Não sei se posso considerar Jeans Blues: No Future um filme de pink violence. Ele não possui muitas cenas de nudez e sexo (elas estão acumuladas no começo e no meio, não espere nada delas), e a personagem principal divide o seu posto com um homem, que na minha opinião divide o posto de protagonista com ela. Apesar disso, ele tem uma das maiores atrizes do gênero, Meiko Kaji, e a quantidade de sangue é bem da razoável.
História: Hijiriko (Meiko Kaji) trabalha num bar meio clandestino onde acontecem orgias. Ela não curte muito essa história, e foge com a grana do bar. No caminho, encontra Jiro (Tsunehiko Watase), que acabou de fugir de uma gangue da qual participava – eles mataram um cara por dinheiro e não queriam dividir com o pobrezinho. Jiro, espertinho, além de fugir LEVOU A GRANA! Mas é por uma boa causa: ele quer dar esse dinheiro para sua irmã mais nova, Yuriko, que mandou uma carta dizendo que estava precisando muito da grana. Hijiriko decide ir com ele, já que não tem mais nada pra fazer mesmo (pois é, ela é o cúmulo do blasé). Aí o filme assume um ar road movie, com a gangue perseguindo Jiro e eles fugindo e passando por percalços.
A fodona: Meiko Kaji está impecável, fantástica. Silenciosa e misteriosa na medida certa, fumando um cigarro, simboliza uma juventude que não sente mais, que está apática. Durona, fiquei mais impressionado com a interpretação desse filme do que Female Prisoner Scorpion!
O rapaz: Jiro é fofo! Ele não parece muito bonito no começo, mas é bem carismático. E ele é o empolgadão da dupla – para dar um exemplo, ele descobre que o cara que atropelou não morreu pelo jornal e comemora dando soquinhos no ar, todo animado. Hijiriko apenas sorri, de leve. Mas como ele quer ajudar a irmã e tal, acaba te conquistando mesmo tendo tudo para passar por bobalhão.
O vilão: O chefe da gangue é bem tosco. Não mete medo nenhum. O grupo dos vilões, aliás, está mais para Os Trapalhões, com direito a um gago e uma mulher de malandro feia!
Frases babacas: I can’t sleep without a woman after killing somebody. Dãr. Mas acho que a coisa mais trash é a cena em que Jiro e Hijiriko finalmente fazendo nheconheco e uma GALINHA assiste. Sério. Uma galinha fica assistindo.
Cena bonita: Mais pelo impacto, gosto da cena final, com Hijiriko pirando de espingarda na mão, tudo pegando fogo, meio mulher-louca-sofrendo-de-amor.
Figurino: Hijiriko começa de blusa verde compridinha com cintinho por cima marcando a cintura mais calça comprida, claro, as usual. Depois ela e Jiro mudam de roupa: a fofa arrasa num conjunto de calça e colete de couro preto (ui!) mais blusa preta de manga comprida, e joga um trench off-white por cima (às vezes ela também usa um chapéu do mesmo off-white). Jiro compra um terno de três peças xadrez, mais um bonezinho de vovô e gravata colorida listrada. Fica supermodernete.
Sangue: Opa, se é isso que você quer… tem muito. No fim, então, tem demais da conta!
Saldo final: Tem filmes de pink violence bem mais divertidos. Jeans blues é mais profundo, sabe?






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