Na verdade foi a primeira vez

Foi a primeira vez que verbalizei,
como se fosse uma coisa que eu falasse o tempo todo,
mas de certa forma é um dos assuntos mais tabu do momento.
É como alguém falar mal da sua mãe, ou o seu namorado dizendo que “é, você está mesmo gordinho”, ou  fazer uma piada sobre Hitler em um cômodo cheio de judeus na Alemanha.
(certo, o último item é mais tabu ainda)
Continuei a dramaturgia do “conformado”
enquanto por dentro era tudo forrado de emplastros sabiás, fósforos se acendiam em uma velocidade vertiginosa bem rente à minha retina e um filhote de raposa afiava suas pequeninas garras no meu estômago cheio preparando-se para mordê-lo com seus maravilhosos e assustadores dentinhos.

Não tenho muita certeza de nada, não sei se a imagem dele (especificamente a de jaqueta preta) me dá aflição ou ânsia, se isso é bom ou ruim mas a verdade completamente admissível é que a imagem não passa incólume. Não fico indiferente, sem dúvida não fico e

bom, eu já acho que isso é bem significativo, desculpe-me pelo oversharing.

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Uma resposta para “Na verdade foi a primeira vez

  1. é bom revelar coisas que nem nossa língua conhece 🙂

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