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Interesses

Me interessam a chegada do homem à lua,
a letra que significa ss mas não se parece com um ss,
o museu dedicado ao presidente Kennedy,
o jeito como aquele menino de 4 anos tropeçou e reclamou,
os cavalinhos que estavam de bunda e viraram de frente,
as lojas de fast fashion e suas inacreditáveis ofertas,
o fato da C&A se falar cunda e vender a marca Angelo Litrico,
a quantidade de folhas caídas pelo chão,
a quantidade de frutos do mar que comi até agora,
o refrigerante orgânico,
o fato de que talvez várias pessoas nesse trem não estejam pagando a passagem,
o filme de Almodóvar em que Berlim aparece,
aquela loja – estou passando na frente dela praticamente todos os dias e nunca entro – e
o sol, quando ele aparece,
os preços,
o menu do McDonald’s (gosto de comparar e ver as diferenças),
o gosto pela música eletrônica que eles têm,
o gosto por comida vietnamita que eles têm,
a pronúncia aproximada de “sweeter” e “suíta”,
a minha pronúncia inadequada de praticamente tudo (eu digo inválidenshtrasse e o taxista me corrige invalídenshtrasse, ele diz goodbye e eu digo hello),
os narizes,
a adaptação ao frio,
os tamanhos diferentes das cédulas,
o chocolate com embalagem que imita as cédulas,
o gosto das coisas,
a quantidade de estrangeiros,
o gestual das bichas na boate extremamente similar ao gestual das bichas na boate paulistana,
as rugas de Michael Stipe,
a quantidade de coisas pra se ver na estação central de trem,
a quantidade de coisas pra se ver em todos os lugares,
a pele branquíssima, branquérrima, extrema e surpreendentemente mais branca que a minha
e os músculos da sua perna.

De onde você tirou esses músculos todos, Claudia Raia?

jorge, vc tbm foi no lançamento daquela coleção da mayana playmobil moura pra c&a? foi ao ar hj na novela, fiquei procurando pra ver se encontrava vc, jana, antoniapettaoficial, áurea… mas não vi ngm!

eu não, odeio evento de moda. hahaha SÉRIO!

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Um sábado bem fashionista

Tenho notícias do mundo Caminho Dourado da moda pra dar pra vocês.

A 1ª: eu sou o mais novo dono de um par de botas de cano longo da coleção de outono-inverno 2010/11 de João Pimenta.
Lindas. Vou dormir com elas depois de acabar esse post. A gente tá namorando.

A 2ª: gostei da coleção do Sergio K pra C&A. Os jeans estão bem legais, as camisas xadrezes (a de gola e a de capuz) são ótimas e o resto, pra quem gosta do estilo Sergio K de se vestir, também está muito muito bom. É ótima essa iniciativa da C&A porque os homens são muito muito muito carentes de coisas bacanas em lojas de departamento (e desculpa, C&A, eu geralmente prefiro a Renner, ops). MAS mandou mal ao colocar K+ como o símbolo da parceria… Oi, Jil Sander? +J? Não precisava, né? Podia ser, sei lá, S&K, S.K, que fosse qualquer coisa, mas ficou muito parecido com o nome da parceria da Jil com a Uniqlo.


A camisa, por R$ 69,90 – veja mais peças no Blog LP

A 3ª: já viu a Isabeli Fontana de cera na porta de TO-DAS as C&As? É tipo pra tirar foto do lado. Achei assustador e em seguida amei.

A 4ª: a Renner continua ótima mesmo. Comprei uma camisa xadrez mendiguista, uma outra bem countryzinha gatucha, e uma jeans.

A 5ª: a liquidação do João Pimenta também está ótima. Deixei lá porque não coube: um casaco de pele fantasia lindo marrom, tipo moletom de zíper, e uma calça de linho azul clara. Fica a dica, Eduardo!

Bom, deu pra perceber que eu estou falido?

Que discussão tonta

Não é porque Reinaldo Lourenço não é um nome forte que não moveu multidões pra C&A.
Nem porque o povo é pobre.
Nem porque o povo não tem cultura de moda no Brasil.

ÓBVIO QUE É PORQUE A DIVULGAÇÃO FOI MAL FEITA. Quem sabia mesmo era fashionista blasé.
Pra mim é tão claro. Jura que existe dúvida?!

Stefano Gabbana diz

“If one stops and analyzes the scenario, you ask yourself what’s this mad rush for, for who, for what? Does the average consumer really care?” he queried. “A normal shopper, even an elitist one like ours, buys a down jacket in November based on the weather.”

No WWD, via The Cut.

Hoje, voltando de entrevista com a Chiara (fui conhecer a loja dela e está uma graça), fui pensando enquanto tocava MILTON NASCIMENTO no rádio: “quantos estilistas têm autenticidade? quantas marcas valem o quanto pesam?”.
Retorno de Saturno vem chegando de fininho. Fichas chegam perto do abismo – brincam de cai-não-cai.

Quantas marcas do Baixo Jardim fizeram o mesmo vestido de malha?
Por que as pessoas gastaríam neles, sendo que a C&A tem um similar por um quarto (ou menos) do preço?

Está tudo muito errado.
O que me dá prazer, hoje? E por que será que eu ainda finjo que não sei que fazer uma matéria sobre ceia de Natal vegetariana me empolga mais do que falar sobre o Baixo Jardins MAIS UMA VEZ?

Talvez seja só o fim-de-ano e o habitual saco na lua sazonal.

“Assim falava a canção que na América ouvi…”

Woman power: o que o ombro tem a ver com isso?

Ainda não consigo engolir essa ombreirona, esse ombro protuberante. O efeito visual pode ser bacana, mas não consigo imaginar minha irmã chegando no almoço de família com elas e eu pensar “olha, que look bacana”.

Nos anos 80, a mulher usava ombreira para ficar poderosa – na competição com os homens, principalmente no ambiente de trabalho, era de praxe o tailleurzinho acinturado com ombreirão. Dá uma imagem de mulher mais forte, assim como nos anos 40 – período de guerra, elas precisavam se impor e não ficar com cara de coitadinha.

As yuppies dos 80 curtiam – no A garota de rosa shocking, que a gente comentou faz pouco tempo por aqui, tem uma cena em que a amiga mais velha da Molly usa um paletó largão e ombreirão – e esse é o look CARETA YUPPIE dela. Ela se veste assim (e com um cabelo inacreditável, curtinho arrepiado e cheio de gel) porque está paquerando um yuppie e, claro, precisa se equiparar a ele – no fundo, o filme gira em torno dessa discussão de relacionamentos entre pessoas de grupos sociais diferentes.

Volta para ombreira em si: para mim, hoje, agora, tipo às 17h20 do dia 22 de agosto, é coisa de fashionista ou de tia véia sem noção. Vai chegar na C&A? Tenho minhas dúvidas. Dá uma olhadinha:


Ombreiras de André Lima / fotos da Elle

Não é que seja feio… é que… ai. Fica com cara de “tô pagando de stylist”, não fica?

Fiz uma materinha para Abril.com. Veja lá.

Dê um rolê

O fast fashion já chegou no Brasil, desavisados. Nessa minha ronda de procurar produção para a Abril, já vi babados, navy, étnico, degradê, tie dye, calça pantalona. Tudo mais barato. E olha só: não é na C&A que eu vi isso, não… aliás, todo mundo tem comentado que a C&A deixa a desejar, meio cara e meio chinfrim. Portanto, a gente quer dizer Renner & BRÁS. Sim, meu bem, Brás. Se joga na Rua Oriente. Tem lojas no Brás que vendem varejo na sexta e sábado e são superbacaninhas.