
Agora, um pouco de literatura nessa vida: anteontem foi lançamento do livro da Cecília Gianetti na Mercearia. Conheci a Cecília no Rio, em uma de minhas viagens para lá nesse ano (acho que na verdade foi em dezembro do ano passado, pensando bem…), e uma das coisas mais legais foi que:
- Ela foi quem apareceu primeiro no meu aniversário no bar lá do Rio e ficamos conversando para caramba. Foi aí que eu percebi que ela era bem legal – e assistia BBB.
- Ela me deu um CD pirata de funk carioca de aniversário, nesse mesmo dia! Foi fofo! Você PRECISA OUVIR o funk da escova progressiva.
Bom, estava para comprar o livro da Cecília faz tempo. Lugares que eu não conheço, pessoas que eu nunca vi, que estou começando a ler (e provavelmente devo acabar em pouco tempo, ele tem capítulos curtos e te pega mesmo, você acaba ficando ansioso e lê tudo de uma vez), tem um certo realismo fantástico que se justifica e não soa datado pelo simples motivo que… não existe surreal mais surreal do que a nossa realidade atual. Quem acha que o mundo está normal não tem um pingo de bom senso. Então a todo momento a Cecília joga com o surreal – e por que o surreal deveria ser considerado anormal hoje?
Na verdade eu vejo uma ligação forte entre o livro e o Jogos do Olhar, o coletivo dirigido pela Verônica que está criando a peça cujo figurino estará sob minha responsa. Acho que, em tons e estilos diferentes, ambos estão falando mais ou menos da mesma coisa. E ler o livro está colaborando muito para eu ver o processo e o tema do Jogos do Olhar com mais clareza.
Bom: R$ 27,90 no Submarino.
Mas o que eu queria dizer é que, logo depois do livro da Cecília, eu vou me jogar no… terceiro e quarto livros de Ricardo Domeneck.
Ah, sim, meu bem, eu já os tenho bem aqui comigo. É para poucos hehehe. O terceiro está pronto e deve sair pela CosacNaify em breve, chama-se Sons: Arranjo: Garganta. O quarto ainda é um work in progress e não tem nome, sou tão chic que estou lendo antes de ficar pronto, tá? Ainda não dá para saber se algum dos textos do arquivo vai ficar mesmo, ou se vai mudar tudo.
Engraçado é que Rick disse que eu não ia gostar muito do terceiro. Eu dei uma olhada e achei umas coisas bem interessantes, acho que vou gostar sim.
Talvez eu tenha sido sugestionado só porque um dos poemas chama Kate Moss.




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Olha ali o passado « Caminho Dourado // Novembro 21, 2007 às 8:18 pm |
[...] Novembro 21, 2007, 8:18 pm Arquivado em: amigos, música Antes de conhecer a Cecília (sabe a Cecília?), eu já conhecia o Casino. Adorava. Tava mexendo nos meus discos e reencontrei o EP que eu [...]