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Butterfly me

amo.
amei.
recomendo.
sededesangue.com.br
(fora que tem umas camisetas extracool no filme, amei!)
Bom, talvez eu não tenha te convencido, então lê o texto do André Barcinski e não torra.

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Só uma colocação

Eu sei que, quando você escreve um texto de moda, precisa escolher fotos que dialoguem com aquele texto.
E sei também que a Folha foi o veículo que levantou a bandeira da pouca quantidade de negros na passarela da moda brasileira – bandeira com a qual eu concordo.

Isso posto, uma coisa que me chamou a atenção hoje na Folha… é que todas as modelos das fotos escolhidas pra ilustrar o texto sobre o SPFW são brancas.
E teve modelo negra desfilando sim, eu vi.
E se pode ter imposição de cota de negros na passarela… deveria ter imposição de cota de negros nas publicações?

Não estou defendendo nada, só estou perguntando alto, mesmo.

Porque, afinal, o que importa é que a foto da Jana está linda lá embaixo!

Tomar cerveja com Sganzerla devia ser um barato

“Acho o Spielberg, às vezes, mais experimental do que qualquer um, porque você nem consegue entender as histórias dele, como em Parque dos Dinosauros, e, no entanto, o filme é um sucesso. O público está preparado para assistir qualquer coisa. Agora, a indústria é que não se reciclou, e não há nem distribuição nem crítica hoje em dia”.
Rogério Sganzerla em “Cinema com arte: Sganzerla e Bressane”, matéria da Folha de São Paulo de 27 de agosto de 1995 assinada por… Alcino Leite Neto!

Ana Laura foi uma visionária em seu TCC

Brasil consome mais papel higiênico, com 2º maior crescimento na década

Seus cagões!

Leiam o +mais! de hoje!

Uma entrevista muito boa do Alcino com Lars Svendsen, autor do livro Fashion – a philosophy: achei foda mesmo, muito legal. Aqui os assinantes do UOL conseguem ler.

Um dos meus trechos preferidos:
FOLHA – O sr. critica a idéia do sociólogo francês Gilles Lipovetsky -de que a moda torna o mundo mais democrático, pois substitui as disputas de fundo por um gosto da superfície- e afirma que a democracia tem necessidade dos atritos sociais e do dissenso. A moda, com seu gosto pela elitização, não é essencialmente antidemocrática? Redes como a Zara efetivamente democratizam o design de moda?
SVENDSEN
– Essas redes de fato democratizam a moda, pois a tornaram acessível a uma parte maior da população. Mas não vejo isso necessariamente como grande vitória democrática.
O número de peças de roupa que podemos encontrar no guarda-roupa do cidadão mediano não chega a ser um bom indicativo do funcionamento adequado, ou não, das instituições democráticas de seu país.

HAHAHAHA!
Eu sempre achei mesmo que o Lipovetsky de certa forma “livrava a barra” do povo que trabalha com moda, deixava-os(nos!) com a consciência mais tranqüila… e que algo não me cheirava bem nisso. Bom, para um ex-puquiano que panfletava pelo PT na época do Collor, não podia cheirar bem mesmo essa coisa do consumo da moda ser um fator de “democratização” do mundo.

“E daí que eu posso estar mais perto das identidades visuais elitistas comprando um batonzinho da Chanel? Porra, eu deveria não querer estar mais perto da elite, esse valor no fundo é bizarro. Eu deveria querer OUTRA COISA.”

No mesmo caderno +mais! de hoje, a jornalista Virginia Postrel assina um artigo chamado Luxo conceitual. Sente o drama da linha fina: “Super-ricos dos EUA estão trocando a exibição de marcas e produtos de grife, ligados mais às classes sociais ascendentes negra e latina, pelo requinte privado”.
THAT MEANS todas as marcas de luxo do mundo, em breve, na sua Daslu mais próxima – porque classes sociais ascendentes negra e latina, acredite, incluem Brasil.

Quase que mudando de assunto: fui na Zara ontem e só não comprei uma calça AREIA porque acabei de comprar um celular e um laptop. Comprar um celular e um computador te deixa mais perto de informação, é importante na chamada “Era da Informação” (será que a gente ainda está nessa era?).

E uma calça areia? Eu, que me faço de muito intelectual mas no fundo sou um fashionista de merda, acho que o investimento é quase tão importante, com a única diferença que o celular e o computador devem durar um pouquinho mais. Mas só um pouquinho.
No momento, o que eu quero mesmo é o Fashion – a philosophy. Dispenso a calça areia mais um pouquinho.
(droga, esse mundo que não é de super-ricos, no qual euzinho tenho que ficar fazendo OPÇÕES DE CONSUMO)

Três coisas na Folha de S.Paulo de hoje que me fizeram uma pessoa mais feliz

1) Barbara, você faz poesia!
“Ideal: bons papos, boa leitura, bom filme, pés no chão, vento na cara”.
Óun. Parece até uma crítica de moda!

2) A coluna da Bia Abramo sobre a pequena Maisa. Quem acompanha o Caminho Dourado sabe que eu sou viciado nessa garota. A crítica que Bia faz é bem contundente: “reagir de maneira sarcástica diante de uma criança é algo muito, muito brutal”. Ui. Fez refletir. Aqui, só pra assinantes.

3) INGRESSOS DO JOÃO GILBERTO COMEÇAM A SER VENDIDOS NA TERÇAAA! PREÇOS: DE R$ 30 (EU DISSE TRIN-TA!!) ATÉ R$ 360!!!
Dessa vez eu vou, eu juro.
E quero ir no Caetano & Roberto também.

Eu confesso que

Não é só pelo novo filme de Woody Allen que estou ansioso.

O lançamento de O trovador solitário também aquece meu coração (leia aqui na Folha, só para assinantes).