Arquivo da categoria: brasília

Vc viaja mto?

Pelo Brasil, sim. Vou pelo menos 2 x por ano pro Rio, costumo ir pra BH tb, às vezes pra Brasília e às vezes Fortaleza. E gostaria de viajar mais, na verdade, mas o dinheiro e o tempo não permitem hehehe

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nonde?

na ponta daquele dentinho de vampiro,
dentro daqueles pequenos corações de galinha do Bam-Bam,
na camiseta preta com bolso que é minha mas ele sempre usa,
no táxi,
na pala,
no ragga,
no sofazinho do Espaço que tem rodas e que, se bobeia,
tá lá do outro lado, legitimamente móvel.

no toque do celular,
corro e vejo no visor:
é ele.

em tudo isso morro um pouquinho,
o peito se aperta numa prensa
e eu penso
CÉUS
onde está o meu sobrenome Diniz
e o consequente jatinho particular?

Retrospectiva 2009 do Caminho Dourado!

Eeeeeee!

Mais um ano se vai, né?
2009 não vai tarde, não, porque eu devo confessar que AMEI 2009. Foi o ano de…

. Mudar de emprego mais uma vez! Blog LP foi uma surpresa e eu devo confessar que amo cada vez mais, cada dia que passa, trabalhar lá, amo o que faço, e provavelmente continuarei fazendo isso durante muito tempo! ALIÁS: em 2009 TODO MUNDO do Blog LP mudou de emprego! A equipe é toda nova, com menos de um aninho, e cheia de gás. Dá uma olhadinha no editorial de brilhos incrí que fizemos – e que o povo que visita o site pelo MSN fica gongando! haha
Segredinhos dos bastidores: a Lilian me entrevistou… sem voz! Foi a entrevista de emprego mais estranha da minha vida! hahahaha

. Foi um ano que a magia cigana ficou mais quietinha e deu lugar pra outras coisas e valores. Magia cigana é bom e te deixa leve, mas às vezes é bom coisas pesadas pra carregar e te manter com o pé no chão.

. Continuo conhecendo um monte de gente e ficando chocado com isso. Será que eu nunca vou parar de conhecer gente? Além de trabalhar com Antonia, o que já é maravilhoso por ter me reaproximado dela, descobri a Aurinha e o Marcel, que são dois lindos! Isso, só no trabalho: conheci mais um monte de gente, nem vou enumerar pra ninguém ficar triste.
E Brisa merece menção especial, sorry: BEIJOS, BRI!

. O Coletivo Teatro Dodecafônico está a todo vapor. E não pára – não pára – não pára não! Adoro trabalhar com Verô e com as meninas, é muito enriquecedor pra mim, me tira um pouco da bolha da moda. É um respiro.

. E a convivência com a Verô em si sempre me é muito agradável e acima de tudo cheia de fermento. Faz pensar, faz crescer. Adoro tomar cerveja só eu e ela, a gente sempre fala coisas que rebatem, fico pensando nos papos depois e depois.

. Viagens (praticamente pros mesmos lugares!), redescobertas. A viagem que eu fiz pra Floripa foi a mais esquisita: a gente quase não foi pra praia, e ao mesmo tempo ela foi tão cheia, lotada de significados… Cada vez mais as viagens são pros mesmos lugares e mais pra dentro de mim. Hippie, né? É o meu jeitinho.

. Jornalista, figurinista e… DJ residente. HAHAHA amo! Eu tô praticamente me aposentando da noite, mas confesso que adoro – cada vez mais – tocar.

. E quanto aos amores?
Olha, esse ano não foi fácil de amores até quase o fim, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. Agora, nesse exato momento, estou muito feliz e muito confiante. Muito apaixonado, muito etc. E com uma certeza esquisita – por ser tão certa – de que 2010, nessa área, será calmo, quentinho, fofo, e acima de tudo lindo.
Eu achava que estava procurando alguém de um jeito, mas não. Eu tava procurando um jeito novo. Ou sei lá o que eu tava procurando. A gente se preocupa muito com o que procura, e não com o que encontra. Tenho falado disso com a minha irmã.

. Engraçado, uma irmã minha reclamou que eu não era muito amigo dela. E o resultado foi… que eu fiquei mais amigo da minha outra irmã. Alguém explica? Nena?

. Perder a inocência é muito, muito bom. Não se pode nem se deve gostar de todo mundo. Tem gente ruim e chata no mundo, é uma questão de sobrevivência. Só os do bem sobrevivem por aqui nos arredores… Simples assim. Somos seres sociais, mas isso não quer dizer ser amigo de todo mundo.

Em 2010, as risadas continuam, hein?

Guerreiros: reginem! Feliz tudo!

Em Brasília…

Onze horas.

Tchau, vou viver e já volto!

(e nada mais importa, Karin Feller lê meu blog, beijos)

Da aridez

Da aridez se fez um temporal.
Vi pingos grossos de chuva
de dentro do McDonald’s,
o parquinho do Ronald vazio –
nenhuma criança brincava –
mas eu não estava triste.
Só estava fora do eixo.
Só estava por fora.
Só estava.

Sinto tontura na cadeira do hotel.
Toda vez que sento, batata.
Batata é do grupo que Antonia chama
de calorias vazias.
Devem ser evitadas.

Evito? Corro?
De encontro com
ou ao encontro de?
De encontrão,
de esbarrão –
me diz você,
essa tontura
é amor
ou é o calor?

Alphaville

Falavam sobre Brasília na van enquanto eu morria de sono e observava as carcaças de concreto vazias pela janela.
Falavam que Brasília era uma cidade cruel.
Falavam que Brasilia era uma cidade que não era feita pra pessoas.
“Olha esse tanto de concreto, que horrível”

Enquanto isso, eu pensava em como estava arrependido de não ter ficado dormindo no hotel e em como acho Brasília bonita.

Um vasto vazio.
A paisagem construída.

“Brasília é uma cidade pra carros”

All the modern things
like cars and such
have always existed

“Brasília é uma cidade que não tem calçadas”
Brasília é uma cidade que a gente inventou e não dá conta da própria invenção.
Amo a ideia dessa cidade estranha, considerada cruel por alguns, que não tem calçada, que foi feita pra ser planejada e entendida e no fim ninguém entende. Um plano que não deu certo.

Um dia vou pedir pra Verô pra gente pensar em uma peça sobre Brasília.
Uma Alphaville, como Isaura S/A era uma Alphaville, mas sem água.
Um teatro que não é teatro sobre uma cidade que não é uma cidade.
Um teatro que nega sua teatralidade sobre uma cidade que renega habitantes.
Tudo que é árido causa estranhamento em seres que possuem 70% de água no corpo.

Terça-feira, BH. Sobreviverei a tantas cidades planejadas?

E o fim do post anterior é de verdade, tá?

Bia, bota mais água no feijão, bjs!