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O que fazer em período de seca?

. Pausas.
. Manha. Mas somente por dois dias.
. Procurar colírios.
. Concentrar-se no que dá dinheiro e não muda o mundo.
. Pintar uma unha, uma só, de azul.
. Sendo mulher, pinte todas.
. Polir problemas.
. Procurar no Google fotos de ambientes marítimos.
. Hilda Hilst.
. Não tentar se surpreender. Não dá certo, e a frustração amarra a boca.
. Mas, se vierem, aceitar as surpresas como presentes providenciais – e agradecer.
. Tomar muita água.
. Tomar muito cuidado com os corações alheios. Um raspão pode ser fatal, um rasgão pode ser abissal.
. Angela Rô Rô.
. Caso esteja no Leblon, aproveitar e observar, apenas.
. Balbuciar. Ninguém precisa fazer sentido sempre.
. Evitar cigarros e bebidas alcoólicas. Não parece, mas eles secam ainda mais.

Acima de tudo, ouvir guitarras, pianos, até atabaques.
E observar a chuva pelas janelas.

Estiagem, pior quando é dentro.

Por que você deveria amar Ro Rô?

Explicado?
Hein?
Cumékifika?

(foi Talitíssima que me mandou dessa vez)

Questionário Dourado com Bruna Beber

Ela é poeta. Nem me lembro quando a gente se encontrou pela primeira vez mas eu amo Bruna.
Ela é do tipo de pessoa que já posou comigo e mais algumas pessoas em uma foto com Angela Ro Rô.

E eu já MUSIQUEI uma letra dela e da Ana Laura. Pra ser mais específico, um SAMBA.

Beijos.

Com vocês, o Questionário Dourado com Bruna Beber.


Essa é a Bruna com o seu último livro nas mãos, o Balés, que por sinal é muito bom comprem

1. Me conta uma coisa que você fazia há 5 anos e não faz mais.
Questão.

2. Me diz um filme que você gostaria de ter feito, e o porquê.
Como atriz? Azyllo muito louco, de Nelson Pereira dos Santos.

3. Me diz uma coisa que você comprou e nunca usou. Por que você nunca usou?
Há seis meses comprei um saco de grão de bico pra fazer uma sopa. Toda vez que penso em fazê-lo, esquenta.

4. Qual é a fase da sua vida que você quer lembrar pra sempre?
Infância.

5. Qual é a palavra que você está usando muito agora?
Parabéns.

6. Me conta uma coisa muito exótica que você amava nos anos 90.
O conjunto de fazer caipirinha que ganhei num álbum dos Trapalhões que veio no jornal – daqueles bem furrecas com figurinha sem cola atrás – porque completei a figura do Mussum.

7. Me fala o que te faz rir muito, e o porquê.
O visq. Me faz subir na nuvenzinha.

8. Que personagem de novela você gostaria de ser? Por quê?
Um bem mau.

9. Me diz um defeito seu e um defeito meu.
Não vou a buatis. Você vai.

10. Qual é a música mais linda que você já ouviu?
Carinhoso, Pixinguinha e João de Barro.

Então conta pra gente sobre isso, Orlando, e depois canta!

E VISITEM A BRUNA!

eu amo tudo de angela


Incrível mesmo nessa cafonada! Angela em Demais.


Mares da Espanha. Amo essa música.


Marina com Angela no piano em Não há cabeça.


caralho.


E a minha música do momento, com Frejat – numa versão surpreendentemente boa! 

Chega, overdose de Angela não faz bem. É que nem ler muita Hilda Hilst de uma vez.

“No dia que eu me encontrar com coragem”

Acho tão engraçado gay que está no armário.

Eu sei que não devia achar, a sociedade ainda é muito preconceituosa, patati-patatá, e é muito fácil eu, que sou da classe média de uma cidade cosmopolita como São Paulo, achar isso pitoresco. É claro que o meu ambiente facilita as coisas, facilita o “se assumir” sem ser muito atingido pelo preconceito.

Mas primeiro que mesmo no meu ambiente tem gente no armário. E segundo… bem, é uma coisa minha, mesmo. Eu nunca consegui ficar fazendo média. Sempre achei natural as coisas irem acontecendo, e quando alguém pergunta “e aí, tá namorando”, eu posso responder “sim, com um cara incrível” sem ficar vermelho nem engasgar. Porque é isso. Faz parte de mim. Não é um drama que eu precise levantar bandeiras nem uma doença nem nada. É o mesmo que me perguntar “qual seu cineasta preferido?” ou “você já jogou na loteria?”.

Não sei se é da minha índole, mas acho que no fundo a questão não é exatamente “estar no armário” ou não. Basicamente, no fundo eu não gosto de jogos com coisas sérias, e para mim o armário acaba sendo um jogo, principalmente na hora da paquera. O enrustido tem que paquerar jogando, sem deixar claro que está interessado até o ambiente ser extra-seguro.

Jogo? Me dá preguiça só de pensar. Pior ainda quando o cara que joga… não é enrustido! ARGH.

“Love
Love is strange
Many people
Take it for a game”

Quando acende, 21.01.07

mamãe me olha com um balde de macarrão e molho ao sugo, diz
credo
é mamãe, e você sabe, a culpa é dele

(eu já comi dois talentos
tomei uma lata inteira de coca-cola
pedaços de torta de alho poró
gengibre em conserva
azeitona
duas fatias de pizza gelada)

se eu engordar, a culpa é dele
e se não saio de casa a culpa é dele
minha insônia é culpa dele
meu vício redespertado por ro rô, a culpa é dele também

as mandingas não funcionam mais
os sacrifícios
e onde está a minha segurança
(que na verdade nunca esteve)

se eu for pra cama com aquele outro
a culpa é dele
e eu vou pra cama é com maria
que eu sei que é vagabunda
pouco seletiva
e deita com qualquer um.