Não conte para ninguém

Dois telefonemas nessa semana me fizeram virar de cabeça para baixo. Se me encontrar na rua e me ver completamente emburrado, não se iluda, não é pessoal – eu estou PENSANDO, e quando penso pareço emburrado.

Bom, eu posso contar sobre um dos telefonemas.
Mas como eu não gosto da linearidade na era do pós-dramático (sou very in, honey), vou de fragmento.

Eu e Verônica, uma garrafa de vinho, pães, patês e azeitonas.
– Eu preciso de um grupo técnico.
– A gente precisa… pendurar coisas! A gente precisa… que cada coisa pendurada tenha sua função!
Nada de intenções, a gente quer ações entre amigos.
– Eu quero… friccionar essa garrafa nessa bolsa para ver no que dá!
Para ver se… faz barulho. Simples.
Fricções.

Peça de Clarice Lispector? Eu só sei o que o figurino NÃO deve ser.
Fora saia, fora vestido, fora babadinho, fora estampa de bolinha.
EU QUERO CALÇA. Cruzes. Só vale ser mulherzinha se for intencional e existir ironia por trás.

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