De estresse, por exemplo, em um minutinho.
poft!
De estresse, por exemplo, em um minutinho.
poft!
Publicado em eu eu eu
Um dos disquinhos preferidos da minha infância, herdado das minhas irmãs – era seu ou da Nena, Ana?
Heidi era orfã, sofria pra cacete mas era fofa, não era?!
That’s why I’m following you…
Uma das minhas músicas preferidas do mundo.
Não precisa dizer o mesmo não!
my love’s like cathedral bells
(isso é que é um paletó do namorado, o resto é bobagem)
Com a tag Everything but the girl, paletó do namorado, vídeo, When all's well
Da aridez se fez um temporal.
Vi pingos grossos de chuva
de dentro do McDonald’s,
o parquinho do Ronald vazio -
nenhuma criança brincava -
mas eu não estava triste.
Só estava fora do eixo.
Só estava por fora.
Só estava.
Sinto tontura na cadeira do hotel.
Toda vez que sento, batata.
Batata é do grupo que Antonia chama
de calorias vazias.
Devem ser evitadas.
Evito? Corro?
De encontro com
ou ao encontro de?
De encontrão,
de esbarrão -
me diz você,
essa tontura
é amor
ou é o calor?
Publicado em amor, belo horizonte, brasília, poesia
Com a tag Antonia Petta, batata, caloria vazia, McDonald's
Falavam sobre Brasília na van enquanto eu morria de sono e observava as carcaças de concreto vazias pela janela.
Falavam que Brasília era uma cidade cruel.
Falavam que Brasilia era uma cidade que não era feita pra pessoas.
“Olha esse tanto de concreto, que horrível”
Enquanto isso, eu pensava em como estava arrependido de não ter ficado dormindo no hotel e em como acho Brasília bonita.
Um vasto vazio.
A paisagem construída.
“Brasília é uma cidade pra carros”
All the modern things
like cars and such
have always existed
“Brasília é uma cidade que não tem calçadas”
Brasília é uma cidade que a gente inventou e não dá conta da própria invenção.
Amo a ideia dessa cidade estranha, considerada cruel por alguns, que não tem calçada, que foi feita pra ser planejada e entendida e no fim ninguém entende. Um plano que não deu certo.
Um dia vou pedir pra Verô pra gente pensar em uma peça sobre Brasília.
Uma Alphaville, como Isaura S/A era uma Alphaville, mas sem água.
Um teatro que não é teatro sobre uma cidade que não é uma cidade.
Um teatro que nega sua teatralidade sobre uma cidade que renega habitantes.
Tudo que é árido causa estranhamento em seres que possuem 70% de água no corpo.
Terça-feira, BH. Sobreviverei a tantas cidades planejadas?
Publicado em brasília, conjecturas, teatro
Com a tag Alphaville, Björk, Isaura S/A, Jean Luc Godard, The modern things, Verônica Veloso