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Militarismo sim

Tem gente que diz que é ridículo estimular uma moda inspirada em uniformes militares. O raciocínio é que isso estaria estimulando e/ou fazendo uma apologia a guerra.

Ah, tá. Então a gente nega o bélico e se pergunta…

1. Por que Obama significava mudança e no entanto as atividades militares do EUA não cessaram?

2. Por que um programa no qual os termos “paredão”, “eliminação” e “guerreiro” (pro que volta do paredão sempre) são comuns exerce tanto fascínio? Espanta o fato que teoricamente um homem que se tornou uma espécie de símbolo da intolerância seja o ganhador da última edição do BBB, mas me espanta mais o fato que as pessoas acreditem, ainda por cima, que aquilo é um microcosmo. Aquilo é um jogo de matar ou morrer. Espero que as pessoas não achem que aquilo é um microcosmo porque aqui é um “matar ou morrer” – não quero matar ninguém nem morrer… mas se for… Moda militar não, BBB sim?

3. Por que o heroísmo de hoje é esquisito? O herói não é a mãe solteira que se vira pra dar conta de tudo e ser feliz; nem a jornada heróica é aquela na qual o importante é o amadurecimento, a conquista de um crescimento espiritual. Alice de Tim Burton é um exemplo. A fábula do crescer em um mundo que não faz o menor sentido se transformou em simplesmente uma… luta entre o bem e o mal. Como se existisse o bem e o mal. E o mal é a Rainha Vermelha, que irônico – será que ela é uma comunista chinesa disfarçada? Alice veste uma armadura (?), empunha uma espada (?!)… Vem cá, só eu achei bizarro? O herói agora parece precisar de uma carga (nem que seja bem pequena) de agressividade e sangue na mão pra agradar o público do cinema de entretenimento.

Tá. E não podemos usar uma moda militar porque é um estímulo.
Pois eu digo que não é um estímulo. É uma resposta. Ou mais: uma defesa?

Henka

変化

Já que Obamas, né? Que 2009 continue sendo de grandes movimentações.

War is over!

Fiz um post no Moda dos Famosos sobre o lançamento da 284.

Falo mais aqui: senti que vai dar certo. MUITO certo. Tem alguns problemas no preço – um short jeans é uns R$ 120 e uma calça jeans é R$ 168, não faz muito sentido – mas como a Ivi me lembrou, a Zara também é assim. Comprei duas camisetas – uma branca com três listras coloridas que achei lindíssima, e outra escrito War is over!.

war-is-over-284

Geralmente não gosto de camisetas com mensagens ou qualquer coisa escrita, mas essa me pegou. Mega instigante. Primeiro porque ela está numa camiseta que tem o Daslu way of life no DNA. War is over vindo da Daslu?! Quando é que a guerra ao menos começou no castelo de cristal para ter acabado agora?
Fora isso, ela é hippie fora de época, ela tem a ver com a vitória do Obama, ela tem a ver com a crise econômica, ela tem a ver ATÉ com a chegada da 284 à la “democratização da Dasluzice”.

E ela tem a ver com o Natal.
Então é Natal… e o que você feeez?
War is oooover, if you waaaant it…

Because we can, né, gente?

Mas eu confesso, o que mais me perturba é a chegada da Topshop no Brasil. Não consigo pensar em outra coisa. NERRRVOSO!

Uma coisa que não sai da minha cabeça essa noite

Obama tem apoio em massa de celebridades bacanas, do povo fashionista, de toda a descolândia.
É chique ser democrata. As pessoas vêm a público para demonstrar seu apoio – coisa que não aconteceu nas eleições de prefeitura de São Paulo, Alexandre Herchcovitch foi um dos únicos a se manifestar (a favor de Marta, que perdeu).

Mas gente.
E se Obama perder? O povo vai se manifestar CONTRA McCain?
Aliás, quais serão os significados de uma derrota de Obama? Os EUA continuam racistas? A cultura do medo ganhou? Vitória da caretice – e afinal que caretice, a menos careta?
Todas as anteriores? Nenhuma?

Nessas, eu e Bia fazemos um novo bordão:
Essa Flórida só me flóride.

Você acha que as eleições brasileiras são ridículas?

Qüende.
Aposto que a Ana Laura já foi correndo na American Apparel para se vestir igual.

Obama é o mais lido no Twitter?

Ó AQUI!

Mas, gente, e o Vitor Fasano?!

Por isso que eu não tenho Twitter, acho chatérrimo. Pronto,falei.