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Sinto cheiro de sucesso

O nome dele é Theophilus London. A música é da trilha de cinema que mais vendeu discos. Sim, estou falando de Whitney Houston e I will always love you, que vira Always love U no remix de Theophilus.

O filme era O guarda-costas, e eu ouvia essa trilha tipo umas cinco vezes por dia. André Lima usou uma outra música da mesma trilha em seu desfile: I have nothing.

Mais um da série “eu não tinha salvação mesmo, tinha?”.

I will always love you já teve várias versões – a versão original é de Dolly Parton. Ó:

Essa já era a segunda versão de Dolly, a primeira era de 1974. A do vídeo é do filme The best little whorehouse in Texas, de 1982.

O sucesso todo gerou coisas bizarras, como Connie Talbot:

A própria Dolly com Vince Gill, em 1995:

Lorelai, do Gilmore Girls:

E a imperdível versão em espanhol:

“Mi amor, siempre serás tuu, aaaah, siempre serás tuuuuuuuu-uuuuuuu”

Pergunta para a Gloria

Ou “eu perguntaria se ainda trabalhasse com ela”
Ou ainda “Carol Vasone também não sabia e também se perguntou”

Fui no evento do MorumbiShopping hoje – lançamento da segunda caixa dos livros de moda brasileira da CosacNaify, que aliás é muito bacana assim como a primeira. Essa segunda tem Lenny, Marcelo Sommer, Reinaldo Lourenço, André Lima e Clô Orozco (a primeira tinha Walter Rodrigues, Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch, Gloria Coelho e Lino Villaventura).
Os estilistas estavam lá autografando os livros.

Mas espera.
Não é o autor que devia autografar? Ou o objeto de estudo do livro?

Juro, fiquei sem saber. E no fim comprei o livro mas não pedi autógrafo nenhum.

Woman power: o que o ombro tem a ver com isso?

Ainda não consigo engolir essa ombreirona, esse ombro protuberante. O efeito visual pode ser bacana, mas não consigo imaginar minha irmã chegando no almoço de família com elas e eu pensar “olha, que look bacana”.

Nos anos 80, a mulher usava ombreira para ficar poderosa – na competição com os homens, principalmente no ambiente de trabalho, era de praxe o tailleurzinho acinturado com ombreirão. Dá uma imagem de mulher mais forte, assim como nos anos 40 – período de guerra, elas precisavam se impor e não ficar com cara de coitadinha.

As yuppies dos 80 curtiam – no A garota de rosa shocking, que a gente comentou faz pouco tempo por aqui, tem uma cena em que a amiga mais velha da Molly usa um paletó largão e ombreirão – e esse é o look CARETA YUPPIE dela. Ela se veste assim (e com um cabelo inacreditável, curtinho arrepiado e cheio de gel) porque está paquerando um yuppie e, claro, precisa se equiparar a ele – no fundo, o filme gira em torno dessa discussão de relacionamentos entre pessoas de grupos sociais diferentes.

Volta para ombreira em si: para mim, hoje, agora, tipo às 17h20 do dia 22 de agosto, é coisa de fashionista ou de tia véia sem noção. Vai chegar na C&A? Tenho minhas dúvidas. Dá uma olhadinha:


Ombreiras de André Lima / fotos da Elle

Não é que seja feio… é que… ai. Fica com cara de “tô pagando de stylist”, não fica?

Fiz uma materinha para Abril.com. Veja lá.