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+ sobre Tiê e Tulipa: relações amorosas

Tinha comentado no post sobre o disco novo da Tiê que é ótimo ela e a Tulipa Ruiz estarem cantando sobre coisas com as quais nos identificamos. Tipo relacionamentos, mesmo, modelos de relacionamentos no geral, que não são necessariamente do tipo crime passional ou dor de corno. Decidi me aprofundar um pouco mais.

Bom, começa que elas são da mesma turma, né? E eu acho essa atitude tranquila delas – me parece – diante da música, mais moderna por ser menos engatada com modelos tão antigos, muito gostosa e empolgante, com cara de realmente nova. Talvez os modelos delas sejam tão antigos quanto o das outras, mas são menos manjados, é um “quê” de misturas ousadas (no caso de Tulipa), de agridoçurice (no caso de Tiê) que funcionam.
Parágrafo polêmico: é por esses motivos e também por cantar com coisas do universo de hoje que eu também curto a Mallu Magalhães. Pronto, falei.

Mas o caso é que ficar cantando que é doce morrer no mar e que com açúcar com afeto você fez meu doce predileto chega a ser esquisito. Não faz sentido em 2010.

E um dos exemplos que eu ia dar de coisa legal é… Às vezes, do disco da Tulipa, que foi feita há 20 anos!! Engraçado. Foi essa uma das músicas que mais me chamou atenção como sendo muito de “hoje”, só que é de duas décadas atrás. E a música é do Luiz Chagas, o pai dela, que era guitarrista da Isca de Polícia, que era a banda de Itamar Assumpção… Enfim, uma coisa liga a outra.
“Às vezes até pego uma estrada / e a cada Belo Horizonte diviso seu rosto” – é muito bonito, né?

O disco da Tulipa, que chama Efêmera, é uma surpresona, ele é filho da vanguarda paulistana, neto da tropicália, primo do brega, sobrinho-neto dos Mutantes, também é primo do pop dos anos 80, tudo misteriosamente caindo bem. Efêmera, a música-título, pra mim é Tetê Espíndola anos 2010 reloaded, uma delícia!
Sushi também é outro exemplo de que os relacionamentos são mais complexos do que “eu te amo – eu te odeio”. Ó:

Bom, e o disco da Tiê?
A primeira música, que é a Assinado eu, já é toda ao contrário do que você esperaria, é um mea culpa de uma mulher que foi meio uó com alguém, dispensou-fugiu e agora pede desculpas. Mas não é porque ela quer alguma coisa agora, é só um pedido de desculpas mesmo! Não é genial? E é superdelicada, tipo, se eu recebesse esse pedido de desculpas eu até perdoava. E aí segue por outras coisas mezzo bitter mezzo sweet, com um jeito de compor muito livre, com uma métrica diríamos assimétrica, sem se prender à contagem de sílabas, mas mesmo assim harmônica – o caso de 5 andar expressa bem isso.

E ouve Chá verde também, é uma das mais fofas do disco!

Um plus pro fashionista: a capa do disco e o encarte é ilustrado pela Rita Wainer, que fofooo!!!

Ou seja, compre os dois. E compra o da Mallu também, vai!

Coisinhas

Não sei, decididamente.
A vida tem sido muito engraçada e manhosa.

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Comprei 4 discos.
O novo da Mallu Magalhães, porque eu sou fã e não queria ter só em MP3.
(e eu realmente gosto muito desse CD, acho que é tão de coração… meu lado hippie suspira)
O da Tiê, que eu ainda não ouvi direito – se eu gostar falo mais dele aqui.
O da Fernanda Takai ao vivo, que é MUITO bom – e particularmente acho melhor que o de estúdio, só com músicas do repertório da Nara Leão. A música do Frank Jorge, por exemplo (Você já me esqueceu é o nome), acho até que ultrapassa o Robertão dos anos 70, é puro Odair José, música de corno maravilhosa. Ben é uma fofura. 5 discos, da própria Fernanda com o John, é outra meio de corninho e bem fofa, bem pseudo intelectual apaixonado (então talvez eu tenha me reconhecido): “Li duzentos livros / cinco discos escutei / consultei mil dicionários / pra saber onde eu errei” – óun.

E falando em Robertão, o quarto disco é o de Roberto Carlos de 1977, um dos meus favoritos dele. Falando sério, Cavalgada, Ternura, Outra vez… SÓ CRÁSSICOS.

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Assisti Toy Story 3 e chorei. Nem sei o porquê. A minha prima tinha um bebê de brinquedo igualzinho o bebezão. Será que é isso?
E qual será o significado dessa história?
Desapegar para crescer? O ceder pode ser bonito?
No mundo do desenho 3D as coisas podem ser bem bonitas, mesmo.

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Domingo.
- E o marido dela, tá bem?
- Ah… meio acabado.
- Acabado? Mas ele não faz esportes e tudo?
- Pois é, faz muito esporte! Tá acabadíssimo. Vive cansado.
- Tá acabado de tanto fazer esporte?
- É, sabe, ele não faz esporte por hobby, tipo de vez em quando. Ele só faz isso o tempo todo!

***

De comissário e de louco, todo mundo tem um pouco.
- Ah, então você é que nem eu, que tenho que fingir simpatia o tempo todo no trabalho mas no fundo tô achando tudo chato?
No trabalho eu não finjo, mas em outros lugares… Vixe.

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Adorei tocar domingo na Chanchada! Toquei um remix de Coração. Tô muito viciado nessa música, preciso ouvi-la uma vez por dia, pelo menos, senão meu coração não fica tranquilo.

Não adianta, eles se amam

Faz um tempinho, isso. Fim de semana… retrasado, será? Bom, tava eu no Pão de Açúcar da Teodoro e aí a Verô e a Renata olharam e falaram “OLHA!” – e aí eu olhei.
Era um casal dançando como Ginger e Fred.
Tipo, ele estava girando-a.
Não tinha música apropriada pra isso.
Eles sorriam.
Eram Mallu Magalhães e Marcelo Camelo.

Eles se amam, eles se amam, eles se amam e isso é fofo. Achei tão fofo que quase chorei.

É sério, foi muito fofo mesmo.
E aí fiquei com vontade de ouvir o CD novo da Mallu Magalhães, e é isso que vou fazer agora.

Quê?

Revolucionária Aos 16 anos.

Seja lá o que a Bravo pretende, isso não é legal.
Queria lembrar que a Mallu Magalhães ainda não lançou um disco, minha gente. A gente não sabe se ela é uma artista de sucesso ou não. A gente não sabe se ela revolucionou a indústria fonográfica ou não.
A gente não sabe de nada – e nem a coitada da Mallu Magalhães sabe.

Mais uma vez, a crítica mostra que não presta pra nada

Eu não gostei muito do último disco dos Loser-manos.
Aliás, não gostei nada: não sinto a mínima vontade de ouvir, apesar dele estar ali, na minha estante (comprei numa promoção do Neto Discos, só para constar, se me desse vontade eu ouvia).
Geralmente eu tenho vontade de ouvir o Bloco do eu sozinho, e se ainda existir paciência eu ouço o Ventura em seguida.

O disco do Marcelo Camelo saiu na web, acho que todo mundo sabe da história, saiu só dez músicas de catorze etc. (para quem quer baixar, tem aqui, foi onde eu baixei). Vi as críticas, que não me disseram nada. Ou elas se preocupavam em dizer o quão parecido com Los Hermanos as músicas soavam, ou se preocupavam em dizer o quanto de mudança em referência ao Los Hermanos o trabalho tinha.

Aí eu já identifico uma certa pobreza na crítica musical, porque todos partem de uma mesma premissa para os seus textos. Criatividade zero, pessoal.

Bom, eu não gostei do último disco da banda, nenhuma crítica me emocionou a ponto de me deixar com vontade de ouvir – li algo como “é melhor que o último da banda” mas isso não diz muita coisa, certo?

Ouvi uma música, Doce solidão, porque gostei do título e decidi que ia baixar uma das músicas só para dar uma checada, sei lá, por desencargo de quem gostou muito de algumas coisas feitas no passado e “vai que eu gosto dessa”.
Adorei Doce solidão. É gostosa, é para ouvir de domingo de manhã, tem um vocal elaborado que é bom de imitar, uma melodia chicletinho.
Alguém tinha me avisado disso – leia-se OS CRÍTICOS? Não.

Aí pensei “deve ser um acidente, ninguém me avisou isso, não deve ser tão bom assim”. Claro, essa música não é parecida com as coisas dos Loser-manos, então a crítica se limitou a dizer isso ou a dizer, sei lá, que tinha suíngue, qualquer merda dessas que não te acrescentam – porque até aí É o Tchan tinha suíngue.

Bom, decidi baixar Janta, porque tenho birra da Mallu Magalhães – aliás, por que dois “eles”? Alguém pode me explicar? Ela chama Maria de Llourdes?! Enfim, baixei Janta, pensei “já que tenho birra da garota, é bem capaz que eu não goste dessa música e pronto, não baixo mais nada, esqueço o assunto”. Tipo prova de fogo.
Resultado: Janta é um dueto delicioso, que me convenceu que a Mallu Magalhães pode ser mais do que uma menininha fofinha. Senti um tom QUASE sexy na voz dela – não sexy de vulgar, mas sexy de pessoa que tem vida sexual embutida na sua vida amorosa, só isso. Será que é crime falar isso de uma voz de 16 anos?
Além disso, é um tipo de dueto que repagina duetos clássicos da MPB, como Regra três, Sem fantasia etc. que o homem e a mulher cantam separado e depois cantam juntos com a melodia encaixando – acho lindo, o resultado sempre me surpreende apesar da idéia já ser quase um clichê.
Mas alguém tinha me avisado essas coisas? Acho que as pessoas tavam mais preocupadas em babar em cima da Mallu Magalhães do que explicar o “além dela”.

Resultado: baixei todo o disco (as dez faixas) e gostei. Era capaz de eu não ouvir nada, se dependesse dos críticos. Qual a função desses caras, afinal? O que mais me incomoda, no entanto, é que me parece que eles fazem as críticas sem conversar com os músicos antes. Acho isso bizarro. Como se ele fosse o onisciente ser que percebe todas as referências, todas as idéias. Não custa perguntar o que a pessoa estava ouvindo, qual era o objetivo dela com o disco, quem ela pensa que pode gostar e esse tipo de coisa, né? A partir daí, olha que ótimo, você pode não precisar fazer a comparação entre o disco anterior que todo mundo já faz.

E pode, de repente, conseguir me avisar que um disco é bacana e me contar o porquê de eu dever ouvi-lo ao invés de punhetar teorias e não chegar a lugar nenhum. Que tal?

Capa do disco de Marcelo Camelo, Sou, do Let It Blog
Capa do disco de Marcelo Camelo, Sou, do Let It Blog

Obs.: A capa do Sou eu acho bem pedante, meio Arnaldo Antunes. Eu olho para ela e ela sussurra: “ó que sacadinha?”
Obs. 2: Deu para reparar que eu tanto não curto o quarto disco da banda que eu sempre esqueço que o nome dele é Quatro e preciso conferir no Google? Fico me referindo a ele como “o último disco”, “o quarto disco”. HAHAHA

Mas afinal, Marcelo Camelo…

1) O que leva uma pessoa a lançar dez das 14 músicas do seu próximo disco gratuitamente pela internet? Ou você lança duas, para dar um GOSTINHO, ou você lança 14. Dez de 14 é tipo brochar quase gozando.

2) PEGADINHA: o primeiro single está entre as dez músicas que serão lançadas pela internet gratuitamente? Ou eu vou ter que comprar esse seu CD mesmo?

3) Você prefere a Mallu ou a Sandy? OK, essa é difícil, não precisa responder.

Saiba mais sobre o disco do ex-Loser-manos no blog do Matias.