Arquivo da tag: Ana Flavia Wakabara

Também achei um texto muito fofo

“Lembro de quando Ana me levou pra Praça do Pôr do Sol. Não conversamos.
Eu pensei em parar de escrever mas antes quero registrar aqui que ela é dez, e que eu gostaria de dirigir para levá-la lá também. Ia ser muito bom.
Isso que eu precisava para começar a querer dirigir. Um motivo poético.”

Ainda lembro desse dia nitidamente.

Eu tinha surtos sem motivo, ficava prostrado, meio paralizado, nessa época.
Minha irmã foi me buscar esse dia na escola, e me levou pra Praça do Pôr do Sol.

Aí eu fui fazer aulas na autoescola. Aí não passei na prova prática, e esqueci o motivo poético, e desisti pra sempre.

:/

Como diria minha irmã Ana Flavia…

… por favor, me avise qual é essa fase do Super Mario Bros pra eu não me confundir e achar que tem um cogumelo na caixinha ali da frente.

Grato.

Retrospectiva 2009 do Caminho Dourado!

Eeeeeee!

Mais um ano se vai, né?
2009 não vai tarde, não, porque eu devo confessar que AMEI 2009. Foi o ano de…

. Mudar de emprego mais uma vez! Blog LP foi uma surpresa e eu devo confessar que amo cada vez mais, cada dia que passa, trabalhar lá, amo o que faço, e provavelmente continuarei fazendo isso durante muito tempo! ALIÁS: em 2009 TODO MUNDO do Blog LP mudou de emprego! A equipe é toda nova, com menos de um aninho, e cheia de gás. Dá uma olhadinha no editorial de brilhos incrí que fizemos – e que o povo que visita o site pelo MSN fica gongando! haha
Segredinhos dos bastidores: a Lilian me entrevistou… sem voz! Foi a entrevista de emprego mais estranha da minha vida! hahahaha

. Foi um ano que a magia cigana ficou mais quietinha e deu lugar pra outras coisas e valores. Magia cigana é bom e te deixa leve, mas às vezes é bom coisas pesadas pra carregar e te manter com o pé no chão.

. Continuo conhecendo um monte de gente e ficando chocado com isso. Será que eu nunca vou parar de conhecer gente? Além de trabalhar com Antonia, o que já é maravilhoso por ter me reaproximado dela, descobri a Aurinha e o Marcel, que são dois lindos! Isso, só no trabalho: conheci mais um monte de gente, nem vou enumerar pra ninguém ficar triste.
E Brisa merece menção especial, sorry: BEIJOS, BRI!

. O Coletivo Teatro Dodecafônico está a todo vapor. E não pára – não pára – não pára não! Adoro trabalhar com Verô e com as meninas, é muito enriquecedor pra mim, me tira um pouco da bolha da moda. É um respiro.

. E a convivência com a Verô em si sempre me é muito agradável e acima de tudo cheia de fermento. Faz pensar, faz crescer. Adoro tomar cerveja só eu e ela, a gente sempre fala coisas que rebatem, fico pensando nos papos depois e depois.

. Viagens (praticamente pros mesmos lugares!), redescobertas. A viagem que eu fiz pra Floripa foi a mais esquisita: a gente quase não foi pra praia, e ao mesmo tempo ela foi tão cheia, lotada de significados… Cada vez mais as viagens são pros mesmos lugares e mais pra dentro de mim. Hippie, né? É o meu jeitinho.

. Jornalista, figurinista e… DJ residente. HAHAHA amo! Eu tô praticamente me aposentando da noite, mas confesso que adoro – cada vez mais – tocar.

. E quanto aos amores?
Olha, esse ano não foi fácil de amores até quase o fim, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. Agora, nesse exato momento, estou muito feliz e muito confiante. Muito apaixonado, muito etc. E com uma certeza esquisita – por ser tão certa – de que 2010, nessa área, será calmo, quentinho, fofo, e acima de tudo lindo.
Eu achava que estava procurando alguém de um jeito, mas não. Eu tava procurando um jeito novo. Ou sei lá o que eu tava procurando. A gente se preocupa muito com o que procura, e não com o que encontra. Tenho falado disso com a minha irmã.

. Engraçado, uma irmã minha reclamou que eu não era muito amigo dela. E o resultado foi… que eu fiquei mais amigo da minha outra irmã. Alguém explica? Nena?

. Perder a inocência é muito, muito bom. Não se pode nem se deve gostar de todo mundo. Tem gente ruim e chata no mundo, é uma questão de sobrevivência. Só os do bem sobrevivem por aqui nos arredores… Simples assim. Somos seres sociais, mas isso não quer dizer ser amigo de todo mundo.

Em 2010, as risadas continuam, hein?

Guerreiros: reginem! Feliz tudo!

Não é o que a gente procura

É o que a gente encontra.

Minha irmã reclamou da falta de movimento nesse blog

E ela está certa.

Mas quando a gente não tem  muito o que dizer a gente cala.

Tenho cerca de três milhões e meio de posts planejados e nenhum pronto.

Mas calma, paciência.
Esse blog, como os amores, não tem peridiocidade.
Graças a Deus! hahaha

Mitologias da família – dos outros! O caso dos irmãos dentistas

Fazia tempo que eu não ia no dentista. Não por medo, acho que era mais trauma de ter “quase” tirado um siso. Explico: o dentista que eu ia foi tirar dois sisos de uma vez e só conseguiu tirar um (oi?!). Aí eu fiquei irritado e decidi dar uma greve pros dentistas.

Agora, na falta de um, tenho dois. São dois irmãos, o Dr. Fábio e o Dr. Luis. O Dr. Luis é o mais velho e ele faz o trabalho sujo: cirurgia é com ele. Arrancar dente, abrir gengiva, essas coisas. Dr. Fábio fica com a parte fofa e é um fofo: daqueles que pedem desculpa enquanto estão fazendo raspagem. Bom, Dr. Fábio estava condoído da minha preocupação de tirar o siso e decidiu contar a história dele.

Dr. Fábio tirou o seu primeiro siso com uns 17 anos. Ele um dia acordou, não conseguia abrir a boca e precisou ir no dentista. Foram ele, a mãe e o Luís, que nessa época também não fazia Odontologia ainda. Chegaram no médico e ele disse “ih, vai ter que fazer extração, mas tô sem minha assistente hoje”.
NIQUI Dr. Luís logo se oferece pra ajudar! Oi? E o dentista… ACEITOU. Ou seja, Dr. Fábio tirou seu primeiro siso com a assistência do irmão. Diz que naquela época era uma coisa MARRETA e muita porrada mesmo, que você ficava todo roxo, parecia que tinha apanhado. E que tinha um remédio que ele falou o nome e eu esqueci, algo como Sedablerbs, que justamente te deixa sedado. Ele disse que era a melhor coisa da mundo, você tomava dez gotas, desmaiava na cama durante 4 horas, acordava, tomava de novo, desmaiava… O remédio não existe mais, e segundo ele “eu receitaria se ainda existisse”. HAHA

Fiquei sem graça de pedir um Lexotan.

Bom, esse terceiro siso que eu tirei abalou um NERVO e agora estou com dor na garganta – dói pra engolir saliva! Maravilhoso, né? Tô tomando Dorflex líquido, que é bom – mas esse Sedablerbs devia ser bem melhor, certeza.
E ainda falta mais um. Minha irmã disse que queria que o dente fosse destacável. Tá amarelo coloca na cândida, tá velho ou cariado, troca por outro, e arruma do jeito que quiser, espetando, bem bonitinho. Não ia existir dente torto, não ia existir sofrimento. Eu concordo.

Um amor muito responsável

Minha irmã me mandou, se perguntando se essa descrição se encaixaria com a minha pessoa.

É o amor exigente, consigo mesmo ou com o outro.

É a concepção do amor como algo que deve ser merecido e para o qual existem pré-requisitos sem os quais é impossível amar ou ser amado.

Não se acredita no amor como um sentimento gratuito que ocorre sem explicação razoável ou sem um motivo específico, obedecendo apenas a lógica do “coração”. Ao contrário, o amor possui regras, padrões, conceitos. É uma estrada de mão dupla onde as exigências podem recair tanto sobre o próprio indivíduo quanto sobre o parceiro(a).

Nesta sentido, o amor é um agente de insegurança que coloca em evidência as falhas e incapacidades daquele que não possua os atributos necessários.

Passa a ser uma vivência desconfortável que nos coloca diante das nossas faltas e nos faz reviver experiências de desafeto e inadequação.

Esta concepção muitas vezes leva o indivíduo a sentir-se incapaz de manter o amor de alguém (uma vez que não possui os encantos necessários) e a aceitar, por assim dizer, “o que aparecer” vivendo relacionamentos frustrantes que somente reforçam sua baixa auto-estima. Ou, ao contrário, excede-se em escolhas e pré-requisitos que normalmente o levam a se afastar da vida afetiva ou a passar muito tempo sem se relacionar afetivamente.

É uma concepção de amor racional, pragmático que não abre espaço para as fantasias e ilusões típicas dos apaixonados.

É o amor compromisso, que espera construir algo concreto em um relacionamento. É o amor responsável, que suporta os deveres e obrigações, consciente dos limites e tolerante com os problemas e momentos de desprazer de uma relação.

E aí, Q Q 6 ÄCHÃO?