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cenas da década passada e uma foto que comprei nessa década

(mas oh, por que eu estou voltando ao passado,
acho que é só saudade de ver alguém dormindo quando o dia está amanhecendo)

tinha muita raiva dela.
ela era grande, pesada, preta e obsoleta.
não a entendia muito bem,
e ele a entendia, porque na verdade não era questão de entender,
era brincadeira do acaso,
e naquela época eu não sabia muito bem brincar com o acaso,
eu sabia brincar de dublar uma música cafona ao lado de uma menina loira e grisalha.

aliás, isso eu sei até hoje.

hoje
(exatamente hoje)
eu sei que na verdade minha esperança era ser uma smith de um mapplethorpe
mas eu só chegava a no máximo uma fernanda abreu mal sucedida
e mapplethorpe
- que eu sempre falo mappletorphe não sei o porquê -
não era dos acasos,
pelo contrário.

e depois eu vi galinhas sendo criadas no quintal da frente daquele lugar outrora tão charmoso mesmo mofado,
tão charmoso misterioso,
tão estranhamente cruelmente próximo de alguns anos da minha vida e,
bem,
galinhas,
engordei,
quis ser hippie,
e depois mas antes disso eu mesmo quis ser mapplethorpe
e depois ele teve o seu mapplethorpe momentâneo
que estava mais pra goldin mas também já tinha um mapplethorpe dentro de si
e bem depois eu quis ser,
quase exatamente nessa ordem,
abreu (o escritor, não a cantora)
hilst
denser
hall
singer (o judeu, não a profissão)
- lispector não, nunca quis ser lispector, nunca tive alma de dona de casa -
masina (quis um pouco, não quis muito)

enfim quis ser muita coisa
até que lembrei que eu podia ser eu mesmo e a década acabou,
o grande dragão dourado não arrancou a cabeça de ninguém,
não morri de catapora morando sozinho,
não vi um ET,
viva drew barrymore
que viu o ET e hoje faz comédias românticas.

Fim da década passada.
Veja bem, esse texto não fala de amor, esse texto fala de arte.
Nessa década, comprei uma foto daquele lugar feita por Goldin,
ela tem um colchão e o sol bate no colchão.
Ninguém dorme no colchão.
Custou R$ 1.
Fim.

Obs.: vou escrever o nome do Ricardo aqui depois do fim porque caso contrário ele se sentiria muito triste se um texto meu sobre o sobrado não incluísse seu nome. Ricardo Domeneck. Pronto, agora inclui.

Pisca




Pisca

Originally uploaded by Djoh

Rick e eu

E então, quando eu tinha me esquecido que escrevia muito mais do que escrevo hoje

o Ricardo vem e me relembra tudo.
Cinco Minutos na Cama + Monstro no blog dele

Questionário Dourado com Ricardo Domeneck – DE BERLIM!

Era muito óbvio o fato de que Ricardo Domeneck merecia ter participado do Questionário Dourado faz tempo. Mas confesso que tinha medo de mandar o questionário pra ele por email e ele elocubrar demais. Rick é poeta, DJ e mora em Berlim. Um dos amigos que eu mais guardo no coração. E já dedicou um poema pra mim que eu considero uma das coisas mais lindas que já me escreveram – e me reconheço ao extremo, até demais, até temerosamente nos versos (tá aqui, é só procurar!). Eu vim pra cá a trabalho pelo Blog LP a convite da Adidas e, como fiquei mais dias, ele me recebeu – muito bem em sua casa. Aproveitei a minha visita à cidade agora pra fazer as perguntas ao vivo.

Portanto, com vocês, o primeiro

QUESTIONÁRIO DOURADO INTERNACIONAL COM RICARDO DOMENECK

1. Me conta uma coisa que você fazia há 5 anos e não faz mais.
Ir no Biu.

2. Me diz um filme que você gostaria de ter feito, e o porquê.
“A professora de piano”, pra poder convidar a Isabelle Huppert quando eu quisesse pra gente tomar champanhe e ver uns pornôs.


“Me dá essa taça logo, então”

3. Me diz uma coisa que você comprou e nunca usou. Por que você nunca usou?
Uma calça xadrez no Mercado Mundo Mix da qual eu me arrependi assim que pus os pés pra fora do galpão. Isso foi em 2001! Coloca que foi em 2001!

4. Qual é a fase da sua vida que você quer lembrar pra sempre?
Quando eu morava no Sobrado, com um bando de gente inteligente mas proletariado, escrevendo meu 1º livro e mais facilmente deslumbrado com as coisas.

5. Qual é a palavra que você está usando muito agora?
Banause” – que é uma expressão alemã pra cafona.

6. Me conta uma coisa muito exótica que você amava nos anos 90.
A tatuagem no braço esquerdo de Jon Bon Jovi – especialmente na perspectiva generosamente doada pelo vídeo “Keep the faith”.

7. Me fala o que te faz rir muito, e o porquê.
Qualquer tipo de humor autodepreciativo.

8. Que personagem de novela você gostaria de ser? Por quê?
Viúva Porcina, porque é o mais perto que o Brasil já chegou de Almodóvar.


Vamos pular a parte que a gente imagina o Rick de turbante e batom.

9. Me diz um defeito seu e um defeito meu.
Quando dois amigos meus que me tinham como elo passam a ter um relacionamento independente de mim, a minha primeira reação incontrolável é a ofensa. O seu: na 1ª semana de julho de 2001, eu costumava achar você um pouquinho judgementhal (a Carrie já disse isso pra Miranda).

10. Qual é a música mais linda que você já ouviu?
Vou dizer a 1ª que me veio na cabeça, sem pensar muito. “Rising”, da Lhasa de Sela.



VISITA O RICK!

Variações…

Antonio Variações, O corpo é que paga – dica de Ricardo Domeneck.

Clipe bizarro, música idem.

“Quando a cabeça não se liberta /
Das frustrações, inibições /
Toda essa forca que te aperta /
O corpo é que sofre /
As privações, mutilações”

Tá?
Antonio assumiu sua homossexualidade na década de 70 e se tornou uma estrela pop. Ele tinha um estilo bem extravagante – dá pra ver pelo bigode descolorido, né? Ele morreu em 1984, e provavelmente foi uma das primeiras personalidades portuguesas a morrer em decorrência da AIDS.

Curti o Antonio.

O fato da música dele se chamar O corpo é que paga e ele ser um homossexual que se assumiu na década de 70 e depois morreu de AIDS é sinistro. Credo. Mas eu curti o cara em si.

Questionário Dourado com Ivo

Estou muito chateado esses dias.

Quem me conhece sabe que eu não gosto nada quando meus amigos estão tristes. Fico mal, tomo as dores, compro as brigas e o escambau.

Nessa semana tem uma amiga minha muito triste.

***

Teve uma vez que a gente estava no sobrado (a república mais estranha, carismática e agitada que já passou pela minha vida) e alguém disse que tinha uma moradora nova lá. Aí não sei porque teve uma hora que todo mundo foi parar no quarto da moradora nova sendo que ela não tinha chegado da rua ainda!
Então a minha primeira imagem do Ivo Sangalo foi essa: um quarto com um colchão no chão cheio de bucetinhas desenhadas em papeizinhos espalhados por todo lugar. A segunda foi ela mesma, com uma tatuagem de Vinícius de Moraes, um óculos, um sotaque. Achava que Ivi era sapatão a 1ª vista, e depois fui entender que não, ela na verdade ama a mulher que ela mesma é e ama o que ela enxerga dela mesma em todas as outras mulheres.
Claro que o fato dela ter tentado agarrar Ricardo naquele mesmo dia na casa de Pablo me ajudou a enxergar que ela, afinal, era hétero.
E claro que o que me chocou foi descobrir, depois, que a Ivi era uma fotógrafa talentosíssima, sensível, com um discurso extremamente pessoal e autêntico. Podem falar o que quiser de Adelaide Ivánova: que ela às vezes é meio estúpida, que ela é cricri em algumas questões, que ela é obsessiva em outras.

Mas uma coisa é certa: a Ivi é uma das pessoas mais cheia de verdade que eu conheço na vida. E uma das pessoas que mais reflete sobre si mesma – e chega em conclusões realmente interessantes.

***


Justin, thanx for everything 1
(2006-2007), auto retrato de Adelaide Ivánova

Então esse é o Questionário Dourado com Adelaide Ivánova, a Ivi, que eu passei pra ela responder pra justamente ela fazer uma das coisas que a distrairiam nesse momento difícil: falar de si mesma.

1. Me conta uma coisa que você fazia há 5 anos e não faz mais.
eu trabalhava no jornal do commercio e escrevia as críticas dos filmes de comédia romântica que, naquela época, estreavam toda semana! que tempos, aqueles… eu também costumava ficar com meninos errados. ops! faço isso até hoje HA HA HA.

2. Me diz um filme que você gostaria de ter feito, e o porquê.
feito como atriz ou diretora? como diretora eu queria ter feito comer rezar e amar (QUE ESTREIA MÊS QUE VEM, É IVI PELADA NA RUA CHORANDO). como atriz, queria ter feito o papel de alicia silverstone nos clipes do aerosmith. não é filme, eu sei, mas deveria haha


Crazy.

3. Me diz uma coisa que você comprou e nunca usou. Por que você nunca usou?
comprei uns equipamentos para fotografar em estúdio, sendo que eu odeio fotografar em estúdio. foi o ápice da falta de autoconhecimento, tipo “vou comprar porque todo fotógrafo tem que ter”. isso é uma falácia, aliás.

4. Qual é a fase da sua vida que você quer lembrar pra sempre?
1998: carol e rachel, non-stop, silverchair, hole, nirvana e marilyn manson. e um menino loiro e lindo, arthur.

5. Qual é a palavra que você está usando muito agora?
tô usando uma frase que eu mesma criei, uma reinvenção da já datada “sun of a bitch” ahahha é “sun of a scheiße”, tipo “filho da merda” em inglês e alemão, quando eu falo isso aqui a alemoada cai de rir. aquele cara que morreu espalhou pra todos os amigos dele.

6. Me conta uma coisa muito exótica que você amava nos anos 90.
exótico pra mim é o fato de que eu nunca saí dos anos 90. tu sabe como eu tenho problemas em aceitar a realidade, mas acho que foi um momento histórico bem escolhido pra me refugiar.

7. Me fala o que te faz rir muito, e o porquê.
a última vez que eu ri até chorar foi o dia que aquele cara que morreu leu o textinho que tem no verso da credencial do spfw, em português com sotaque italiano. “êza credêncial”. eu adorava ele, foi muito triste que ele morreu.

8. Que personagem de novela você gostaria de ser? Por quê?
branca letícia, claro, por causa do nome. e é suzana vieira, né minha gente. ali sabe o que é perder a cabeça por um boy.


dê play e entenda a resposta.

9. Me diz um defeito seu e um defeito meu.
eu não consigo viver em sociedade mas não sei lidar com rejeição, é uma combinação patética. teu defeito é não ser hetero, magina, eu jana e antonia íamos ser a fim de tu!

10. Qual é a música mais linda que você já ouviu?
não sei essa resposta, mas quero dizer um momento perfeito com a música perfeito (sério, parecia um filme). quando fui para a espanha pela primeira vez, ano passado, assim que desci do ônibus começou a tocar “la isla bonita” na rodoviária. me senti super bem-vinda!

E visitem a Ivi. Talvez vocês chorem como eu chorei.


Foto de Adelaide Ivánova. Um beijo, Ivi.

Parabéns, Kate Bush

Eu gosto de gente com senso de humor. Kate com… Mr. Bean.
Essa é pra Ricardo Domeneck, que não é tão hype quanto imagina pois, acima de tudo, ainda usa Blogspot.

Beijos, Rick, feliz aniversário atrasado!

Saia da minha cabeça

“Because I don’t like women in skirts, and the best thing is to wear pantyhose or some pants under a short skirt, I think. Then you have the pants under the skirt and then you can pull the stockings up over the pants, underneath the skirt. And you can always take off the skirt and use it as a cape! So I think this is the best costume for today… I have to think these things up, you know?” – Edith Bouvier Beale Jr, mais conhecida como Little Edie

Daqui.

Edith Beale era prima de Jackie O (moda está nos genes). Ela faleceu em 2002. Ela adorava horóscopo: procurava homens de libra, mas parecia se interessar só por sagitarianos.

Marc Jacobs fez uma bolsa em sua homenagem, a Little Edie:
little-edie-marc-jacobs

Rufus Wainwright fez uma música chamada Grey Gardens, nome da casa onde Edith Bouvier Beale Jr e sua mãe, Edith Ewing Bouvier (chamada de Big Edie), viveram em East Hampton. Grey Gardens também é o nome de um documentário de 1975 sobre as duas – ela era uma mansão caindo aos pedaços, com ratos e etc.

Honey won’t you hold me tight
Get me through Grey Gardens tonight

Drew Barrymore faz Little Edie no filme Grey Gardens, que será lançado em 2009 (Jessica Lange faz a mãe):

Grey Gardens também tem um musical:

Uma música do musical – that’s revolutionary fashion, indeed!

Quem me apresentou Edith Bouvier Beale Jr foi Ricardo. Merci, amour, pelo presente de Natal.
Estou chocadíssimo com essas duas.


The Beales. Eu ainda vou ter uma banda com esse nome.

Expressões perdidas

Elas ficaram em algum lugar escondido do meu HD. Tami fez questão de desenterrar uma e, no embalo, comecei a lembrar de outras.

. Dinda, mano! (a que a Tami lembrou – sempre está ligado a “tô precisando de $” ou “quanto $!” ou “não vou porque tá faltando $”)
. Trapas (eu continuo usando de vez em quando – é difícil explicar o real significado, mas funciona mais ou menos como um substituto de “trash” um pouco mais leve, sendo que às vezes o “muito trapas” fica mais forte do que “muito trash”… não fez sentido, né?)
. Tô abusado (é tipo “tô enjoado”, “tô de saco cheio”. saiu do meu vocabulário no começo dos 2000. existe a variação “que abuso!” e “que abusivo!”)
. A-dorê! (essa a Talita inclusive desenterrou numa piada ontem sobre o show do DJ Yoda. inclusive uma piada muito sem graça: “o show foi uma lula – a-dorê!”. mas a história da expressão quando eu usava, acho, começou assim, com essa referência à lula mesmo – então, TRAPAS POR TRAPAS, é isso aí. “a-dorê!” é uma variação de “adoro!”, expressão bem bicha mesmo para demonstrar o quanto você gosta de alguma coisa e que caiu em desuso quando o “incrível!” pegou)
. Será? (eu adorava essa. as pessoas diziam algo bem absurdo, tipo “ah, cara, mas você pegaria aquele cara fácil!” e eu respondia: “será?” querendo dizer “NOT!”. cheguei a escrever “será?” na manga de uma camiseta de tanto que eu gostava)
. Sei. (o “sei” é mais ou menos da mesma família do “será?”. alguém dizia “cara, a Marta é uma safada porque traiu o Suplicy e ainda usa o nome dele, não vou votar nela por causa disso” e eu respondia “SEI”. que era algo do tipo “fala sério, filhinho, você é ridículo”. Acho que tem uma poesia do Ricardo, que eu me lembre de cabeça – o livro está na casa da minha mãe – que diz “eu digo sei até dizer chega”. é esse “sei”)
. Eu sei, inclusive lá em Valinhos [insira história bem bizarra aqui] (quando alguém diz algo bem bizarrinho, você completa com uma história muito mais bizarra que aconteceu em uma Valinhos  do mundo paralelo. vamos supor: alguém diz “nossa, cara, dizem que nunca nasceram tantos irmãos xipófagos quanto no ano de 2008″, e você comenta “ah, eu sei, mas lá em Valinhos dizem que existem três xipófagos para cada negro”. a história geralmente tende a aumentar se a pessoa entrar na dança e responder: “pois é, inclusive a filha da Dona Carmem da vendinha teve trigêmeos xipófagos e um deles hoje dizem que é ator em Bollywood, é o primeiro galã de Bollywood que veio de Valinhos se a gente não contar aquele que era transexual”)
. Risos (by Bruna Beber, pelo menos foi com ela que aprendi. veio do MSN, quando você escreve “risos” para dizer que está rindo. aí foi se desenvolvendo: começou com “aí eu fui na festa do meu ex-namorado. [pausa]risos”. desenvolveu-se para adjetivo: “aí eu fui numa festa risos lá na Vila Madalena”)
. Tem coisa que eu gosto, tem coisa que eu não gosto, depende da coisa (vem do filme Domésticas. é dita, normalmente, para justificar um gosto. como gosto não tem justificativa, a gente diz isso e pronto, acabou a discussão)
. Nunca fui tão humilhado em toda minha vida (pode ser usada quando um garçom não te atende direito, quando você tem que pagar caro numa balada, quando alguém aparece com uma roupa muito mais incrível que a sua etc.)
. Perdi minha inocência (ela surgiu quando um amigo meu – não vou citar nomes para não causar constrangimento – costumava nos levar de carro para ver os michês do Trianon. tinha um com a jeba toda para fora, que tinha um aspecto nojentusco. aí um dos presentes disse, se escondendo atrás da alça da bolsa que carregava: “perdi toda minha inocência”. pegou instantaneamente, sempre que alguém falava alguma coisa sexual cabeluda – não só literalmente, mas também literalmente)

Tem as que não caíram em desuso apesar de um pouco antigas.
. Sou uma palmeira ao sabor do vento. (você fala essa esticando os braços para cima e mexendo-os levemente, ao sabor do vento. ela é dita para deixar claro o quanto a pessoa que acabou de falar o constrangeu, ou o quanto o assunto é constrangedor, tanto faz. tipo “ai, gente, mas sei lá, eu já fiquei com um anão e ele tinha pau grande, que que tem?”. bom, “eu sou uma palmeira ao sabor do vento”. ou “cara, será que a fulana voltou com a beltrana? tá todo mundo achando isso”. bom, eu definitivamente “sou uma palmeira ao sabor do vento”)
. Bacana, bacana. (essa é ótima, prima da “sou uma palmeira ao sabor do vento”. alguém fala alguma coisa bem nada a ver e você diz “bacana, [pausa] bacana…”, como se fosse realmente bacana. exemplo: “eu adorei o último filme iraniano daquela seção do corujão”. “ah, é? bacana, bacana…”. Pode ser facilmente substituído por “legal, legal”) 

As novas também são bacanas:

. A vida segue. (auto-explicativa, certo? geralmente é usada quando alguém acaba de contar um caso bem cabeludo. essa eu aprendi com a Mari TV)
. Entendi. (eu falo muito essa, geralmente para mostrar que eu não sei o que dizer e que talvez seja melhor mudar de assunto porque talvez eu não esteja interessado. Exemplo: “O show do Gogol Bordello foi curto!” e eu respondo “Entendi”. Viu? Não faz o menor sentido, e a pessoa percebe que eu não estou escutando)
. Dicas. Coisinhas. (vem do Terça Insana, o Alexandre diz muito e eu peguei. surge naturalmente e sem motivo. “fui falar umas coisas para ele. dicas. coisinhas”)

Devo ter esquecido de milhares de outras, alguém se lembra?

Hot or not?


Marc Jacobs, flagrado na rua.

Não sei. Acho fofo porque é Marc Jacobs, obviamente. Mas me lembra começo dos 2000 na Lôca, o que pode não ser tão legal. E me lembra um aniversário meu no Nanquim (alguém mais lembra?!), em que eu, Ricardo Domeneck e Roberto Borges fomos… de kilt. O meu era prata, se não me engano. HAHA

Estou preparado para usar um kilt PRATA de novo?!