Caminho Dourado

Pedreiros

Dezembro 16, 2007 · 1 Comentário

Constrói-se. Não paramos de construir – nem que seja para a destruição e resignificação.
Somos atores sociais, todos.
Quem interpreta?
Quem conta uma história e não se remete a outras?

Tudo é discurso. O discurso “falso” (falso?), o “mentiroso” (mentiroso?), muitas vezes pode soar mais verdadeiro e mais tocante do que o “real” (real?).

Quem disse que você tomar uma história como sua e contá-la não faz com que aquela história realmente se torne sua?
Quem disse que contar uma história não é reconstruí-la à sua maneira e portanto tornar-se personagem principal dela?

(Todas essas questões rondavam a minha cabeça enquanto eu comia uma salada de macarrão e passava por uma situação estranhíssima misturada a sentimento de perda.
Aquele frio na barriga após você agir – a responsabilidade de seus atos é apenas sua, inteiramente sua.
Um frio na barriga sartriano.
Qual será a minha história e qual será a sua depois do “até mais”?)

Saiba mais sobre Jogo de cena no blog do filme.

Categorias: cinema · conjecturas · eu eu eu
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1 resposta Até agora ↓

  • Alex A. // Dezembro 19, 2007 às 2:48 am | Responder

    É como o cara [moça] que traduz um conto de um escritor X, sei lá…da Finlândia. Por mais que se faça uso das palavras devidamente traduzidas, assim ao pé da letra, quem garante que estas eram as reais intenções do autor original?
    Trazer o texto de outro, tomar o discurso, não faz dele seu, de fato.
    É, foi um bom filme.

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