2007 foi o ano de:
. Ficar irritado em trabalhar no jornalismo de moda. A gente é muito subserviente à indústria – mas existe outra maneira de sobreviver? De qualquer forma, nós somos coniventes com o consumismo desenfreado (enquanto sabemos muito bem que não precisamos produzir mais roupas, já existem roupas o bastante) & ANTES DE MAIS NADA com os escravinhos.
Sério. Isso não se limita aos escravinhos bolivianos do Bom Retiro contratados por orientais – e olha aí, A GENTE SABE QUE ISSO EXISTE e mesmo assim faz a festa na José Paulino. Os escravinhos também trabalham para a Prada.
E meanwhile, nós, jornalistas cagões, temos que pagar nossas contas portanto não cutucamos nenhuma onça.
. Ficar irritado (ou não) com o meu peso.
A idade chega, né, minha gente? Com ela, chega a barriga.
Às vezes eu fico bem bolado, mas depois eu penso: porra, esse não foi o ano da Britney aparecer no VMA de barrigucha de fora?
Viva a barrigucha. Fora a ditadura dos esbeltos!
E vai dizer que você nunca viu uma barrigucha tipo Britney passeando pela Visconde de Pirajá?!
. Reaprender a ser eu. Ai, que hippie. Mas é sério. Depois de um longo relacionamento, quando você separa é todo um recomeço. Porque de certa forma você perdeu o referencial de quem você era sozinho, antes de juntar, sabe? Você não lembra mais se você tinha certos hábitos porque eram seus mesmo ou porque você ADQUIRIU no PACOTE relacionamento.
Aí toca a ir em show que no fundo você nem curte, e perceber ali no meio: “Ei! Mas eu nem queria estar aqui!”. E aí o seu ex aparece e você se toca: “Ah, era para eu estar aqui se eu estivesse com ele… Mas eu não estou mais com ele. Er… TÁXI!”.
OK, o exemplo foi meio babaca, mas eu juro que é por aí que você chega em questões mais profundas.
. Despedir-me do status Estudante. Não que isso vá durar muito – o meu pai já me perguntou quando eu vou começar a assistir aulas de ouvinte, e minha mãe só falta comprar um caderno novo para me INCENTIVAR.
. Perceber que eu sou bacana, apesar de barrigudo (HAHAHA). Eu atraí pessoas bacanas esse ano. Tudo bem que eu não tenho o maior dos sex appeals (existe plural para isso?), e tudo bem que eu desaprendi a paquerar, mas ah. Esperava um saldo bem menor, sinceramente.
. Encontrar mais e bons amigos. Maior exemplo é Monayna! Olha que declaração pública linda! Mas também teve mais gente: a Mari, a Deborah, o povo do Jogos do Olhar (a Verô, claro)… E a reaproximação com a Ana Laura depois da volta dela também me deixou muito feliz.
. Chorar e rir. Ambas as coisas, muito – a primeira mais pro começo, a segunda mais pro fim. Deve fazer bem para a pele.
2008 provavelmente será um ano de redescobrir caminhos possíveis. Os anos pares costumam ser mais generosos comigo do que os ímpares, mas eu estou começando a desconstruir essas crenças – mesmo porque 2007 foi bem bacana, no fim das contas.
E num desses dias Ana Laura me disse uma coisa que ela fala que é citação de algum pensador – esqueci o pensador, esqueci o contexto, mas a quote ficou na minha cabeça.
Lend yourself to the others.
Give yourself to yourself.Será mesmo que é melhor eu só me dar para mim mesmo?




4 respostas Até agora ↓
mobilia // Dezembro 26, 2007 às 3:05 pm |
cara, juro q tentei fazer ficar bonito.
não consegui e dei a senha pra ana laura
hahaha
Oficina de Estilo // Dezembro 27, 2007 às 11:53 pm |
li hoje super lembrei do seu post:
http://mi-cajon.blogspot.com/2007/12/bafo-made-in-italy.html
Bia Bonduki // Dezembro 28, 2007 às 1:11 am |
dá prá mim.
É hora de revisão de 2008! « Caminho Dourado // Dezembro 26, 2008 às 8:07 pm |
[...] hora de revisão de 2008! 26 12 2008 Lembra que em dezembro de 2007 eu fiz uma revisão do ano? Não, né? Mas eu lembro que eu fiz. [...]