.

E queria dizer + uma, ainda, porque isso não sai da minha cabeça. Quando for fazer uma matéria sobre tendencinha, amiguinhos, não enganem seus leitores. Não usem como exemplo marcas que NÃO SÃO TRENDSETTERS. Porque simplesmente se as marcas não forem trendsetters, isso não é uma tendência. Tá? Achei que era óbvio mas… ops, acho que não.
(claro que para provar que o reggaesmo, o surrealismo, o punkismo de butique, a Molly Ringwald, o ciganismo, Flashdance, a Norma Kamali, o hippismo, Rainha da Sucata, o gótico, o Guns ‘n’ Roses ou a Mara Maravilha estão IN, vale simplesmente tudo)
Beijos, era isso.

Para quem acha que não sou hippie e não me encontrou na noite de sexta


caossexta 175

Originally uploaded by poneidarci

“Não sei / leia na minha camisa”