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Niemeyer, eu continuo te amando

Museu de Arte de Pampulha.
Sinceramente, achei a arquitetura do museu em si bem mais interessante do que a exposição em cartaz – DESCULPAÍ ARTISTAS.
Muito bonito, num lugar lindo – lá atrás dá pra sentar na graminha e ver o lago Paranoá, quer dizer, a lagoa da Pampulha. A Casa de Baile fica bem de frente, do outro lado da água. A vista é chapante, e várias noivas estavam por lá para tirar fotos – SÉRIO. AS NOIVAS VÃO NO MUSEU PARA TIRAR FOTO DE VESTIDÃO, VÉU E TUDO O MAIS.
O mais engraçado foi ver… UMA FAMÍLIA DE CAPIVARAS SURGIR DO NADA. Imagina, você tá por ali passeando, discutindo ARTE, e de repente surge umas quatro capivaras, andando animadamente do seu lado. Você, que nunca viu uma capivara (eu nunca tinha visto), saiba: elas são grandes. Maiores que muito pastor alemão por aí.

O mais legal do museu, eu achei, é o Auditório, que fica rodeado por umas “tábuas acolchoadas”, várias, tipo uns biombos… como você vê, eu daria um péssimo jornalista de arquitetura. O fato é que o Auditório tem uma das sacadas do Niemeyer: se você está no meio, onde tem uma pistinha redonda, o teto em cima é tipo abóbada. Bate palma para você ver – o som ecoa por todo o canto. Tipo eco MESMO, não aquele eco que a gente está acostumado. Fica ecoando, como se você falasse “ECO” e ouvisse “ECO-ECO-ECO-eco-eco…”.

Tudo isso para dizer que, Nini… morre não, a gente ainda precisa de você por mais cem anos.