Caminho Dourado

Entradas categorizadas em ‘amor’

Triste

Novembro 16, 2009 · 2 Comentários

Porque fazia tempo que eu não passava pela estação Ana Rosa.
Porque faz tempo várias coisas.
Porque o fim de semana acabou.
Porque a cama está toda desarrumada
e o deslocamento de corpos
não necessariamente acontece
com a mesma velocidade e na mesma direção
que o deslocamento das almas.

Porque eu não posso ter gatos,
eu espirro.
Não posso fumar maconha,
dá pânico.
Não tem Hilda Hilst,
Ana Cristina César
ou Nylon Japão que conforte.

Não tenho uma conta bancária infinita
e queria viajar todos os dias.

Porque o mundo fica
infinitamente
mais imbecil sem ele ao lado.

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Pé do ouvido

Novembro 15, 2009 · 1 Comentário

A orelha dele era tão pequena
que eu podia levá-la no bolso
e todo dia às 17h
sussurrar pra dentro dela
“te adoro”
“saudade”
“se você não chegar logo
eu desmaio”

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#dykefeelings

Novembro 9, 2009 · Deixe um comentário

Não precisa dizer o mesmo não!

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we are not pure

Novembro 7, 2009 · Deixe um comentário

my love’s like cathedral bells

(isso é que é um paletó do namorado, o resto é bobagem)

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Da aridez

Novembro 4, 2009 · 1 Comentário

Da aridez se fez um temporal.
Vi pingos grossos de chuva
de dentro do McDonald’s,
o parquinho do Ronald vazio -
nenhuma criança brincava -
mas eu não estava triste.
Só estava fora do eixo.
Só estava por fora.
Só estava.

Sinto tontura na cadeira do hotel.
Toda vez que sento, batata.
Batata é do grupo que Antonia chama
de calorias vazias.
Devem ser evitadas.

Evito? Corro?
De encontro com
ou ao encontro de?
De encontrão,
de esbarrão -
me diz você,
essa tontura
é amor
ou é o calor?

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Sean, eu caso com você

Agosto 31, 2009 · 2 Comentários

Ou com a sua mãe.

sean-lennon-yoko-ono

Meu sonho era ser o Sean Lennon, infelizmente não deu. Mas eu continuo tentando.
Foto da abertura da Opening Ceremony em Tóquio. Sean, Yoko e o Humberto Leon, do WWD.

Contei que acabei de ler a biografia do John Lennon? Comecei a dos Beatles, pra ter overdose.

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ALGUÉM LIGA POR FAVOR

Agosto 12, 2009 · 3 Comentários

PRA ESSE TELEFONE QUE APARECE
FAZ UM SHOW COM ESSA MULHER
POR FAVOR
TÔ PEDINDO
CHAMA ELA PRO SPEED DATE, PORRA


A ESPERANÇA É UM PATRIMÔNIO INERENTE!

AAAAAH! EU AMO ESSA MULHEEER!
Pra mim ela e Helena Ignez é tipo a mesma coisa de tanto amor que eu sinto pelas duas!

A minha preferida:

E pra fechar…

Ela é drama, não é?! Amo. Amo. Amo.

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Um amor muito responsável

Agosto 11, 2009 · Deixe um comentário

Minha irmã me mandou, se perguntando se essa descrição se encaixaria com a minha pessoa.

É o amor exigente, consigo mesmo ou com o outro.

É a concepção do amor como algo que deve ser merecido e para o qual existem pré-requisitos sem os quais é impossível amar ou ser amado.

Não se acredita no amor como um sentimento gratuito que ocorre sem explicação razoável ou sem um motivo específico, obedecendo apenas a lógica do “coração”. Ao contrário, o amor possui regras, padrões, conceitos. É uma estrada de mão dupla onde as exigências podem recair tanto sobre o próprio indivíduo quanto sobre o parceiro(a).

Nesta sentido, o amor é um agente de insegurança que coloca em evidência as falhas e incapacidades daquele que não possua os atributos necessários.

Passa a ser uma vivência desconfortável que nos coloca diante das nossas faltas e nos faz reviver experiências de desafeto e inadequação.

Esta concepção muitas vezes leva o indivíduo a sentir-se incapaz de manter o amor de alguém (uma vez que não possui os encantos necessários) e a aceitar, por assim dizer, “o que aparecer” vivendo relacionamentos frustrantes que somente reforçam sua baixa auto-estima. Ou, ao contrário, excede-se em escolhas e pré-requisitos que normalmente o levam a se afastar da vida afetiva ou a passar muito tempo sem se relacionar afetivamente.

É uma concepção de amor racional, pragmático que não abre espaço para as fantasias e ilusões típicas dos apaixonados.

É o amor compromisso, que espera construir algo concreto em um relacionamento. É o amor responsável, que suporta os deveres e obrigações, consciente dos limites e tolerante com os problemas e momentos de desprazer de uma relação.

E aí, Q Q 6 ÄCHÃO?

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Eu já disse isso?

Agosto 9, 2009 · 1 Comentário

Ana Laura AKA DJ Mulher AKA ruivita é uma videoartista foda.

Vincentinha Galla.

Pede pra ela uma versão CORTE DO DIRETOR da nouvelle vague que a gente fez um dia. SÉRIO. Por favor.

So nice.

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Kate Bush day

Julho 30, 2009 · 3 Comentários

Oh, come on, you’ve got to use your flow
You know what it’s like, and
you know you want to go.
Don’t drive too slowly.
Don’t put your blues where
your shoes should be.

Don’t put your foot on the heartbrake.

Porque, afinal, a conversa tão necessária de ontem me ensinou várias coisas sobre mim.
E eu queria dançar que nem Kate Bush numa festa.

She’s unique, she’s incredible, she’s charming

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