Minha irmã me mandou, se perguntando se essa descrição se encaixaria com a minha pessoa.
É o amor exigente, consigo mesmo ou com o outro.
É a concepção do amor como algo que deve ser merecido e para o qual existem pré-requisitos sem os quais é impossível amar ou ser amado.
Não se acredita no amor como um sentimento gratuito que ocorre sem explicação razoável ou sem um motivo específico, obedecendo apenas a lógica do “coração”. Ao contrário, o amor possui regras, padrões, conceitos. É uma estrada de mão dupla onde as exigências podem recair tanto sobre o próprio indivíduo quanto sobre o parceiro(a).
Nesta sentido, o amor é um agente de insegurança que coloca em evidência as falhas e incapacidades daquele que não possua os atributos necessários.
Passa a ser uma vivência desconfortável que nos coloca diante das nossas faltas e nos faz reviver experiências de desafeto e inadequação.
Esta concepção muitas vezes leva o indivíduo a sentir-se incapaz de manter o amor de alguém (uma vez que não possui os encantos necessários) e a aceitar, por assim dizer, “o que aparecer” vivendo relacionamentos frustrantes que somente reforçam sua baixa auto-estima. Ou, ao contrário, excede-se em escolhas e pré-requisitos que normalmente o levam a se afastar da vida afetiva ou a passar muito tempo sem se relacionar afetivamente.
É uma concepção de amor racional, pragmático que não abre espaço para as fantasias e ilusões típicas dos apaixonados.
É o amor compromisso, que espera construir algo concreto em um relacionamento. É o amor responsável, que suporta os deveres e obrigações, consciente dos limites e tolerante com os problemas e momentos de desprazer de uma relação.
E aí, Q Q 6 ÄCHÃO?




