Caminho Dourado

Nós amamos… Meiko Kaji

Junho 30, 2008 · 3 Comentários

Ela já foi musa do mês no meu coração e ocupa o lugar novamente, já que eu viciei em Pink Violence de novo. Meiko é foda. Esse artigo aqui, em inglês, é bem interessante – apesar de ter alguns errinhos. Meiko participa de outros filmes da série Stray Cat Rock, por exemplo: eu mesmo estou assistindo a um que não está listado no artigo e que é com ela.

O artigo é bacana porque reflete sobre a persona Meiko Kaji. O fato, por exemplo, de seus personagens em sua grande maioria não terem muitas falas! Foi ela mesma quem pediu para que sua personagem em Female Prisoner Scorpion fosse quietinha, porque no roteiro original ela falava muito palavrão. A partir daí, criou sem querer um mistério todo ao redor da personagem e de si própria – em Lady Snowblood, seu outro filme que fez bastante sucesso na seqüência, sua personagem também é bem silenciosa.

O que os sites dizem: Meiko na verdade chama Masako Ota (vamos combinar que esse nome é bem mais fraquinho, mesmo). Ou seja, ela é quase minha parente, já que minha família é Oda Wakabara. Mentira, gente, Oda é tipo Silva, e Ota também deve ser.

Diz que Meiko já tinha trabalhado numa caralhada de filmes mas não rolou de ALCANÇAR O ESTRELATO. Aí chamaram-na para o papel principal de Stray Cat Rock, já sob a alcunha de Meiko Kaji, e foi um sucesso. Em seguida, ainda nos estúdios da Nikkatsu, ela fez a personagem principal de Blind woman’s curse, um filme de espada e quimono, à la samurai, mas com ela no papel principal. Acontece que a Nikkatsu tava adorando deixar suas atrizes cada vez mais peladinhas, na linha apelou-perdeu Roman Porno (como foi chamado o estilo softcore do cinema japonês, correspondente à nossa pornochanchada). Meiko fugiu disso e foi para o estúdio rival, a Toei, onde fez o Female Prisoner Scorpion (e aí teve aquela história toda de sua personagem quase não ter falas etc e tal).

O seu último sucesso gigantão foi nos dois filmes da série Lady Snowblood. Depois, diz que ela ficou meio arisca, recusando papéis. Diz que ela preferiu a carreira de cantora (Urami Ibushi, a música japonesa do Kill Bill, é dela e originalmente faz parte da trilha de Female Prisoner Scorpion).


Caguei procês.

Leia mais em Cult Sirens e na Wikipedia.

E veja como Meiko continua viva e lépida:

Repare que o figurino é praticamente o mesmo.

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3 respostas Até agora ↓

  • Juliano // Agosto 1, 2008 às 3:06 pm | Responder

    Cara, achei esse post procurando alguma coisa sobre a Meiko Kaji. Dei sorte.
    Ah, e tem outra musica dela no Kill Bill. Na trilha sonora do filme tá com o nome “The Flower of Carnage” mas em um cd dela q eu baixei no e-mule a musica chama “Shu-Shura no Hana”. Enfim, gostei do post.
    Inté
    Abraços

  • Juh // Agosto 2, 2008 às 8:07 pm | Responder

    Oi,cê sabe onde eu posso baixar esses filmes pink violence?
    Fikei empolgada pra asssistir!!
    Muito legal o post.

  • wakabara // Agosto 3, 2008 às 2:50 pm | Responder

    Olha só, eu tenho esse site que depois quebrou e não sei se voltou a funcionar:
    http://cinemageddon.org/doku/doku.php/pinky_violence_project

    Mas alguns dos clássicos você encontra facinho pra baixar em torrent, é só colocar no Google. Às vezes demoram mais pra baixar do que Lost, né, minha gente, porque são mais raros, mas até rola ficar baixando um dia inteiro, vale a pena.

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