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Questionário Dourado com Bruna Beber

Ela é poeta. Nem me lembro quando a gente se encontrou pela primeira vez mas eu amo Bruna.
Ela é do tipo de pessoa que já posou comigo e mais algumas pessoas em uma foto com Angela Ro Rô.

E eu já MUSIQUEI uma letra dela e da Ana Laura. Pra ser mais específico, um SAMBA.

Beijos.

Com vocês, o Questionário Dourado com Bruna Beber.


Essa é a Bruna com o seu último livro nas mãos, o Balés, que por sinal é muito bom comprem

1. Me conta uma coisa que você fazia há 5 anos e não faz mais.
Questão.

2. Me diz um filme que você gostaria de ter feito, e o porquê.
Como atriz? Azyllo muito louco, de Nelson Pereira dos Santos.

3. Me diz uma coisa que você comprou e nunca usou. Por que você nunca usou?
Há seis meses comprei um saco de grão de bico pra fazer uma sopa. Toda vez que penso em fazê-lo, esquenta.

4. Qual é a fase da sua vida que você quer lembrar pra sempre?
Infância.

5. Qual é a palavra que você está usando muito agora?
Parabéns.

6. Me conta uma coisa muito exótica que você amava nos anos 90.
O conjunto de fazer caipirinha que ganhei num álbum dos Trapalhões que veio no jornal – daqueles bem furrecas com figurinha sem cola atrás – porque completei a figura do Mussum.

7. Me fala o que te faz rir muito, e o porquê.
O visq. Me faz subir na nuvenzinha.

8. Que personagem de novela você gostaria de ser? Por quê?
Um bem mau.

9. Me diz um defeito seu e um defeito meu.
Não vou a buatis. Você vai.

10. Qual é a música mais linda que você já ouviu?
Carinhoso, Pixinguinha e João de Barro.

Então conta pra gente sobre isso, Orlando, e depois canta!

E VISITEM A BRUNA!

Essa música é aquecidinha

Certeza que a Bruna adora ou vai adorar.

O legítimo jeans com jeans

Daqui.

Dica de Bruna Beber. Beijos.

Minha nova cantora preferida

Better to be hated than love, love, loved for what you’re not

I am not a robot é a nova Beautiful! HAHA Marina and the Diamonds, eu só vou esperar coisas boas de você agora. Segundo a Brisa, é tipo um mix de Shakira, Britney e indie HAHAHA

You’re vulnerable, you’re vulnerable
You are not a robot
You’re loveable, so loveable
But you’re just troubled

A Bruna já está gostando e a Tata também, ou seja, é tendência. A Talita pediu pra avisar, aliás, que agora boxe é tendência também. Eu sabia, desde o último desfile da Purpure.

A luz mais bonita do mundo

O cemitério dos cães está com a areia um pouco revirada.
No fundo, não importa.
Olhei para aquele par de óculos escuros e pensei – eu sei quem você será amanhã
pois eu sabia.
Acho que ele ouviu.

A Estrada das Lágrimas, horrorosa, estava banhada com a luz mais bonita do mundo.
É a terceira vez no ano que eu vejo a luz mais bonita do mundo ao vivo.
Isso só pode significar alguma coisa.

Ofélia –
O velho do ponto de ônibus me disse que é necessário ter paciência,
concordei.
Ele vestia um colete de lã
enquanto eu agüentava o vento de bermuda,
e nos meus sonhos pode ter sido ele o homem que escreveu
aquela mensagem para Vanessa,
a felizarda Vanessa,
naquele muro.

É como cantar Tim Maia às quatro da madrugada com o motorista do táxi.
É como perder o ponto por um erro seu,
só seu,
e passar nos lugares que você tentou evitar.
É como ler a mensagem escrita no xerox e entender um pouco de tudo.

Ofélia, Vanessa pode ter matado por amor,
mas eu juro que ela é inocente.
Acontece.
Ofélia, as coisas são mais simples do que você imagina.
Se o cansaço não te deixa pensar, aceite os sinais
e abrevie.
As coincidências podem existir
por toda e qualquer sorte de coisas.

O pinto sai do ovo.
O resto é arabesco e adorno ao redor do mesmo simples mistério.

Os ciganos sabem que o leite derramado é melhor do que não tentar beber leite algum.

Agora, Bernardo –
os tempos estão mudando.
Acompanhe-os.
Eu não vou te matar de amor,
longe de mim te matar de amor,
ambos sabemos que não poderia te matar de amor,
a luz mais bonita do mundo sabe que eu não poderia te matar de amor.

Mas o Jogo da Vida é muito mais complexo do que o Playstation.
Lembre-se disso quando ganhá-lo.
Ambos sabemos que eu não poderia te matar de amor
e que não foi dessa vez.

Bruna
você não lerá isso a tempo,
mas olhe para aquele mar por mim
e diga a ele
que estou com saudades.
Aí, do alto de um morro, bem em cima de uma ilha,
foi a primeira vez no ano
que vi a luz mais bonita do mundo
e ela me bastou.

É como um ingresso de uma peça.
Se tiver peitinho ou pintinho aparecendo,
valeu o preço.

óun


adorei
quando a Nylon Brasil existir e ser dirigida por mim (CLARO) ela vai ser assim, que nem esse vídeo.

Roubei da Lelê, tem fotos do Marcelo (o + legal é que dá pra reconhecer quando a foto é dele! =) )
A Lelê achou a música fofa, eu também. É do The Pains of Being Pure At Heart, que a Bruna comentou um dia desses. A Bruna, aliás, não gostou. HAHA

BTW: Lelê, qndo vc volta? O Real clama por nós.

You were a singer in a bar in 1972

“There is a sense now that singles are perhaps trying to be seen, seeking out eye contact on the bus more, watching for being watched, noting where they were at certain times of the day; the corner of this and that, this concert, that art opening, this grocery store. Maybe, just maybe, someone would spy you looking at just the right album at just the right time, in just the right record store and know you were destiny wearing a white sweater and grey jeans” – na Nylon de novembro, sobre o Missed Connections na Craiglist.

O Rio de Janeiro tem Missed Connections na Craiglist, aliás.

“It was November of 1972. I met you outside on the patio of the Hotel Sao Francisco. You are about 58 years old now. I was an American sailor, a turist. We spent the afternoon together. You were a very good looking Brazilian girl. If you answer this, I would like to talk with you. I might also have promised you a present 36 years ago. It will have to come in the mail these days, but answer if you think this is you. By the way, your friend was about 6 months pregnant at the time”

Por dois segundos, eu quase acredito em Hollywood e em trilha sonora de romances que ultrapassam idade, tempo, distância, medo.

Isso é PUREZA, e esse post é dedicado a Bruna Beber.

Vota na Bruna

As coisas lindas que ela escreve você lê ali, ou compra o livro A fila sem fim dos demônios descontentes.

E aí você vota nela aqui.

Sou fã, faço campanha mesmo. E não sou casado nem tenho filhos – nem ela!

ATUALIZAÇÃO:
Na verdade acho que o livro esgotou e a editora que esqueceu de tirar o link de compra. Não tem? Rebola.

Mintchura!

Bruna disse que eu não a amo mais.

Essa é a resposta:

Mintchura!

Expressões perdidas

Elas ficaram em algum lugar escondido do meu HD. Tami fez questão de desenterrar uma e, no embalo, comecei a lembrar de outras.

. Dinda, mano! (a que a Tami lembrou – sempre está ligado a “tô precisando de $” ou “quanto $!” ou “não vou porque tá faltando $”)
. Trapas (eu continuo usando de vez em quando – é difícil explicar o real significado, mas funciona mais ou menos como um substituto de “trash” um pouco mais leve, sendo que às vezes o “muito trapas” fica mais forte do que “muito trash”… não fez sentido, né?)
. Tô abusado (é tipo “tô enjoado”, “tô de saco cheio”. saiu do meu vocabulário no começo dos 2000. existe a variação “que abuso!” e “que abusivo!”)
. A-dorê! (essa a Talita inclusive desenterrou numa piada ontem sobre o show do DJ Yoda. inclusive uma piada muito sem graça: “o show foi uma lula – a-dorê!”. mas a história da expressão quando eu usava, acho, começou assim, com essa referência à lula mesmo – então, TRAPAS POR TRAPAS, é isso aí. “a-dorê!” é uma variação de “adoro!”, expressão bem bicha mesmo para demonstrar o quanto você gosta de alguma coisa e que caiu em desuso quando o “incrível!” pegou)
. Será? (eu adorava essa. as pessoas diziam algo bem absurdo, tipo “ah, cara, mas você pegaria aquele cara fácil!” e eu respondia: “será?” querendo dizer “NOT!”. cheguei a escrever “será?” na manga de uma camiseta de tanto que eu gostava)
. Sei. (o “sei” é mais ou menos da mesma família do “será?”. alguém dizia “cara, a Marta é uma safada porque traiu o Suplicy e ainda usa o nome dele, não vou votar nela por causa disso” e eu respondia “SEI”. que era algo do tipo “fala sério, filhinho, você é ridículo”. Acho que tem uma poesia do Ricardo, que eu me lembre de cabeça – o livro está na casa da minha mãe – que diz “eu digo sei até dizer chega”. é esse “sei”)
. Eu sei, inclusive lá em Valinhos [insira história bem bizarra aqui] (quando alguém diz algo bem bizarrinho, você completa com uma história muito mais bizarra que aconteceu em uma Valinhos  do mundo paralelo. vamos supor: alguém diz “nossa, cara, dizem que nunca nasceram tantos irmãos xipófagos quanto no ano de 2008”, e você comenta “ah, eu sei, mas lá em Valinhos dizem que existem três xipófagos para cada negro”. a história geralmente tende a aumentar se a pessoa entrar na dança e responder: “pois é, inclusive a filha da Dona Carmem da vendinha teve trigêmeos xipófagos e um deles hoje dizem que é ator em Bollywood, é o primeiro galã de Bollywood que veio de Valinhos se a gente não contar aquele que era transexual”)
. Risos (by Bruna Beber, pelo menos foi com ela que aprendi. veio do MSN, quando você escreve “risos” para dizer que está rindo. aí foi se desenvolvendo: começou com “aí eu fui na festa do meu ex-namorado. [pausa]risos”. desenvolveu-se para adjetivo: “aí eu fui numa festa risos lá na Vila Madalena”)
. Tem coisa que eu gosto, tem coisa que eu não gosto, depende da coisa (vem do filme Domésticas. é dita, normalmente, para justificar um gosto. como gosto não tem justificativa, a gente diz isso e pronto, acabou a discussão)
. Nunca fui tão humilhado em toda minha vida (pode ser usada quando um garçom não te atende direito, quando você tem que pagar caro numa balada, quando alguém aparece com uma roupa muito mais incrível que a sua etc.)
. Perdi minha inocência (ela surgiu quando um amigo meu – não vou citar nomes para não causar constrangimento – costumava nos levar de carro para ver os michês do Trianon. tinha um com a jeba toda para fora, que tinha um aspecto nojentusco. aí um dos presentes disse, se escondendo atrás da alça da bolsa que carregava: “perdi toda minha inocência”. pegou instantaneamente, sempre que alguém falava alguma coisa sexual cabeluda – não só literalmente, mas também literalmente)

Tem as que não caíram em desuso apesar de um pouco antigas.
. Sou uma palmeira ao sabor do vento. (você fala essa esticando os braços para cima e mexendo-os levemente, ao sabor do vento. ela é dita para deixar claro o quanto a pessoa que acabou de falar o constrangeu, ou o quanto o assunto é constrangedor, tanto faz. tipo “ai, gente, mas sei lá, eu já fiquei com um anão e ele tinha pau grande, que que tem?”. bom, “eu sou uma palmeira ao sabor do vento”. ou “cara, será que a fulana voltou com a beltrana? tá todo mundo achando isso”. bom, eu definitivamente “sou uma palmeira ao sabor do vento”)
. Bacana, bacana. (essa é ótima, prima da “sou uma palmeira ao sabor do vento”. alguém fala alguma coisa bem nada a ver e você diz “bacana, [pausa] bacana…”, como se fosse realmente bacana. exemplo: “eu adorei o último filme iraniano daquela seção do corujão”. “ah, é? bacana, bacana…”. Pode ser facilmente substituído por “legal, legal”) 

As novas também são bacanas:

. A vida segue. (auto-explicativa, certo? geralmente é usada quando alguém acaba de contar um caso bem cabeludo. essa eu aprendi com a Mari TV)
. Entendi. (eu falo muito essa, geralmente para mostrar que eu não sei o que dizer e que talvez seja melhor mudar de assunto porque talvez eu não esteja interessado. Exemplo: “O show do Gogol Bordello foi curto!” e eu respondo “Entendi”. Viu? Não faz o menor sentido, e a pessoa percebe que eu não estou escutando)
. Dicas. Coisinhas. (vem do Terça Insana, o Alexandre diz muito e eu peguei. surge naturalmente e sem motivo. “fui falar umas coisas para ele. dicas. coisinhas”)

Devo ter esquecido de milhares de outras, alguém se lembra?