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Elis ciganinha

Gosto da música, adoro o figurino.
E a dancinha? A Elis dança que nem mano nesse vídeo, é engraçado.

Maria Rita…

A gente conhece seu passado.

CIGANIZMOZZ QUE A GENTCHY GOZZTA


O TREM AZZUL DO KLUBE DA ESKINNA

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SANTA SARA E O RITUAL DA FOGUEIRA MÍSTICA


A NUVEM CIGANA – CHACAL E CHARLES, SOBRETUDO
SE PHOSSEM GAYS, FARYA TODOZZ

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CHANEL VERÃO 2009 – “Chanel sempre fez vestidos esvoaçantes como estes. Ela chamava isso de cigana, é muito Chanel” – KARXL LAGHERFELLD (FOTO: STYLE.COM)

HORÓSKOPPO CIGANO – SOU DO SIGNNO DA PHERRADHURA


GOGOL BORDELLO

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A MAGGYA CIGANA DE JOÃO BIDU
PARA PHYCAR MAYS SENZZUAL
Todas as manhãs, na fase da Lua Crescente, faça uma mistura com água e 7 folhas de hortelã, coe e enxagüe o rosto com ela. Depois, pegue as folhas que sobraram, coloque para secar e embrulhe em 1 papel vermelho, pedindo aos anjos do amor que aumentem a sua sensualidade. Reze 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria para o seu santo de devoção, segurando o embrulho com muita fé. Deixe no seu guarda-roupa e, sempre que quiser aumentar a sua sensualidade, segure-o com fé e peça a ajuda dos anjos da paixão.


RYTA LEE COM PHRUTHO PROYBIDDO, DOZZES BHARBAROSZ, ZECOSS & MOLLADHOZS, NOHVOS BAHYANNOS, THUDO IZZO

Cigano bate o pé, cigano bate o pé
Cigano entra na roda
Pra salvar filhos de fé
Quem vem de lá
Quem vem de cá
São ciganos que vem bailar

Cigano Rodrigo, Rei dos Ciganos
Cigano sempre teve sete mulheres ao seu lado, e com abundância de mulheres e ouro devem andar seus seguidores.
POVO CIGANO.

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BANNDHEIRAH CIGANA (O POVO CIGANO CHAMA ROM)

E É VOCÊ QUE É MAL PASSADO E QUE NÃO VÊ QUE O CIGANIZZMO SEMPRE VEM
KERO UMMA RHOPA KKOM AZZ COREZZ DA BANDEIRA ROM

ESSE POST É PARA JANEZZA

Não é proibido

A carreira da Marisa Monte me interessa demais porque foi algo que eu acompanhei desde o começo e tomou caminhos muito instigantes.

Eu me lembro que, quando eu tinha menos de 10 anos, um vinil surgiu na minha casa. Tinha a foto dela, meio desfocada, e se chamava MM. Minha irmã levou o disco para casa (não sei qual das duas, acho que foi a Ana) e a grande comoção era por causa da voz de Marisa Monte. “Nossa, que timbre!”. Eu, com a minha sensibilidade musical infantil, não reparava que a voz dela era particular. O que me interessava eram as músicas mesmo. Era a primeira vez que eu ouvia Cartola (a segunda foi num vinil da Elis Regina que eu não sei como não furou, ouvia Basta de clamares inocência toda hora), Mutantes (eu sempre gostei mais da versão da Marisa de Ando meio desligado, mesmo quando eu não conhecia a versão original!); era a primeira vez que eu ouvia um samba enredo e gostava (um samba enredo meio torto, claro, com uma bateria diferente);

e era a primeira vez que eu ouvia Chocolate.

Bem que se quis para mim era OK – não via nada muito sexual nela. Achava uma baladinha romântica bonita, mas não caí de amores. Chocolate que era a música que escondia algo.

Não sabia ainda o que era “legalize marijuana” – nem sabia que Tim Maia era um fã de tudo que é ilegal, imoral ou engorda – mas tinha certeza de que, de alguma maneira, aquela música tinha algo proibido. A mesma certeza que as crianças têm de que a tia da Educação Física é lésbica, mesmo sem saberem o que é lésbica. Farejava algo.

Na oitava série a gente fez um teatrinho. Nessa época eu já sabia um pouco mais do que Chocolate poderia querer dizer. Eu escrevi o texto, e a primeira cena mostrava as três personagens principais (Diana, Lara e Márcia, igual em Irmãos coragem) na sua profissão: elas eram… cantoras de boate. Porque cantoras de boate eram legais – eu fiz um eufemismo de puta sem consciência total da coisa.

A música que elas cantavam era Chocolate. Pareceu-me apropriado. Imagina, na oitava série, um teatrinho com cantoras de boate de vestido curto dublando Chocolate – HAHAHA! Meu colégio era de freira. Essa peça eles não proibiram, mas no primeiro colegial eles quiseram proibir palavrões na nossa adaptação de Alto da Barca do Inferno.

Nós mantivemos os palavrões e a Chris, uma negra maravilhosa, fazia o diabo de collant vermelho (antes de Britney usar collant vermelho). Ela cantava Rita Lee na segunda cena – a primeira, mais clichê impossível, era Carmina Burana à luz de velas! E um dos destaques era Brízida Vaz (interpretada pela mesma pessoa que fez a Márcia na peça que tinha Chocolate, a Manu) ensinando como se fazer um hímen postiço com uma bexiga.

É, eu me divertia bastante nessa época.

Bom, digressões à parte: Marisa Monte lançou mais um monte de CDs nesse tempo. De alguns eu gostei, outros eu achei fracos. E eis que surge Não é proibido.

Mais radiofônica, mais light. Mas é Chocolate revisada. É mais boba. E é uma música que poderia ter sido cantada pela Diana na pecinha da oitava série. Mas eu gostei por causa dessa memória afetiva ao contrário. “Tá divertido, pode chegar”.

(e isso me lembra que pipoca já foi gíria de cocaína em um certo momento da minha vida. mas isso a gente pula!)

ATUALIZAÇÃO: Marcia me lembrou que Preciso me encontrar é de Candeia, apesar de Cartola ter gravado! Correto: e inclusive é minha música preferida do Candeia! Sorry, Candeia, não revire no túmulo, eu te amo!

Oriente, com Elis Regina

Considere, rapaz
Se oriente, rapaz
Vê se compreende

Eu devia cantar essa música pros meus paqueras!