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As cenas são muitas

Parecem as pedrinhas de um mosaico.

ISAURA S/A + 1 Experimento Hidráulico
todas as quintas de maio e junho
no CTH – Centro Tecnológico de Hidráulica
Av. Lúcio Martins Rodrigues, 120
(rua da ECA esquina com rua da raia olímpica)
Cidade Universitária
ingressos somente com reserva: jogosdoolhar@gmail.com

Allez-y!

Hoje é a estréia da peça.
É, benzinho, é hoje.

Tem que reservar lugar MESMO, vou explicar porque já que tem gente que não está entendendo o conceito:
Isaura S/A é uma peça que acontece num lugar não muito, er, FRIENDLY. Então ela aceita no máximo 20 espectadores por vez: a gente passa por corredor, plataforma, então se tiver mais de 20 nego 1) fica mais difícil para assistir 2) fica mais difícil para a gente cuidar de vocês, porque, acredite, você vai sobreviver mas o local é meio perigoso.

Então tem que marcar lugar? Tem. Mas se eu chegar lá na hora eu não entro? Não. Tá lotando. É sério. O povo da USP tá super reservando. A peça tem dez atores, mais dez na equipe técnica, portanto se cada um levar três já são três sessões lotadas. Mesmo que você vá só daqui a duas semanas, RESERVE. O procedimento é fácil: mande e-mail para jogosdoolhar@gmail.com. Ele será respondido com a confirmação. Muito simples.

Agora me pergunta:
Mas vale a pena tanto esforço?

Olha, ontem assisti ao ensaio aberto e cheguei à conclusão que… VALE. A peça é DO CARALHO. É inovadora. Não é tão cabeça quanto parece. Eu poderia chamar de EXPERIÊNCIA VISUAL ou se PEÇA PÓS-DRAMÁTICA mas isso deixaria você com sono: prefiro dizer que você achará alguns momentos bonitos e outros engraçados. Já não está bom?

OK, tarados: tem peitinho.

Mas é claro que o soooool…

Tô cantando Legião Urbana.
Daí já dá para ter uma noção do meu estado hoje?

FORA QUE hoje tem ensaio geral na Hidráulica – acho – e eu tô fingindo que tá tudo bem e que eu não tô nervoso.

Dona Isaura

Originally uploaded by Djoh

AGORA COM LOGO!!
ó lá o logo da Apego!
tá, tá pequeno, eu sei, não dá pra ver direito. droga.

ISAURA S/A + 1 Experimento Hidráulico

E aí?
Então… vai rolar.

Quintas de maio e junho às 20h30
Laboratório de Hidráulica/CTH
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 120 (rua da Biblioteca da ECA esquina com rua da raia olímpica) – Cidade Universitária
Reservas: 9652.8410 ou jogosdoolhar@gmail.com

 

A hidráulica é um local estranho

Originally uploaded by Djoh
 

 

Publiquei várias fotos no Flickr para provar que sim, a hidráulica é bizarra.

Vai lá no www.flickr.com/photos/djoh para ver.

Ai, ai, ai, Isaura… Hoje eu não posso ficar…

Hoje foi o primeiro dia de ensaio “aberto” da peça na qual assino, humildemente, como “coordenador de figurino”.
Muito bacana ver a reação das pessoas diante de algo que você viu crescer. Não vi nascer porque entrei no processo já começado. Também foi gratificante perceber que, puxa, até que não está tão ruim? Risos. Claro que serão necessários alguns – vários – ajustes. Mas existe uma idéia ali, uma coesão, uma autenticidade.

É momento também de parar e pensar em como foi o processo para mim até agora. Primeira coisa é perceber que ele foi muito instintivo – sendo assim, natural que o figurino se preocupe bastante com o lado “funcional”. A peça acontece dentro de um lugar bizarro e praticamente impossível de ser descrito: é a Hidráulica da USP, que fica pertinho da ECA, esquina da Av. da Raia. Quem nunca entrou lá não sabe o que é tentar fazer uma pessoa aparecer no meio daquela profusão de canos, metais, elementos.
A gente trabalhou com uma “base branca”, e por cima dela incluímos “acessórios” vermelhos – que é a cor que contrasta com o verde, uma das tonalidades dominantes do local. Escrevo acessórios entre aspas porque na verdade eles vão de suspensórios até faixas tortas, rosas vermelhas de tecido penduradas. Aos poucos – e isso ainda é uma das coisas que necessitam de ajuste – incluímos cores que puxam o vermelho para o azul (roxo, por exemplo) e para o amarelo (laranja). Enfim, tudo foi pensado para aquelas dez pessoas se destacarem em um ambiente tão… hum… poluído? É, poluído talvez seja uma boa palavra.

Como algumas das personas na peça possuem uma trajetória e uma espécie de historinha (que não necessariamente o público vá identificar), pegamos isso como um norte para não nos perdermos. Ninguém sabe que uma personagem foi lobotomizada no meio da peça, por exemplo, mas a gente sabe e isso se reflete em uma mudança no look.

Como eu acabei de chegar da peça, a cabeça fervilha, né? As sacadas surgem. Acho que estamos indo bem para uma peça que estréia em março.
Quer dizer, quem me conhece na verdade sabe que isso não me deixa nem um pouco tranquilo! ARGH!