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Ele comprou muitas coisas

mas entre as mais significativas estão um pingente cafona no formato de Alexanderplatz, um relógio de titânio (ele, que nunca usou relógios), um livrinho que traz uma coletânea dos fanzines de Harmony Korine para que os anos 90 não sejam esquecidos, um livrinho que se chama What was the hipsters? para que os anos 00 não sejam esquecidos, um livrão sobre a Bauhaus em alemão que ele não vai saber ler (mas com muitas figuras)…

no fundo, as coisas mais significativas não foram as compradas.

existem viagens que servem pra esquecer, outras pra reavivar. ele ainda está tentando entender essa última. mas definitivamente ela não foi uma epifania, uma iluminação nem uma redenção.

ele pensa em chá de hortelã; no sotaque carioca de uma poeta, no sotaque estrangeiro do belga que já morou no interior de SP; em uma caixa grande e cheia de Pequenos Pôneis; na coleção de livros com discos que conta a história dos hits de cada ano da década de 50 pra cá, um livro pra cada ano, a capa do livro de 1968 era ótima e um deles trazia duas músicas brasileiras; na brasileira Valentina que está começando uma marca na Alemanha (Caminho Dourado te deseja sorte, Valentina); na mulher do Frida Kahlo falando gírias brasileiríssimas; na sopa vietnamita tão próxima de uma sopa baiana; na falta de legendas nos DVDs alemães; no currywurst que ele não experimentou; no Benjamin Blümchen e sobretudo na pobre astronauta Erika Klose, que só queria fazer um xixizinho.


ele não assistiu a obra de Fassbinder mas acha essa foto linda.

ele pensa em si.

Soooo Os 3 restaurantes mais gostosos de SP?

Laperrô, Gigio e Sinhá. Não são caros e eu encho a pança de coisa que engorda.

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junkie food, qual seu preferido?

Pizza Hut. As entradas e a pizza em si.

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cozinha bem, jorge?

não. mas eu tento mesmo assim hahaha se bem que tem UMA coisa que eu faço bem: carê. é bem da minha cabeça, invento tudo, mas fica bom.

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Coalhada seca

Eu estava num restaurante árabe. Importante deixar claro: era um restaurante árabe.
O garçom veio até a mesa e disse: não tem coalhada.
Eu respondi: não pedi coalhada.
Ele repetiu: não tem coalhada, com cara de quem pede desculpas pelo fato de um restaurante árabe não ter coalhada.
Falei OK, peguei minhas coisas e saí sem olhar o resto do cardápio.
Não que eu não tenha gostado do restaurante, já que não experimentei nada do que ele oferecia.

Agora, se me perguntarem sobre o restaurante… eu sei o que vou dizer.

Tá bom, vai

ultra_cider

Quando eu for pro Japão eu trago procê, Bezzi.
Aliás, eu preciso falar com você!

Via Tokyo Times.

Curti – mandei msg, dez tópicos

1. Comi ostra todo dia. Sim, era uma meta da viagem. Aliás, comi em lugares deliciosos. Comer foi o que eu mais fiz. Adoro comer na praia, peixe é fresquinho e tal.

2. Choveu pencas – NÃO RIA.

3. Fiz o meu joelho ficar ridicularmente bicolor: metade branco metade vermelho.

4. Assisti Vicky Cristina Marcelona em um cinema incrível. O cinema mais incrível que eu já fui. Fotos em breve.

5. Raul & Mari são ótimas pessoas, merci pela companhia. Dona Ruth, merci também, a sua casa é linda!

6. Os garçons são as pessoas mais interessantes de Florianópolis.

7. Mulher bêbada é uma benção. Mulher dançando agrega valor.

8. A: Por que a gente existe?
B: Não sei, aconteceu. Agora o jeito é fazer algo com isso.

9. Li o livro da Leila Diniz que acabou de ser lançado pela Companhia das Letras. Vontade de viver perto do mar para sempre – mas um taxista manezinho disse: “ENJOA”. Li também Frango com ameixas e os quadrinhos sobre Tina Modotti. Ambos incríveis, comento mais depois.

10. Fui no museu lá em Floripa. A exposição me inspirou MUITO. Sem brincadeira. Mais detalhes, também, depois.

Beijos, vou trabalhar. Fim-de-semana começa Fashion Rio, tá sabeno?