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slowly

Tudo é perda / tudo quer buscar / cadê?

Acho essa música tão linda, mas não a entendo.

Assiste até o fim, por favor

Primeiro a gente já fica chocado com a quantidade de gente que a gente gosta por metro quadrado nesse palco:

Mas aí chega o fim e a gente entende porque a gente gosta muito do Chico.
E quem aqui também cantava “e vivo pro céu”? – EU CANTAVA!

E depois de hoje tem + secreto!

Eu já sei quem é meu substituto hoje nas PICAPES! Não sei se gostei muito…
TÔ BRINCANDO, DANIELZINHO!

Bom, tô aqui pra dizer, antes de embarcar praquele Confins de meo Deos, que na sexta feira, Labour Day, tem dia Caetanístico também no Secreto com os casais Gallas e Toniazzo-Gomes. Mandaram avisar que é pra ir de jeans com jeans. ADORO. Vai tocar Yoko Ono?? Vai rolar Pepeu e Baby?? TÔ DRENTO! Toca Clube da Esquina também, eu imploro!
Se eu já estiver em SP eu vou, meus amores. Mas, por mais que isso pareça um clichê, minha vida é uma incógnita!

E eu notei que quanto mais o retorno de Saturno está aqui, mais eu viro… CAPRICORNIANO!
O TRABALHO VAI ME ENGOLIR!
SOCORRO!

Salinger, eu não concordo

Apanhe esse campo de centeio e
jogue na minha cara que já não
tenho mais paciência para crer que
algo acontece no planeta dos
macacos até o carnaval do ano que
vem.

Ele nasceu em 1919 e sabe muito
mais do que eu e você e todos nós
e Miranda July, ele me instigou
muito mais do que Machado para
descobrir se Franny estava grávida
porque confesso que Capitu, se é
adúltera ou não, para mim, problema
é dela.

Se concordasse em tudo comigo,
seria um boçal; se baixasse a orelha,
seríamos burros; a falta de instigância
é autismo.

Entre o meu cansaço e a sua preguiça
sobra o quê, o quê, o quê? Quê-quê-
quê-ô, Carmen Miranda-dá-dá-dá-dá,
dá!

Três coisas na Folha de S.Paulo de hoje que me fizeram uma pessoa mais feliz

1) Barbara, você faz poesia!
“Ideal: bons papos, boa leitura, bom filme, pés no chão, vento na cara”.
Óun. Parece até uma crítica de moda!

2) A coluna da Bia Abramo sobre a pequena Maisa. Quem acompanha o Caminho Dourado sabe que eu sou viciado nessa garota. A crítica que Bia faz é bem contundente: “reagir de maneira sarcástica diante de uma criança é algo muito, muito brutal”. Ui. Fez refletir. Aqui, só pra assinantes.

3) INGRESSOS DO JOÃO GILBERTO COMEÇAM A SER VENDIDOS NA TERÇAAA! PREÇOS: DE R$ 30 (EU DISSE TRIN-TA!!) ATÉ R$ 360!!!
Dessa vez eu vou, eu juro.
E quero ir no Caetano & Roberto também.

A gente canta até na hora de sofrer

A Verônica uma vez disse (e eu já lembrei disso no blog antigo) que o samba tem esse poder de renovar e limpar as nossas tristezas, porque as letras assumem por vezes tons amarguíssimos mas são cantadas para cima, com batuque, com ritmo, com dança rápida. Como que para expurgar.

João veio me falar que só o samba salva – acho que ele ficou meio traumatizado quando eu passei por aquela “crise de pânico que as pessoas que me conhecem bem sabem que eu tenho quando fumo da erva danada”; nessa ocasião eu disse em um momento de lucidez para ele falar alguma coisa para me acalmar e ele logo inventou de dizer “Pensa no samba, Jorge”, e aparentemente funcionou.
(na verdade eu lembro de pensar nessa hora: “caralho, devo estar muito louco mesmo, que tipo de pedido é esse?!”)

Bom, mas o que importa é que ele veio me falar hoje que só o samba salva e eu, que tava meio irritado, falei bem grosso “claro que não, outras coisas salvam também, como FREUD, POR EXEMPLO”. OK, desculpa, Johnny baby. É certo que nem só o samba salva, mesmo. Mas o samba pode salvar, quase sempre.

Tudo isso para dizer que estou ouvindo o novo disco de Teresa Cristina, Delicada, e me emocionando muito com algumas músicas. Gosto muito de Teresa, e inclusive acho que ela funciona mais em estúdio do que em show. Os álbuns são bem amarradinhos, e mesmo nessa primeira incursão na EMI ela parece bem à vontade, gravando coisas corajosas (como um samba de Caetano Veloso, Gema, um samba de Walter Queiroz com cara de forró com acordeom e tudo, Carrinho de linha). Bom, essa é a primeira impressão, na verdade não ouvi tudo com cuidado.

O mais lindo, de qualquer forma, é A gente esquece, samba de Paulinho da Viola de 1968. Teresa é uma das melhores intérpretes de Paulinho (a outra é Marisa Monte), e ao mesmo tempo que existem renovações nesse Delicada, a cantora faz questão de reafirmar suas influências, o seu “de onde vim”.

A gente esquece um samba
e faz um outro samba.
A gente perde um grande amor
e acha um outro amor.

Lindo, lindo.
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