Arquivo do mês: maio 2010

Tá com medo?

a taxista deixou eu fumar no táxi.
A taxista deixou eu…

tá com medo?
todo mundo caga igual
tá com medo?
TODO MUNDO
(GRAÇAS A)
CAGA IGUAL

vc caga.
todo mundo caga igual
vc caga

se acha o quê?

previsível?
honesto?
bom?
pouco afável?
legal?

TODO MUNDO CAGA IGUAL.
O cocô ainda vai revelar a igualdade do mundo.
Cuidado…
você pode ser indiferente mas tem que aceitar que…

quadrilzinho!!!

AH!

WE’VE BEEN THERE WE’VE SEEN THAT

“Você não me conhece? Então, continuo a mesma!” – Maria Antonia disse, e era como se ela estivesse dizendo algo que eu mesmo deveria dizer.

NO SURPRISES.

a falta de auto-estima me leva a falar coisas terríveis

a falta de sono também.

BOM DIA!

berziníguia

O que eu sinto não dá pra falar direito. Não é exagero. Porque é só meu. Não sei dizer o que é nas palavras que já existem porque é outra coisa, que estou sentindo pela primeira vez e que ninguém nunca sentiu antes.

Cada coisa que cada um sente é a primeira vez que aparece.

Posso dizer que não é tristeza. Não é raiva. Não é felicidade, nem alívio. Tem um pouco de melancolia, talvez, e uma pitada de tédio. Lá dentro existem grandes espaços vazios, cansaços e um sentimento alerta, que não é um grito, mas uma sobrancelha levemente levantada e um olhar um pouco arregalado.

Berziníguia.

Tô sentindo berziníguia. Não sabia que palavra usar, então inventei uma.

Mas amanhã já vai ser outra coisa, e vou ter que inventar outro nome. Berziníguia nasceu hoje e morre hoje.

Aceita vinho tinto?

then let’s keep dancing

And when I didn’t
I said to myself
“Is that all there is to love?”

Bete, você ficou famosa…

*

E agora?

Uma homenagem a Roberto Borges.

VAMO FICAR ATENTO NA ONDA (risos).
P.s.: Viu o elenco? MARIA ZILDA.

Mais um dia no Rio por causa de uma peça

“Do fundo do lago escuro” está em cartaz em um dos teatros do Shopping da Gávea, o Teatro das Artes, numa temporada de horários peculiares: segunda a quinta-feira. Acho bem legal o teatro no Rio em geral, parece mais cheio. Imagine que ontem, segunda, a sala, se não estava lotada, tinha um bom público.

E “Do fundo” é uma peça de Domingos de Oliveira que já foi montada antes mas pela primeira vez ele dirige e faz um dos papéis. Esse post é só pra avisar que a peça é muito legal e que, apesar de ser R$ 50, quem tem pré-pago do metrô paga meia (ou seja, não pague de idiota e compre um pré-pago do metrô por R$ 10 – o mínimo – e dará, no fim, R$ 35). Sou suspeito porque adoro Domingos Oliveira e tudo que vem dele (nem tudo, a Maria Mariana é meio chata), e essa peça é meio sentimental do tipo nostálgica, ele deu um tom meio comédia… Em suma: divertimento bacana pra um dia de semana sem graça.

E agora tchau que eu vou me despedir do mar.

Vai ficar tudo bem

Viajo porque preciso

não volto.

***

Tipicamente paulistano
Tentando passar em vão pelos cariocas
Agindo como se estivesse na Teodoro
em plena Visconde de Pirajá.
E pressa de quê?
Correr pra onde?

Agradeço por me fazer andar devagar
à força
e a calçada é larga
o coração é grande
as histórias são mais longas,
mais complicadas,
as linhas são tênues
as realidades são multifacetadas

***

e os tetos, alguns,
são de vidro.

Why don’t you
leva uma vida que te faça encostar a cabeça no travesseiro com tranquilidade
as Mrs. Vreeland would say to someone like you?

***

Gordon Matta-Clark é tudo. Fui na exposição no Paço Imperial (a que estava no MAM em SP). Muito doido. Acho muito legal essas apropriações de espaços e essas pirações com arquitetura, mas minha obra preferida é Fresh Air, a performance com o carrinho com oxigênio nas ruas de NY. É o tipo de performance que eu gosto, que desperta reflexão e ao mesmo tempo tem um traço de ironia.

***

Viajo porque preciso, volto porque te amo é um filme pra ser visto em um momento específico da sua vida. O meu era agora. E o seu?