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Para que servem os dias de folga?

Uma vez que não terei férias propriamente ditas decentemente, estou tentando correr atrás da minha SEDE DE CULTURA (ai, que caphonna) nos dias de folga – como foi o caso de ontem.

Assisti O raio verde, do Rohmer. A personagem principal, Delphine, para variar é uma chata – a maioria dos personagens do Rohmer são chatos, é incrível. É o milagre da multiplicação de personagens chatos! Só perde para Gilmore Girls. Mas enfim, a mocinha de O raio verde consegue ser mais chata ainda porque, além da chatice habitual, ela vem com o brinde de ser solteirona, deprimida e vegetariana. Não é que todo vegetariano seja chato, mas ela fica com um papo de “eu prefiro comer coisas mais leves”. Hã? Come um nhoque ao sugo pra você ver se fica mais leve. Eu comi ontem, tô bem pesadinho.


Qüenda a maletucha – e o pior, as amigas dela também são malas!

O que importa de O raio verde, na verdade, é o fim, que é lindo. Lindo mesmo. Daqueles que você fica tenso, pensando “ai, será? vai dar certo? ai, tem que dar certo!” e aí dá certo.

Para completar, Delphine é capricorniana. E a descrição do signo que dão no filme é “Capricorniano é a cabra que sobe até o topo da montanha. Geralmente sozinha, como você”.
Que bosta!

Depois eu comecei a assistir a um filme de terror japonês que eu não me lembro o nome.

Aí não deu tempo de terminar e eu fui para o Teatro Municipal ver Madama Butterfly. É bonito, para quem gosta de ópera deve ser ótimo (não tô acostumado, então fica um pouquinho arrastado para moi). Mas o cenário que mais me chamou a atenção, foi feito por Tomie Ohtake e é fantástico de belo. Adorei. Na história eu achava que ia ter mais grito e mais sangue, uma coisa meio Medéia. Não teve. Unhé.